Marvel Tōkon: Fighting Souls é bloqueado em mais de 130 países no Steam

Jogo de luta repete a polêmica de Helldivers 2, ficando indisponível para PC nos países onde a PSN não está disponível.

Marvel Tōkon: Fighting Souls, o jogo de luta desenvolvido pela Arc System Works e publicado pela Sony Interactive Entertainment, previsto para chegar ao PC e ao PlayStation 5 no dia 6 de agosto, não estará disponível para compra em 132 países na Steam. A restrição, que não possui nenhuma explicação oficial na página do jogo na plataforma, foi identificada no SteamDB e levanta questões sérias sobre a política da Sony para o PC.

A lista de países bloqueados não é coincidência

A lista de países afetados inclui nomes como Jamaica, Irã, Bielorrússia, Egito e Nigéria. Para quem acompanhou a polêmica do Helldivers 2 em 2024, o número não é aleatório: os mesmos 132 países bloqueados no SteamDB de Marvel Tōkon: Fighting Souls são exatamente os que constavam na página do jogo de tiro cooperativo da Arrowhead à época. O denominador comum entre todos eles é direto: são territórios onde os serviços online da PlayStation Network (PSN) simplesmente não estão disponíveis.

A explicação mais provável para o bloqueio está no sistema de crossplay. Marvel Tōkon: Fighting Souls terá compatibilidade cruzada entre PC e PS5 já no lançamento, o que, na prática, significa que jogadores no computador precisariam vincular uma conta PSN ao jogo para utilizar o recurso. Como esses 132 países não têm acesso à rede da Sony, a lógica da publisher seria a de bloquear o jogo inteiramente nesses territórios.

Tem saída?

A Sony já cedeu em casos anteriores, aliviando as restrições da PSN em outros títulos, então uma resolução ainda é possível. No entanto, dado o foco em multiplayer online de Marvel Tokon: Fighting Souls, há o risco real de que o jogo se torne mais uma vítima da infraestrutura online da PlayStation, sem que a situação seja corrigida.

O episódio acontece num momento em que a Sony já vive uma semana turbulenta de críticas e, ao mesmo tempo, sinalizou que está se afastando gradualmente da estratégia de portar seus jogos para PC. Ainda assim, a empresa claramente quer vender o máximo possível de seus jogos como serviço, o que torna a decisão de deixar mais de uma centena de países sem acesso à compra algo difícil de explicar.

Fonte: Kotaku

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