O RPG AAA de Avatar não foi cancelado. Quem garantiu isso foi Bryan Konietzko, co-criador da franquia, após relatos de que a Paramount Games Studio teria encerrado o desenvolvimento do título. A declaração veio diretamente pelo Instagram de Konietzko em 10 de junho, contrariando o que havia sido dito por um executivo da própria Paramount dias antes.
O que aconteceu com o jogo?
O projeto veio a público em outubro de 2024, quando foi revelado que a Saber Interactive estava desenvolvendo um RPG ambientado no universo de Avatar: A Lenda de Aang, com a história se passando milhares de anos antes de Aang e apresentando um “Avatar inédito, nunca visto antes”. O anúncio animou a base de fãs, especialmente pela escala prometida: um título AAA dentro de uma das franquias de animação mais queridas da cultura pop.
O cenário mudou em junho de 2026, quando Shawn Kittelsen, chefe de produção da Paramount Games Studio, afirmou ao portal IGN que o projeto havia sido cancelado. A notícia circulou rapidamente e gerou reações negativas entre fãs e profissionais ligados à série.
Foi então que Bryan Konietzko foi a público para desmentir a versão. Em post no Instagram, ele foi direto: “Apesar do que qualquer pessoa sem conhecimento real possa estar tagarelando, aquele grande videogame — cuja premissa eu criei — não foi ‘cancelado'”.
Konietzko admitiu que o projeto enfrentou um baque significativo, mas manteve o tom esperançoso. “Ele passou por um grande revés? Sim. Essas coisas não são fáceis. Vai acontecer algum dia? Espero que sim. Vai ser melhor por causa do recomeço? Se eu tiver algo a ver com isso, com certeza”, escreveu ele.
O co-criador classificou a situação como “frustrante“, mas adiantou que terá “muitas notícias oficiais para compartilhar em breve“.
Paramount fala em “iteração diferente”
Em nota à IGN, a Paramount deixou a porta entreaberta ao afirmar que o cenário atual “não significa que você não receberá um jogo AAA de Avatar em algum momento, mas ele pode vir em uma iteração diferente”. Esse ponto se alinha diretamente com o termo “reset” usado por Konietzko, sugerindo que o título pode estar passando por uma reestruturação de escopo ou de equipe, e não por um encerramento definitivo.
Fonte: Dexerto