Dojo: Ultimate Marvel vs. Capcom 3

Acho que você vai comprar Ultimate Marvel vs. Capcom 3 no final do ano, mesmo com toda a canastrice e cara de pau da Capcom, que ano após ano realiza esse mesmo tipo de ação. Isso também não é uma propaganda a favor da atitude mercadológica da empresa, mas convenhamos, eles vem trabalhando esse conceito ano após ano e sempre com um retorno positivo, senão, com certeza não estaríamos à mercê de receber esse “novo” jogo.

à conveniente para eles e, de certa forma, seguro para nós. Quem gostou do primeiro, comprará. Quem não gostou, parou de jogar há muito tempo e migrou para outros jogos, talvez um MK. E quem não tinha se decidido ainda terá essa nova chance, mais barata e com mais personagens. à uma situação “win win” para a empresa que coloca isso em prática, e nós ficamos nesse limbo de indignação e ‘meia satisfação’.

Durante o painel da Comic-Con 2011, a sala era preenchida de constrangimento quando alguém mencionava algo sobre o vazamento da lista de novos personagens de UMVC3. “Peço que você não me perguntem nada sobre esse vazamento”, dizia Niitsuma, sempre sério. Mas a lista vazou e os teasers vão servir apenas para saciar a vontade de todos em saber como os novos personagens vão ficar animados.

Dos que já foram apresentados, eis uma pequena análise a respeito de cada um:

FIREBRAND

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Popularizado entre os brasileiros como Red Arremer, não é um novato nos jogos de luta. Seu debut aconteceu pela mente da SNK, quando a mesma lançou sua versão do crossover entre ela e a Capcom (SVC Chaos). Dessa vez, Firebrand é um combatente mais expressivo no corpo-a-corpo, com menos projéteis que sua versão passada.

Ele possui um comando (para baixo e soco forte) que aciona uma espécie de Dive Kick – não tão mala quanto o do Wolverine. Além de quicar o oponente, faz você assumir automaticamente o modo de vôo. Durante um Air Combo é possível ligar esse chute e manter-se imóvel no ar para a continuação do combo.

Seus projéteis variam de acordo com o botão, e no ar se encaixam perfeitamente com combos. Os Hyper Combos causam um dano considerável, e um deles ainda transforma Firebrender em um monstro mais endiabrado, na cor branca, o que aumenta a sua velocidade e o dano dos seus ataques.

HAWKEYE

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Por alguma razão desconhecida (talvez por causa do hype da Marvel com Os Vingadores, vai saber), Hawkeye estampa o centro do primeiro pôster de UMVC3. E ele é um dos melhores personagens dessa nova versão (até agora).

Apesar dos seus movimentos serem bastante semelhantes aos do Taskmaster (sei que é ao contrário, que é o Task que imita a galera, mas no jogo ele veio primeiro), suas flechas são muito mais rápidas – aliás, flechas estas que pertencem ao Hawkeye desde sempre. Seu disparo triplo é muito mais eficiente que o do treinador da Marvel (não precisa segurar o botão), e de lambuja, Hawkeye ainda possui mais três tipos diferentes de disparo.

Suas flechas especiais vem complementadas por elementos específicos. Uma delas prende o adversário, outra causa um dano congelante (não me recordo se ela paralisa também) e tem uma elétrica também. Elas podem variar a direção, tanto no chão quanto no ar.

No âmbito da porradaria, seus chutes lembram muito os do Taskmaster (de novo, apenas relacionado ao game, sei que é o Task que copia a negada), mas a velocidade é um pouco diferente. As ‘arcadas’ que ele acerta no inimigo não possuem um longo alcance, mas são úteis também para manter o combo por mais tempo.

Seu Hyper Combo de nível 1, no entanto, é bastante útil, já que é uma flechada que NUNCA erra o alvo, independentemente do seu lugar na tela. Bom artifícil para tiros cegos, principalmente em cima das pessoas que gostam de ‘spammear’ algumas magias.

GHOST RIDER

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Grandão, com um longo alcance (principalmente se usado de forma correta) e muito pesado, o Motoqueiro Fantasma finalmente faz sua primeira aparição na série. O personagem, de acordo com inúmeros blogs de produção, sempre foi cotado como parte integrante do elenco, mas por razões muitas vezes simplistas, não conseguia ficar no corte final.

O herói, definitivamente, não é um personagem feito para ‘rushdowns’. Se você cadenciar sua velocidade com a distância (de preferência, longe do oponente), é possível irritar muita gente. Sua corrente é muito longa, excelente para manter-se longe e atacar ao mesmo tempo – e sem se preocupar com contra ataques, já que são golpes comuns, não de comando.

Ele possui um ataque de corrente muito parecido com o web throw do Homem-Aranha, alcança uma certa distância mas não é muito seguro. Seu Hyper Combo de nível um é eficiente, mesmo se defendido, enquanto seu nível 3 só funciona de perto (agarrão).

