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SimCity no DS

Enviado por Alex Utsuo Mishima, , 28 visualizações, 0 comentários
"SimCity" é um dos maiores clássicos dos videogames e a prova da genialidade do designer de jogos Will Wright, que depois viria a criar jogos como "The Sims". A carreira de Wright é marcada pelos simuladores e de administração, desde uma simples colônia de formigas ("SimAnt") até "Spore", que está em desenvolvimento e pretende contar a evolução de uma espécie, desde sua fase unicelular até virar uma potência intergaláctica.

A inspiração para "SimCity" veio de "Raid on Bungeling Bay", a primeira criação do designer. O game trata de um helicóptero que deve destruir diversas instalações de uma ilha, mas o designer gostou mais de criar os mapas do que jogar o game de fato. Essas idéias foram levadas para o título de administração de cidades que fez história.

Lei de zoneamento

"Sim City DS", na verdade, é um jogo original que, na evolução da série, pode ser colocado entre o primeiro "SimCity" e a versão "SimCity 2000". O intuito é, como sempre, criar e expandir uma cidade, determinado zoneamentos para áreas residenciais, comerciais e industriais, e cuidando de toda infra-estrutura.

Como grande parte dos títulos de administração, não é fácil nem simples. Há um tutorial com 15 tópicos explicando as bases do game, mas grande parte do conhecimento vem mesmo da prática. Não há um fim determinado, mas a área para expandir a cidade é limitada.

Na modalidade principal ("Build a City"), o jogador escolhe um dos mapas e desenvolve uma metrópole sobre a geografia do local. Cada um deles traz uma dificuldade definida, sendo que a mais fácil já vem com uma estrutura básica montada e o dinheiro é farto, enquanto as mais complicadas têm um caixa apertado.

Prefeito virtual

"SimCity DS" é basicamente o "SimCity 2000" com áreas já terraplanadas e sem a estrutura de subsolo, ou seja, existe apenas a administração na superfície. Há uma série de estruturas para implantar na cidade, que estão dispostas em oito grupos. Cada uma delas desempenha um papel e o desafio está em combiná-los pelo mapa. Muitas das estruturas não estão disponíveis desde o começo: é preciso evoluir sua cidade para ter acesso a itens mais modernos.
Como dito, o que faz a população vir à sua cidade são as boas condições de moradia. Ela se estabelece nas áreas residenciais, que é onde tudo começa. Daí, os habitantes precisam de um local para trabalhar, que são as zonas industriais, e de um lugar para se divertir, representando pelos lotes comerciais. A necessidade de cada área é mostrada num gráfico, para orientar o jogador.

Mas também é preciso infra-estrutura básica, como geradoras de energia e fornecimento de água e esgoto. Outro item fundamental é o transporte, seja ferroviário ou rodoviário. As delegacias e os presídios formam um conjunto para lidar com a criminalidade, e os bombeiros combatem incêndios. A educação é outro item fundamental, sem também esquecer a qualidade de vida. Enfim, "SimCity DS" é a cartilha de um prefeito.

Outra questão fundamental é controlar o dinheiro. Construir, naturalmente, consome recursos financeiros, mas também é preciso pensar no custo de manutenção, cujo percentual é controlável, assim como os impostos. Mas taxas de arrecadação muito altas afastam moradores, por razões óbvias.

Operação Cidade Suja

O aspecto original da versão para Nintendo DS é a introdução de vários minigames. Pegou fogo em algum prédio? Sopre no microfone para apagar as chamas. Cidadãos sendo abduzidos por discos voadores? Salve-os com a caneta. E também é possível ajudar o Papai Noel a distribuir presentes. Esses minigames não mudam drasticamente o rumo do game, mas trazem um pouco de dinamismo.

Além de modo de construir cidades livremente, também há uma opção chamada "Save the City". Aqui, o jogador precisa recuperar uma localidade que foi devastada por alguma tragédia.

Como dito, o controle é feito basicamente na tela sensível. Embora os menus sejam organizados e práticos para escolher os itens, há certa imprecisão na hora de determinar os lugares onde serão colocadas as estruturas, sendo preciso fazê-lo devagar, para não errar. Para grande parte das operações, o erro pode ser revertido. A exceção é a opção de destruição, que não tem volta.

O direcional faz passear pelo mapa, mas quando a cidade começa a crescer, os comandos ficam mais pesados, lentos. E os botões ativam alguns atalhos. Enfim, os controles são práticos, mas deixam a desejar na precisão, mas isso é mais uma falha do hardware.

O visual do game lembra vagamente a versão "2000", mas está muito menos definido, poluído demais e genérico. As animações ajudam a trazer um pouco de vida à cidade. O design dos personagens não tem nem estilo nem refinamento. Talvez o maior problema seja o fato de que a tela do Nintendo DS é compacta demais para um jogo assim, pois apenas uma pequena parte pode ser observada ao mesmo tempo. A trilha musical também não é nada elaborada, mas é neutra o suficiente para ser notada, o que é recomendável num jogo de administração, em que é tudo meio parado.

Uma metrópole no bolso

"SimCity DS" tem sucesso em trazer as qualidades da série original. Administrar uma cidade está gratificante, apesar de ser mais simples que as versões para computador. O maior empecilho é a falta de precisão, que pode causar um pouco de irritação. Sua relativa simplicidade serve para iniciantes, mas há desafios para quem é experiente no gênero.
Fonte: UOL

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Alex Utsuo Mishima
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