Replaced, o recém-lançado game de ação cyberpunk da Sad Cat Studios, se viu no centro de uma polêmica nos últimos dias após um mal-entendido nas redes sociais gerar uma onda de acusações infundadas de que o título teria sido desenvolvido com auxílio de inteligência artificial. A desenvolvedora foi às redes para desmentir categoricamente: o jogo é feito 100% à mão, sem nenhum uso de IA generativa.
Como começou a confusão
O estopim foi um post da IGN USA nas redes sociais, escrito como chamada para a review do jogo, no qual a publicação descrevia Replaced como “uma aventura centrada em IA”. A frase era uma referência direta à premissa narrativa do game, ambientado em uma América alternativa dos anos 1980, na qual o jogador controla um híbrido homem-máquina. O contexto era a história.
Parte dos leitores, no entanto, decontextualizou completamente a frase e a fez circular como se fosse uma declaração sobre o processo de desenvolvimento do jogo. A confusão se espalhou rapidamente, e uma enxurrada de críticas caiu sobre a Sad Cat Studios, muitas delas de usuários que não se deram ao trabalho de verificar a informação antes de atacar o estúdio.
Sad Cat Studios e IGN respondem
Para evitar que a polêmica escalasse ainda mais, a Sad Cat Studios agiu rápido e publicou um comunicado direto nas redes: “Como vimos, algumas pessoas mal interpretaram o que a IGN quis dizer com ‘centrada em IA’. Queremos apenas esclarecer: este jogo foi feito à mão 100%. Nenhuma IA generativa foi utilizada para criá-lo. O que a IGN menciona é a história, que fala sobre IA em uma América alternativa dos anos 1980.”
A própria IGN também recuou. A publicação original foi deletada nas redes sociais e o resumo da review em questão editado, removendo todas as referências à inteligência artificial. O novo texto passou a descrever o jogo de forma muito mais clara: “Replaced é um belíssimo e envolvente plataforma de ação em 2.5D.”
O caso de Replaced é mais um exemplo de como a desconfiança em torno do uso de IA na indústria pode transformar um simples texto de marketing em crise reputacional e de como a desinformação nas redes sociais se move mais rápido do que qualquer clarificação.
Fonte: Multiplayer.it