STRIDER HIRYU

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A cereja da primeira build de UMVC3 não podia ser outra, senão o ninja futurista com a espada mais legal de todos os tempos. Strider Hiryu volta, e volta bem. Rápido, indiferente com a redução de botões e com suas feras de metal mais traiçoeiras do que nunca.

Suas novas principais armas são os seus projéteis. Em UMVC3, as feras mecanizadas são muito mais rápidas e úteis para um estilo retrancado de jogar. A águia combinada ao leão da montanha tiram qualquer segundo que sirva para escapar do ataque, causando um bom chip damage no oponente.

Jogando de perto, Strider é uma máquina de fazer combos. Seus ataques fracos são muito eficientes, os teleportes (três tipos) agora servem como parte integrante de início de combos e o movimento de se agarrar à parede está muito mais rápido. Sua voadora com o botão forte é a mesma do soco forte da versão MVC, enquanto a versão com o botão Special faz as vezes do botão forte de chute.

No ar, meia luca para frente com o soco fraco faz você chegar ao chão mais rápido que o oponente, resultando na continuação do combo (se executado de forma correta). O disparo do satélite (que fica à sua cintura, quando acionado), causa um OTG (Off The Ground) emendável com o Hyper Combo dos animais (caso você esteja longe).

Strider também é o único personagem que conta com dois Hyper Combos de nível 3. Seu Ouroboros, aquele especial que dois satélites ficam rodeando o personagem, e seu Izuna Otoshi (o pilão) só são acionados com três barras de especiais.

Na próxima semana comento um pouco das diferenças na parte mecânica no jogo. Sua física (um pouquinho) alterada, gráficos atualizados, telas de seleção, os bugs, os personagens que vazaram, enfim, todo o resto das impressões da primeira build do jogo.

Ps.: Particularmente, espero pelo Vergil ser anunciado oficialmente, e você?

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Aos que estão acompanhando a Gamescon 2011, provavelmente já viram os novos personagens anunciados (oficialmente dessa vez) para Ultimate Marvel vs. Capcom 3. Doutor Estranho e Nemesis T – Type entraram com os dois pés na cara dos jogadores e, pelos vídeos, aparentam ser bons representantes de ambos os lados e excelentes ‘substitutos’ da Phoenix e Sentinela, que tiveram suas capacidades diminuídas em UMVC3 (o famoso ‘nerf’).

Especificamente falando da mecânica do jogo, e com a experiência obtida da build colocada para o público da Comic-Con 2011, as diferenças entre MVC3 e UMVC3 não são poucas, muito menos do tipo “se você não for expert, você não vai sacar”.

No que diz respeito à parte gráfica, o jogo sofreu uma série de ‘tweaks’ muito bem vindos. Dos novos cenários, efeitos de explosões e detalhes de de onomatopeias (nos combos), tudo mudou para melhor. A mudança mais nítida ficou por conta do X-Factor, que deixou de ser um simples brilho vermelho, agora é todo cheio de frescurinhas, e dá até para ver “da onde vem o poder” (do umbigo, claro).

As barras de vida e dos Hyper Combos ficaram diferentes também. Mais limpas, parece que escondem a vida dos personagens restantes do time adversário. Um grande aviso em forma de ‘X’ dá a letra se o cara usou ou não o X-Factor. Ã mais fácil de enxergar e deixará as pessoas menos atentas, sossegadas.

Uma das novidades mais assustadoras do jogo é a possibilidade de acionar o X-Factor também no ar. Estratégias que envolviam manter os oponentes no ar para que não acionassem seus respectivos Fatores Xs agora são inúteis. As mesmas variações de cancelmentos de X-Factor no chão, também podem ser usadas no ar.

Os novos golpes para personagens antigos também dão um ar de novidade aos que voltaram com menor brilho. O estilo ‘Optic Bast’ de C. Viper a deixou mais high-tech do que nunca. O ‘queijo suíço’ do Wolverine promete mudar um pouco as variações de combos – mesmo com seu Berserker Slash com menos invencibilidade. Spencer ganhou um movimento especial bastante útil no ar e que causa o efeito ‘bounce’ (quica o cara), ao mesmo tempo que seus ganchos ficaram mais rápidos e emendam combos com mais facilidade (e utilidade).

Uma das principais diferenças que encontramos com facilidade quando jogamos UMVC3 pela primeira vez, é que o combo básico da Sentinela (ou DO Sentinela?), de realizar um OTG (tirar o cara do chão) com o Rocket Punch e depois usar o especial dos Drones, não funciona. Na verdade, ou não funciona for real ou o cara que jogou comigo era muito ruim, porque ele não acertou isso uma vez sequer.

Todo o elenco deve ter sofrido alguma espécie de upgrade, mas não deu para experimentar todos durante o evento, o que é uma lástima. Mas agora tá rolando a Gamescon com uma nova build e novas descobertas por parte da galera que estiver por lá. Estaremos de olho.

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