Recentemente tivemos o lançamento de Avatar: Frontiers of Pandora pela Massive Entertainment, estúdio responsável por jogos como The DIvision e o futuro Star Wars: Outlaws. Apesar da recepção fraca desse título inspirado na obra de James Cameron, ele parece ter se sobressaído em um aspecto: sua parte técnica.
O cana Digital Foundry recentemente analisou o jogo e saiu impressionado com o aspecto técnico presente no título. De acordo com eles, Avatar: Frontiers of Pandora é um dos jogos mais tecnologicamente impressionantes deste ano, especialmente nos PC high-end.
De acordo com o canal, a Massive conseguiu captar o mundo de Pandora no jogo graças a diversas melhorias realizadas na engine Snowdrop. O destaque fica para o suporte a iluminação global baseado em Ray Tracing pelo hardware, o qual dá uma grande sensação de realismo, especialmente nas florestas.
Caminhar pela selva neste jogo me deu a rara sensação que tive em Crysis em 2007, onde a combinação de densidade e movimento das plantas misturadas perfeitamente com a iluminação e as sombras salpicadas de cima passam a sensação de que você está na selva, onde os galhos estalam sob seus pés e plantas exóticas o rodeiam.
Não só a iluminação impressiona, mas também a micro escala do mundo. As plantas e terrenos são todos extremamente bem detalhados. Ao se aproximar, você notará texturas de alta qualidade repleta de detalhes.
Os cenários maiores também impressionam, com um alto nível de folhagem e chão detalhado, os quais são “sem precedentes na geração atual”. Até mesmo voando o cenário é impressionante, entregando nuvens e névoas de alta qualidade, além de um excelente sombreamento.
Não só bonito, o mundo de Avatar: Frontiers of Pandora é também bastante reativo. Todas as plantas reagem ao vento e até mesmo aos NPCs, e algumas ainda possuem animações únicas, ferindo ao jogador ao se aproximar.
Estou genuinamente impressionado com a aparência impressionante deste jogo e adoro a dedicação que os desenvolvedores tiveram à sua fidelidade visual – e recomendo fortemente Avatar: Frontiers of Pandora não apenas por sua realização gráfica, mas também por sua jogabilidade. Embora existam algumas mecânicas semelhantes as da Ubisoft que eu acho que o jogo poderia dispensar, lembrei-me do Crysis original em mais de uma ocasião.
Embora a análise tenha sido feita com base na versão de PC rodando em um hardware high-end, o canal afirma que o jogo roda muito bem no PlayStation 5 e Xbox Series X, entregando até mesmo visuais fenomenais no modo performance. Embora só ofereça a opção de 30fps, visualmente a versão de Series S também foi elogiada.