Midnight Club: Los Angeles

Quando a Rockstar contou para a Revista Oficial do Xbox que Los Angeles seria o mais acelerado jogo da série Midnight Club, ficamos meio chocados. Afinal, trata-se de uma franquia em que a velocidade já nos parece alta demais. Quase não dá pra ver direito o tráfego e os postes que insistem em aparecer na frente. Quem conseguiria dirigir algo ainda mais veloz?

Só que, para esclarecer tudo, a produtora explica que as mudanças não estão ligadas à velocidade dos carros, mas à rapidez com que o jogador é recompensado pelas vitórias. Ah, sim, agora fez todo o sentido.

O último episódio da série, Dub Edition, vendeu 5,5 milhões de unidades pelo mundo. Traduzindo: a última coisa que a Rockstar quer é desapontar essa imensidão de fanáticos. Levou tempo para juntar essa turma toda e não será agoraque a empresa pisará na bola. Por isso, há uma preocupação em manter as características para os hardcore ao mesmo tempo em que novidades são acrescidas em benefício dos novatos.

Então, em Los Angeles você também controla um carro de corrida, mas pela primeira vez com um personagem que inclui rosto. E você ainda corre numa cidade recriada minuciosamente a partir de uma região real, só que repleta de rampas, vielas e um punhado de atalhos. Com uma diferença: desta vez é tudo muito maior. Pelo menos tão grande quanto todas as cidades dos três jogos passados somadas, sem nenhuma tela de carregamento. Ah, sim, você ainda disputa prêmios em dinheiro para que possa manter o carro, comprar rodas e coisas do tipo, mas a novidade também junta pontos de reputação que habilitam itens à sua escolha.

à nesta última parte que o jogo mostra onde está a preocupação da Rockstar na produção. Parte do apelo de Midnight Club sempre foi dar liberdade ao jogador. Enquanto outros títulos de corrida abrem os cenários aos poucos, MC já começava com tudo escancarado desde o princípio. O jogador podia ficar passeando sem se preocupar com nada. A Rockstar quer enfatizar essa liberdade.

Os pontos de reputação podem ser traduzidos como bonificações que liberam ao jogador a chance de optar por mais corridas ou carros e peças. Isso resolve o problema visto anteriormente de vencer uma prova ultradifícil e ser recompensado com um prêmio chinfrim.

Outra novidade é a inclusão do Quick Repair (ou reparação rápida), ideal para quem não deseja cruzar a cidade inteira atrás de uma garagem toda vez que topar numa árvore. Acessível em todos os lugares e a qualquer instante, o “repara” instantâneo exige apenas um pagamento extra e, pimba, seu carro está novo. Claro, há pequenas desvantagens, como a pintura de péssima qualidade que se ganha após o serviço.

Jogadores casuais não foram esquecidos. Se a carreira está difícil demais, basta mudar para o modo arcade e selecionar uma prova de qualquer ponto da cidade com o destino que quiser. Isso inclui o grau de dificuldade dos oponentes, intensidade do tráfego e o horário da prova. O que nos leva a outro detalhe: esta versão do jogo passa a contar com ciclos entre noite e dia. Então, tecnicamente, o título funciona tanto para “clube da meia-noite” como para “clube do meio-dia”.

No entanto, a Rockstar tem mantido o bico bastante fechado em relação a outros aspectos do jogo. Não dá para afirmar se o fato de o piloto ter um rosto significa que o jogo passará a ter missões. Sei lá de repente uma história de fundo para as corridas. Um detalhe, porém, ela deixou escapar: em certos momentos, você recebe por celular convites para participar de corridas, mais ou menos como vai rolar em GTAIV.

Acima de tudo isso, o que mais chama a atenção é o comentário final dos produtores em nossa conversa. Segundo eles, Midnight Club: Los Angeles usará a tecnologia da nova geração de uma form extremamente ambiciosa, de maneira nunca antes explorada por nenhuma outra empresa. Pressionados para falar um pouquinho mais, eles soltaram apenas que Los Angeles era a primeira parte de um mundo expansível.

O que isso significa? Não temos idéia. Pacotes para download, talvez? Se fosse para apostar, diríamos que será possível ir e voltar livremente entre as cidades dos próximos jogos da série, ou, quem sabe, levar seu personagem para os cenários de GTA, o que seria sensacional. Talvez não seja à toa que ambos os jogos utilizem a RAGE (Rockstar Advanced Game Engine) como base. Logo, tudo é possível e sonhar ainda é de graça

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