Lançado em 2016, Overwatch foi um grande fenômeno na indústria, chegando a levar como Jogo do Ano. No entanto, com o anúncio e lançamento de uma sequência, a franquia acabou perdendo um pouco da sua força.
Um dos grandes problemas citado pela comunidade é o fato de que primeiro Overwatch ficou muito tempo sem receber novidades pois a equipe estava focada na sequência. De acordo com o jornalista Jason Schreier, isso foi uma decisão do próprio Jeff Kaplan, antigo chefe da franquia.
Na época, o CEO Bobby Kotick queria contratar mais funcionários e criar uma equipe totalmente nova, deixando uma focada em Overwatch 2, enquanto a outra continuava dando suporte ao primeiro jogo. No entanto, Jeff não foi a favor da decisão, preferindo continuar com a mesma equipe dividida entre os dois jogos, o que acabou causando diversos problemas, comenta Jason.
Após o lançamento do OW1, a Team 4 começou a ter um pequeno problema: eles tinham muito trabalho a fazer. Eles tiveram que simultaneamente: 1) continuar fazendo coisas novas para o OW1; 2) trabalhar no OW2, que era o bebê de Jeff Kaplan e teria trazido mais jogadores para o universo via PVE; e 3) ajudar com a crescente Overwatch League.
A solução de Kotick para esse problema foi sugerir que a Team 4 contratasse mais pessoas. Centenas de pessoas a mais, como sua fábrica de Call of Duty. E começar uma segunda equipe para trabalhar no OW2 enquanto a antiga equipe trabalhava no OW1 (ou vice-versa). Kaplan e Chacko Sonny resistiram a isso porque acreditavam muito na cultura que haviam construído (mais pessoas às vezes podem levar a mais problemas e a um desenvolvimento menos eficiente), e isso levou a todos os tipos de problemas ao longo dos anos.
Jason afirma que o motivo da decisão era que Jeff Kaplan e o resto da equipe eram extremamente perfeccionistas e não queriam ter que confiar ou supervisionar outra equipe cuidando do projeto deles, o que só traria mais trabalho.
Um ano antes do lançamento de Overwatch 2, Jeff Kaplan acabou deixando a Blizzard.