Forza Horizon 5 acaba de cravar mais um número expressivo no mercado, pois a Virtuos, co-desenvolvedora do título, confirmou em seu site oficial que o jogo de corrida foi um dos jogos mais vendidos do PS5 em 2025, superando a marca de 5 milhões de cópias na plataforma. O dado, divulgado em um novo infográfico publicado pela empresa, também evidencia o quão improvável é um retorno da Microsoft à estratégia de exclusivos no Xbox.
“Forza Horizon 5 foi um dos títulos mais vendidos no PS5 em 2025, superando 5 milhões de cópias vendidas na plataforma, e conquistando amplo reconhecimento com uma pontuação de 92 no Metacritic”, escreveu a Virtuos no infográfico. Além dos números de vendas, a desenvolvedora aproveitou a divulgação para detalhar sua contribuição ao projeto.
A empresa foi responsável por cerca de 90% dos veículos fotorrealistas presentes tanto no jogo base quanto nas expansões de DLC. Também estiveram sob sua responsabilidade a criação de assets de ambiente, personagens, bibliotecas abrangentes de texturas, elementos de detalhamento visual específicos por bioma, além de animações avançadas de veículos e danos.
Leia Mais
O desempenho robusto de Forza Horizon 5 no PS5, anos após seu lançamento original no PC e no Xbox Series, traz um contexto importante para a indústria. O jogo chega a superar até mesmo títulos first-party da Sony nas paradas de vendas, o que deixa o terreno ainda mais favorável para a chegada de Forza Horizon 6 ao PS5, previsto para ainda este ano.
Mais do que celebrar números, o cenário joga um balde de água fria nas especulações sobre um possível retorno da Microsoft à política de exclusivos. Rumores recentes apontavam que a empresa estaria discutindo internamente essa possibilidade, mas o sucesso comercial de um jogo como Forza Horizon 5 no hardware rival torna difícil justificar abrir mão de tantas vendas em nome de uma estratégia que, na prática, perdeu grande parte de sua relevância.
O contexto fica ainda mais complexo quando se olha para o Xbox Project Helix, o próximo passo da Microsoft no hardware. Segundo informações que circulam no setor, o projeto mira o mercado de PC com mais força do que o de consoles, e os relatos apontam que ele não contará com customizações de GPU, o que, na prática, elimina o último diferencial técnico que definia um Xbox como um Xbox. A geração seguinte pode não apresentar um console tradicional da marca, mas sim um dispositivo que emula uma experiência de console.
Diante desse cenário, apostar em exclusivos como estratégia de diferenciação soa cada vez menos como um caminho viável. Com títulos da Playground Games fazendo sucesso no ecossistema Sony e o próprio hardware Xbox em transformação profunda, a tendência é que a Microsoft continue apostando na distribuição multiplataforma como modelo de negócio.
Fonte: Wccftech
