A Square Enix tem um modelo de desenvolvimento menos centralizado do que muitos fãs imaginam. Em declaração recente, o produtor Yosuke Saito revelou que duas das franquias mais importantes da empresa — Dragon Quest e Nier — são criadas com grande participação de desenvolvedoras terceirizadas, com uma parcela surpreendentemente pequena do trabalho feita internamente.
Saito, que figura nos créditos como produtor de Nier, Nier: Automata, do remaster Nier Replicant e de Dragon Quest 11: Echoes of an Elusive Age, entre outros títulos, fez a declaração durante o evento BitSummit Punch.
O modelo de terceirização da Square Enix
No caso de Nier: Automata, o arranjo já era amplamente conhecido: a Square Enix atuou como publisher, enquanto o desenvolvimento ficou nas mãos da PlatinumGames, com direção do criador da série Yoko Taro e trilha sonora composta por Keiichi Okabe, veterano da Namco e atual CEO da Monaca, estúdio especializado em produção musical.
O que Saito trouxe de novo, porém, foi confirmar que o mesmo padrão se aplica à série Dragon Quest. Segundo ele, cerca de um terço de Dragon Quest 11 foi desenvolvido internamente pela Square Enix, o restante ficou a cargo de parceiros externos. Uma análise dos créditos do jogo, disponível na base de dados MobyGames, confirma a presença de outras empresas no projeto, como a Orca e a ILCA, sendo que esta última ficou conhecida posteriormente pelo desenvolvimento de Pokémon Brilliant Diamond e Shining Pearl.
Saito ainda contextualizou que essa prática não é nova: a Enix — antes da fusão que criou a Square Enix — era descrita como uma equipe de produtores e alguns roteiristas, sem nenhum time de desenvolvimento próprio. O criador da franquia Dragon Quest, Yuji Horii, e a empresa buscavam equipes terceirizadas para cada novo jogo da série.
Fonte: GamesRadar