Uma patente recém-divulgada indica que o PS6 deve abandonar de vez o sistema de resfriamento a metal líquido adotado pelo PS5, tecnologia que gerou problemas desde o lançamento do console em 2020 e ainda causa dores de cabeça para usuários ao redor do mundo. No lugar, a Sony estuda adotar um sistema de resfriamento baseado em vaporização avançada.
O sistema de metal líquido do PS5 foi apresentado como um diferencial técnico na época do lançamento, mas rapidamente se transformou em dor de cabeça. As unidades de lançamento apresentaram instabilidade no resfriamento e, com o tempo, o metal líquido começou a vazar sobre a APU e os componentes da placa-mãe, causando mal funcionamentos que se tornaram cada vez mais frequentes. Até hoje, relatos de consoles com defeitos provocados por esse vazamento seguem chegando, um problema que nunca foi completamente contido pela fabricante.
A raiz do transtorno vai além do uso em si: o processo de aplicação do metal líquido na linha de montagem é extremamente complexo. Qualquer derramamento mínimo durante a fabricação resulta em dano irreversível aos componentes, o que eleva tanto o risco de erros de produção quanto os custos operacionais.
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De acordo com a patente, a Sony estuda substituir o metal líquido por um sistema de câmara de vapor (vapor chamber) que usa um líquido como água e múltiplos tubos de calor cônicos para regular a circulação interna e manter a temperatura sob controle. Uma das vantagens mencionadas é que o sistema funcionaria adequadamente mesmo com o console posicionado na orientação vertical, algo que sempre gerou controvérsias no PS5.
Do ponto de vista de fabricação, a câmara de vapor representa uma mudança significativa, pois trata-se de uma unidade modular que pode ser acoplada diretamente à APU do console por meio de procedimentos padrão, sem a necessidade dos processos altamente específicos exigidos pelo metal líquido. Isso tende a reduzir os custos gerais de produção e o risco de falhas na linha de montagem.
Vale o alerta de sempre: uma patente registrada não significa necessariamente que a tecnologia descrita será adotada no produto final, embora seja altamente provável que o PS6 descarte o metal líquido pelos motivos já bem documentados, não há nenhuma confirmação de que a Sony utilizará exatamente este sistema de vaporização patenteado.
O que parece fora de discussão é que a fabricante precisará chegar ao lançamento do PS6 com uma solução de resfriamento mais confiável do que a atual. Com um console que deverá ter um preço elevado, especulações mencionam a faixa de US$ 1.000 ou mais, repetir os problemas das unidades de lançamento do PS5 seria um golpe sério tanto para os consumidores quanto para a empresa.
Fonte: Wccftech
