O filme Mestres do Universo, produzido pela Amazon/MGM com um orçamento de US$ 200 milhões, chega aos cinemas nesta sexta-feira com tudo para dar errado. O relatório mais recente aponta uma abertura de apenas US$ 25 milhões no fim de semana de estreia, número que, na prática, coloca a produção em risco de estrear na quarta posição das bilheterias.
A concorrência direta não ajuda. Todo Mundo em Pânico se aproxima da marca de US$ 50 milhões, enquanto Backrooms projeta US$ 30 milhões ou mais e Obsession caminha para um improvável aumento em sua quarta semana de exibição, com estimativa de US$ 27 milhões. Para um filme que custou tanto, estrear atrás de todos esses títulos seria um sinal de alarme difícil de ignorar.
Críticas mistas e uma crise de identidade
As más notícias não param na bilheteria estimada. O embargo de críticas foi levantado, e as avaliações não devem funcionar como impulso para o público, muito pelo contrário. Até o momento, Mestres do Universo acumula 51 pontos no Metacritic e 74% no Rotten Tomatoes, uma combinação que indica recepção dividida.
Há, porém, uma questão mais profunda por trás dos números: para quem foi feito esse filme? O He-Man é uma franquia que teve seu auge nos anos 1980, com bonecos e desenho animado que marcaram uma geração. As crianças de hoje têm pouca ou nenhuma conexão com o personagem, e os dados confirmam isso, o maior interesse pelo filme vem de homens adultos que cresceram com a franquia.
Pressão sobre a Amazon/MGM
O timing é particularmente delicado para a Amazon/MGM. O estúdio vinha de um momento positivo nos cinemas graças ao sucesso de Devoradores de Estrelas, que ajudou a reconquistar credibilidade junto ao público e reforçou o valor das apostas teatrais da empresa. Um resultado fraco de Mestres do Universo pode esvaziar parte desse capital conquistado e lançar dúvidas sobre a estratégia da companhia com IPs de grande orçamento.
Fonte: World of Reel