Quando começou a cogitar o lançamento de um netbook em 2006, a Asus prometeu uma nova safra de mini-PCs, rodando Linux e custando a partir de US$ 200, popularizando o acesso à informação. Entretanto, quando efetivamente chegou ao mercado o Eee PC custava quase o dobro disso e com o passar do tempo os preços dos netbooks só fizeram aumentar, conforme os fabricantes passaram a incluir teclas maiores e mais acessórios. A que chegou mais perto foi a Acer, que durante um certo tempo conseguiu vender o Aspire One por US$ 299 nos EUA, se aproximando do valor originalmente proposto.
Entretanto, mudanças no mercado (mais especificamente, o sucesso do iPad e outros tablets) estão pressionando os fabricantes de netbooks a baixarem os preços, ficando o mais baixo possível dos US$ 499 do iPad 2.
Junto com reduções nas margens de lucro, designs mais simples e uso de componentes mais baratos, outra estratégia cada vez mais comentada é o uso de outros sistemas operacionais nos modelos de entrada, mais especificando o uso do Chrome OS ou do Android 3.0 no lugar do Windows.
Embora uma licença do Windows Home Starter custe menos de US$ 50 para os fabricantes, o impacto sobre o preço final acaba sendo muito mais alto, já que tanto o lucro dos fabricantes quanto dos lojistas, impostos e etc. são calculados sobre o preço final do dispositivo (incluindo o S.O.) e não apenas sobre o custo do hardware. Com isso os “menos de US$ 50” acabam se tornando “algo perto dos US$ 100” no preço final. No Brasil o impacto é ainda mais severo, já que por aqui temos os infames impostos de importação, também calculados sobre o valor total.
Combinadas, estes enxugamento podem levar o preço dos netbooks para abaixo da casa dos US$ 250, com alguns modelos de entrada possivelmente se aproximando da marca mágica dos US$ 200. Ironicamente, as margens mais baixas e a flexibilidade dos fabricantes de PCs x86 pode fazer com que eles dêem o troco nos fabricantes de tablets, pelo menos em relação aos preços.
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