“A coisa mais ofensiva que vemos toda vez que iniciamos o jogo”: co-criador de Halo critica direção de arte de Campaign Evolved

O "pai do Master Chief" usou o X para criticar as escolhas visuais de Halo: Campaign Evolved

O co-criador de Halo e considerado o “pai do Master Chief”, Marcus Lehto, usou o X (Twitter) para criticar as escolhas visuais de Halo: Campaign Evolved, o remake desenvolvido pelo Halo Studios.

O alvo principal de sua insatisfação é a representação da tecnologia Forerunner, a civilização alienígena extinta responsável pela construção dos anéis que dão nome à franquia e, em especial, a aparência do anel exibido no menu principal do jogo. Em um tuíte acompanhado de uma imagem comparativa, Marcus Lehto foi direto.

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“Embora a tecnologia Forerunner fosse de metal (e não de pedra), ela também era antiga, vasta, viva e um túmulo para os horrores que ali se escondiam. Ela testemunhou centenas de milênios de conflito. No entanto, o jogo a mostra como um metal brilhante que parece ter sido construído há poucos anos.”

Para quem conhece a franquia, o anel Halo no menu principal é praticamente um símbolo sagrado: é a primeira imagem que aparece ao abrir o jogo, acompanhada daquela melodia coral que dispensa apresentações. Marcus Lehto não poupou palavras ao avaliar o que o Halo Studios fez com esse elemento.

“O anel do menu principal é a coisa mais desagradável que vemos toda vez que iniciamos o jogo. Ele deveria transmitir uma sensação de imponência, escuridão, mistério, sinistro, mas também de maravilha. Este novo anel parece um brinquedo novo e brilhante, desproporcional, sem mistério nenhum, simplesmente horrível.”

Além da textura e do acabamento do anel em si, Lehto apontou outra mudança que o incomoda: o fundo estrelado. Na lore original, o anel em que o Master Chief pousa no primeiro jogo fica nas bordas da Via Láctea, uma região isolada e hostil do universo. Em Halo: Campaign Evolved, a galáxia aparece visível ao fundo, o que, segundo ele, contradiz o tom de isolamento e vastidão que a ambientação deveria transmitir.

Marcus Lehto reconhece que o time original da Bungie estava “completamente perdida em 2000” quando se tratava da direção de arte dos Forerunners, mas afirma que o Halo Studios “foi longe demais na direção errada.” Vale registrar que ele não chegou ao lançamento do jogo com a predisposição de criticar: antes do game ir a público, Lehto chegou a demonstrar entusiasmo com o projeto. O tom atual de decepção, portanto, diz muito.

O co-criador não trabalha na franquia desde 2011, mas seu peso histórico é inegável. A pergunta que fica é se o Xbox e o Halo Studios vão prestar atenção às suas críticas para o quase confirmado remake de Halo 2. O cenário geral para Campaign Evolved já não é dos mais tranquilos: apesar das boas avaliações da crítica, o jogo teve desempenho de vendas fraco no PS5, onde as ports de Black Ops 1 e Black Ops 2 aparentemente superaram o título da Microsoft em uma proporção de 16 para 1.

Logo após o lançamento, diversas posições de contrato foram encerradas pelo estúdio.

Fonte: Eurogamer

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