Hideo Kojima voltou a exercer seu papel crítico de cinema nas redes sociais e desta vez o alvo foi A Última Casa, filme de terror da Netflix com Wagner Moura que está longe de conquistar consenso entre público e crítica. Em uma postagem no X realizada no dia 11 de agosto de 2026, o criador de Death Stranding fez uma comparação direta entre o longa e seu próprio jogo, chamando atenção para os temas de isolamento e solidão presentes nas duas obras.
“Assisti a A Última Casa“, escreveu Kojima. “Isolamento? Solidão? Havia partes que pareciam um pouco com Death Stranding.” A declaração surpreende justamente porque o filme acumula avaliações bastante negativas: 27% de aprovação da crítica e 28% do público no Rotten Tomatoes. Parte dos críticos descreve a história como “mal desenvolvida”, apontando que o roteiro não dedica tempo suficiente para desenvolver os personagens da família central, o que enfraquece qualquer envolvimento emocional com a trama.
I watched “The Last House.” Isolation? Loneliness? There were parts that felt a little like Death Stranding. 🐟☔️ pic.twitter.com/w7q0wxjL1L
— HIDEO_KOJIMA (@HIDEO_KOJIMA_EN) August 11, 2026
Por que a comparação com Death Stranding faz sentido
Death Stranding, lançado em 2019, se passa em uma América pós-apocalíptica onde o jogador controla um entregador encarregado de entregar suprimentos a colônias remotas que compõem as chamadas Cidades Unidas da América e de reconectá-las por meio de uma rede de comunicação sem fio. O cenário é desolado, carregado de criaturas perturbadoras, e o peso do isolamento é um dos pilares emocionais do jogo. A comparação de Kojima com a premissa de A Última Casa, uma família confinada diante de um colapso global, não é difícil de entender dentro dessa temática.
Vale lembrar que o universo de Death Stranding vai além dos games: uma adaptação para o cinema está em desenvolvimento, dirigida por Michael Sarnoski, diretor de Um Lugar Silencioso Parte 2. O filme live-action, no entanto, ainda não tem data de lançamento confirmada.
O que é A Última Casa
Dirigido por Louis Leterrier, responsável por ‘Truque de Mestre’ e ‘Velozes & Furiosos 10′, e escrito por Matthew Robinson, roteirista de ‘Boa Sorte, Divirta-se, Não Morra’, o filme acompanha uma família presa dentro de sua própria casa enquanto um desastre misterioso afeta o mundo inteiro, obrigando-os a aprender a sobreviver nas novas condições. O elenco é formado por Greta Lee, Wagner Moura, Arden Cho e Noah Alexander Sosnowski. O longa está disponível agora na Netflix.
A sinopse oficial diz:
Em uma situação inexplicável, uma família está confinada em sua casa, incapaz de sair. À medida que os suprimentos diminuem, eles precisam aprender a ser engenhosos para sobreviver e desvendar a força misteriosa que os aprisiona.
O que a crítica está falando sobre o filme?
As críticas são majoritariamente negativas, e os principais problemas apontados pelos críticos se repetem bastante. Um dos pontos mais tocados é o roteiro superficial, com o filme apresentando temas interessantes, mas raramente desenvolvendo essas ideias de maneira profunda. Apesar dos elogios às atuações de Wagner Moura e Greta Lee, ainda assim os personagens pouco desenvolvidos acabou afetando a narrativa.
Outros pontos duramente criticados foram a tensão repetitiva, com o filme repetindo situações de perigo; o excesso de clichês, com muitos críticos enxergam uma mistura de fórmulas já estabelecidas; e tom inconsistente, com o longa não sabendo se quer ser um drama familiar, thriller de sobrevivência, ficção científica ou filme de monstros. Por fim, as explicações e reviravoltas no terceiro ato foram consideradas “absurdas ou decepcionantes”.
Em resumo: a crítica parece concordar que A Última Casa tem uma boa premissa e um elenco forte, mas desperdiça ambos com um roteiro superficial, personagens pouco desenvolvidos e, principalmente, um terceiro ato que decepciona, sendo um grande potencial desperdiçado
Onde assistir a Última Casa?
O filme já encontra-se disponível desde 7 de agosto exclusivamente na Netflix para os assinantes aproveitarem.