A batalha pelo futuro do formato físico no PlayStation ganhou um capítulo inédito, pois o governo do México entrou oficialmente na disputa. Iraís Reyes, Membro da Câmara dos Deputados do México, confirmou por meio de um comunicado em suas redes sociais que já está trabalhando ao lado de membros da comunidade gamer, incluindo o criador de conteúdo elarcade_del_wero, para elaborar uma proposta formal capaz de frear a decisão da Sony de encerrar a venda de jogos em mídia física.
Em seu pronunciamento, a deputada foi direta sobre as consequências práticas do movimento da companhia:
“A Sony acaba de anunciar que deixará de vender seus novos jogos em formato físico. Com o desaparecimento dos formatos físicos, perdemos a possibilidade de revender um jogo, emprestá-lo, encontrar melhores preços ou descontos em diferentes lojas, ou simplesmente decidir onde comprar. Aos poucos, perdemos opções e nos tornamos cada vez mais dependentes de uma única plataforma.”
Iraís Reyes também foi além da questão do monopólio. Ela criticou o fato de que o formato digital representa, na prática, a aquisição de uma licença de uso, e não a posse de um produto, o que coloca em risco a preservação do software a longo prazo. O objetivo declarado pela deputada é encontrar alternativas que possam frear esse tipo de avanço corporativo, que ela classifica como uma ameaça à livre concorrência.
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Depois de quase uma semana de silêncio nas redes sociais após o anúncio do fim do formato físico, o PlayStation retomou sua rotina de publicações como se nada tivesse acontecido. O resultado imediato foi previsível, pois cada nova postagem da companhia passou a ser tomada por comentários de jogadores exigindo a reversão da decisão.
Apesar do barulho, múltiplos analistas do setor avaliaram que a decisão da Sony provavelmente é definitiva. Para que a empresa recuasse, seria necessário um impacto concreto nas projeções financeiras, algo que dependeria, por exemplo, de milhões de cancelamentos de assinaturas do PS Plus.
Para piorar a situação, os lançamentos recente dos ports de Call of Duty: Black Ops 1 e Black Ops 2 foi um sucesso estrondoso, gerando sobrecarga a ponto de derrubar temporariamente a PS Store. O resultado reforça o argumento da Sony de que a base digital segue sólida e crescente, independentemente da polêmica.
Com mais de um ano ainda pela frente até que o prazo anunciado pela PlayStation para o fim do formato físico se concretize, o cenário permanece aberto. Nos próximos meses, a indústria terá dois termômetros importantes: o lançamento de Marvel’s Wolverine, exclusivo da plataforma, e sobretudo o de GTA 6, que chegará em caixa física, mas com um código dentro, sem nenhum disco.
Fonte: Areajugones
