Unreal Engine 5: 8 casos em que a performance ficou abaixo do esperado

Beleza não é tudo: jogos que sofreram nas mãos da Unreal Engine 5

O Unreal Engine 5 (UE5) é uma ferramenta revolucionária para o desenvolvimento de jogos, oferecendo gráficos de ponta e recursos como Nanite e Lumen, que permitem criar mundos visualmente impressionantes.

No entanto, a potência do UE5 vem com um custo: muitos jogos desenvolvidos com essa engine enfrentam problemas de otimização, resultando em desempenho inconsistente, como baixos FPS, gagueiras e altos requisitos de hardware.

Um problema comum em jogos UE5, onde o jogo pausa brevemente para compilar shaders, causando interrupções no gameplay Mesmo em hardware moderno, muitos jogos não conseguem manter taxas de quadros estáveis, especialmente em configurações gráficas altas.

Wuchang: Fallen Feathers

Apesar de trazer um bom combate e mecânicas de souls-like bem executadas, o título estreou cercado de críticas pesadas à sua performance. Desde o lançamento, cerca de 70% das avaliações no Steam se mostraram negativas, com usuários reclamando de stuttering, crashes e quedas bruscas de FPS.

Uma grande polêmica surgiu com o patch 1.4, que passou a forçar um upscaling interno mesmo quando a resolução estava em 100%. Testes conduzidos revelam que Wuchang: Fallen Feathers apresenta uma série de problemas de desempenho, que afetam a versão para PC e também de consoles.

Remnant 2

Remnant 2 foi um dos lançamentos mais aguardados de 2023, mas seu desempenho deixou muita gente frustrada. Apesar de contar com mecânicas sólidas e visuais caprichados, o jogo chegou a exigir GPUs de ponta para manter 60 FPS estáveis.

Os próprios desenvolvedores recomendaram o uso upscaling no lançamento para atingir taxas de quadros jogáveis. Alguns updates trouxeram melhorias, mas não eliminaram os stutters. O jogo também apresenta sérios problemas de memory leak.

Black Myth: Wukong

Black Myth: Wukong é um espetáculo visual, mas não escapou de críticas pesadas à sua performance. Mesmo em máquinas de última geração, jogadores relataram problemas constantes, principalmente em cenas mais carregadas de efeitos de iluminação e partículas.

Toda vez que você pausa o jogo ou executa uma transformação de personagem (como o uso das habilidades de Wukong), há uma breve, porém perceptível, pausa enquanto shaders são compilados em tempo real. Ao atravessar áreas ou carregar novas seções do mapa, o jogo sofre com micro‑travamentos.

Lords of the Fallen (2023)

Lords of the Fallen traz visuais impressionantes, mas saiu do forno com problemas de otimização que afetam a experiência de boa parte dos jogadores no PC e consoles. Muitos usuários relatam travamentos ao correr pelo cenário, não em todas as áreas, mas o bastante para quebrar o ritmo do jogo.

Até usuários com hardware de ponta enfrentam quedas de desempenho. O jogo recebeu diversos patchs, que foram melhorando a otimização, mas mesmo com a versão 2.0, ainda é possível notar travamentos. Diminuir configurações gráficas não eliminou completamente o problema.

S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl

Stalker 2 é um dos títulos mais ambiciosos já lançados com Unreal Engine 5, mas, infelizmente, essa ambição técnica veio acompanhada de uma série de problemas de otimização que afetam tanto PCs de entrada quanto máquinas topo de linha, bem como no Xbox Series.

Ao iniciar o jogo, muitos usuários enfrentam minutos só para compilar shaders. Durante a jogatina, sempre que você entra num menu, teleporta ou mesmo pausa o jogo, há pequenos travamentos. A parte positiva é que os desenvolvedores seguem trabalhando para melhorar o jogo por meio de atualizações.

Immortals of Aveum

Immortals of Aveum estreou com visuais de cair o queixo, mas, infelizmente chegou num estado bastante problemático de otimização. Muitos jogadores relatam travamentos durante o gameplay. Em vários testes, a CPU chega a 100 % de uso enquanto a GPU fica em torno de 60–70 %.

Mesmo escolhendo presets baixo e rodando a 1080p, alguns setups mais antigos mal passam dos 40 FPS em regiões abertas ou com muitos efeitos mágicos. A versão para consoles também é bastante problemática, com a resolução caindo bastante para manter uma boa taxa de quadros.

Killing Floor 3

Lançado recentemente, mesmo em PCs relativamente potentes, há relatos de quedas bruscas de FPS que apenas prejudicam a experiência durante a jogatina. O sistema de iluminação dinâmica Lumen é frequentemente apontado como o principal causador de problemas de desempenho.

Sem Frame Generation ou DLSS habilitados, o jogo não chega a patamares estáveis de FPS, forçando muita gente a usar modos de upscaling (DLSS Quality/Performance) para simplesmente jogar. Configurações gráficas no preset baixo em 1080p mal passam de 50 FPS em algumas GPUs.

ARK: Survival Ascended

ARK: Survival Ascended se destaca por ter uma das piores otimizações da indústria de games, com a UE5 apenas piorando a situação. Muitos jogadores alegam sérios problemas de desempenho, enquanto o jogo consome praticamente toda a memória RAM do PC.

Relatos frequentes em fóruns apontam crashes, mesmo em PCs top de linha. Em certos casos, a alternativa é diminuir totalmente os gráficos. Benchmarks mostram CPUs em 90–100% de uso enquanto as GPUs ficam estacionadas em 50–70%.

Você jogou algum desses títulos e sentiu a performance decepcionar? Conta pra gente nos comentários!

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Sou do tipo que adora assistir algo antes de dormir e perder horas em jogos duvidosos no fim de semana. Me segue lá no Twitter/X.
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