O filme Michael, cinebiografia sobre a vida de Michael Jackson, estreou nos cinemas e imediatamente gerou uma das maiores divisões já registradas no Rotten Tomatoes. Enquanto a crítica especializada deixou o longa com apenas 40% de aprovação, o público respondeu na direção oposta, empurrando a nota de audiência para incríveis 96%. A discrepância, por si só, já diz muito sobre o nível de tensão que envolve o projeto.
A maioria das publicações especializadas não poupou adjetivos negativos. A Empire classificou o filme como “profundamente genérico”. A IndieWire foi na mesma linha, descrevendo a produção como “polido, higienizado e surpreendentemente tedioso”. A IGN foi ainda mais direta, resumindo em poucas palavras que o longa é “muito, muito ruim”. A BBC talvez tenha chegado ao veredicto mais duro de todos, chamando o cinebiografia de “um filme para televisão pouco competente”, uma referência irônica à qualidade que se esperaria de um filme exibido no horário diurno da TV aberta.
Além da questão estética, o filme carrega polêmicas que vêm de antes de sua estreia. Paris Jackson chegou a criticar publicamente a produção, afirmando que o longa estaria repleto de “mentiras deslavadas. Já Dan Reed, diretor do documentário Leaving Neverland, atacou o projeto por ignorar as acusações de abuso sexual dirigidas ao cantor.
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Colman Domingo, que interpreta Joe Jackson, pai de Michael, saiu em defesa do filme e explicou publicamente os motivos pelos quais essas alegações não foram abordadas na narrativa. As avaliações negativas da imprensa não passaram despercebidas pela família Jackson. Taj Jackson, sobrinho do cantor, foi às redes sociais rebater os críticos com uma mensagem direta:
“Desculpe, mídia, vocês não controlam mais a narrativa de quem Michael Jackson realmente era. O público vai assistir a este filme… eles decidirão por si mesmos. E vocês não conseguem lidar com isso. Mal posso esperar até que alguns críticos tenham que engolir sapo. E sim, eu vou ser mesquinho assim.”
Seu irmão, TJ Jackson, acompanhou o coro e foi ainda mais incisivo: “Nunca deem ouvidos a críticos ‘profissionais’ quando se trata da minha família. Nunca.” Entre os fãs, o sentimento dominante é o de que a crítica especializada tem um viés histórico contra Michael Jackson. Os comentários que circulam nas redes sociais reforçam a sensação de que o público foi ao cinema com uma percepção completamente diferente da imprensa.
“Acabei de assistir, não sei de onde vêm os comentários negativos, mas eu adorei.” Outro disse : “A mídia sempre foi horrível com o Mike. Mas o público sempre estará aqui.”
O ator Frankie Muniz também manifestou seu entusiasmo, escrevendo: “Acabei de ir ao cinema e vi Michael. Eu realmente adorei… Também foi muito bom ver um mundo onde as pessoas simplesmente curtiam apresentações ao vivo, sem nenhum celular à vista.”
Independentemente do racha entre crítica e público, as projeções financeiras do filme são sólidas. A previsão é que Michael arrecade entre $65 e $70 milhões apenas nos Estados Unidos durante o fim de semana de abertura, com estimativas de até $150 milhões em escala mundial.
Fonte: Dexerto