Após muitos anos e sentindo a vontade dos fãs, novos produtores recriaram o velho seriado.A idéia original era continuar a série original e contar histórias passadas cerca de quarenta anos após o ataque dos cylons. Entretanto, os novos produtores perceberam o potencial da história idealizada por Glen A. Larson e criaram algo inteiramente novo.
Desta vez, houve primeiramente uma minissérie em 2003 e depois, em 2004, iniciou-se a série que teve o episódio final exibido nos EUA em 20 de março de 2009.
A proposta agora é a seguinte: os Cylons são andróides criados pelos seres humanos para facilitar a vida nas colônias. Alguns desses andróides, os mais “nobres”, possuem autoconsciência e, auxiliados pelos menos inteligentes, os centuriões, rebelaram-se contra seus mestres. Seguiu-se uma longa guerra, concluída com um acordo de paz e a retirada dos Cylons para outro planeta, um mundo onde poderiam se desenvolver por sua própria conta.
Contudo, após anos de silêncio, eles desfecharam um traiçoeiro e fulminante ataque nuclear contras as Doze Colônias. Esse ataque só foi possível porque os Cylons evoluíram e passaram a mimetizar a forma humana, isto é, tornaram-se humanóides. Dessa forma, eles ludibriaram Gaius Baltar (James Callis), uma espécie de gênio científico responsável por um programa de computador que controlava a defesa das colônias; conseguiram, com sua cooperação involuntária, um vírus que paralisou totalmente a defesa dos humanos, inclusive a das naves de combate.
Apenas a Galactica se salvou desse ataque inicial e isso porque, a mando do Comandante William Adama (agora interpretado pelo ator Edward James Olmos), os computadores da nave não estavam em rede e, portanto, não eram vulneráveis ao vírus utilizado nesse ataque. O resto da história é semelhante ao da primeira série, a Galactica reuniu cerca de setenta e cinco naves civis, com uma população de quase cinqüenta mil pessoas e, sempre perseguidos pelos Cylons, passou a procurar a Terra apesar de Adama não acreditar que ela fosse mais do que uma lenda. A nova série, entretanto, é bem mais profunda, não se limitando a aventuras e batalhas espaciais: ela explora também as relações humanas em uma microcivilização ameaçada de extinção, na qual os humanos lutam entre si tanto como contra os Cylons.
https://www.youtube.com/watch?v=hvYVR6XXsHA
Os principais personagens da nova série são:
* William Adama – comandante e, posteriormente, Almirante da Galactica.
* Laura Roslin – Presidente civil do que sobrou dos coloniais; elegeu-se por ser o único membro vivo da equipe do Presidente.
* Gaius Baltar – gênio científico multimilionário, homem apegado a aventuras sexuais.
* Lee Adama – filho do comandante e líder dos pilotos de caça. Seu nome de guerra é Apolo.
* Kara Thrace – melhor piloto da frota, embora insubordinada. Seu nome de guerra é Starbuck.
* Boomer – piloto batedora da frota, seu nome é Sharon Valerii.
* Coronel Tigh – imediato de Adama.
* Galen Tyrol – chefe dos mecânicos.
* Anders – líder da resistência em Caprica ocupada pelos cylons.
* Tori – assistente da Presidente.
* Helo – piloto de caça, casa-se com Athena.
Os principais cylons perseguidores da raça humana são:
* Número Seis – seduz Baltar e o utiliza para conseguir o vírus. Passa a ser conhecida como Caprica 6.
* Número Três – obstinada por um Deus único que é superior aos Deuses adorados pelos humanos.
Existem doze modelos diferentes de cylons, cada um com milhões de cópias ou clones. Essa informação é revelada no final da minissérie, misteriosamente deixada por alguém em um bilhete nas acomodações do Comandante Adama. Na verdade, essa informação já havia sido passada pela Número Seis a Baltar.
O ataque às doze colônias é liderado por sete modelos, entre eles a Número Seis e a Número Três. Esses sete modelos vão sendo conhecidos ao longo da minissérie e das três primeiras temporadas. Ao final da terceira temporada, são revelados os outros cinco modelos e os fãs da série especulam que estes teriam sido contrários ao ataque e até mesmo estariam ao lado dos humanos.
Este retorno triunfante de Galactica se deve em grande parte à persistência do ator Richard Hatch, que após o cancelamento do antigo seriado, lutou por anos para que uma nova versão fosse feita. Embora ele mesmo confesse que não gostou do novo conceito,aceitou participar do seriado atual no papel do terrorista Tom Zarek. Distante do heróico Capitão Apollo, Zarek teve seu lado positivo: acrescentou dramaticidade à trama e permitiu inserir Hatch de uma forma mais aceitável pelo novo contexto.
