A franquia Call of Duty está completando seus 20 anos e em comemoração à data, o portal IGN publicou um artigo intitulado “Como Call of Duty reinventou os Shooter em Primeira Pessoa”.
No artigo, diversos membros responsáveis pela criação da franquia foram entrevistados, incluindo Mackey McCandlish, um ex-desenvolvedor da Infinity Ward. De acordo com ele, com Call of Duty 4: Modern Warfare o estúdio deixou de tentar fazer uma versão melhorada do Counter-Strike, focando em trazer ideias próprias.
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A mudança interessante de Call of Duty 2 para 4 é que finalmente desistimos da ideia de que estávamos fazendo uma versão melhor do Counter-Strike. Nós dissemos ‘Quer saber, nossos jogadores só querem jogar Team Deathmatch. Há algo que possamos fazer para tornar o Team Deathmatch algo que queremos jogar também?’
A solução foi tentar encontrar uma maneira de incentivar os jogadores, recompensá-los por jogarem um pouco mais como fariam em um modo de vida único como o Counter-Strike. E a maneira de chegar lá foram os killstreaks, onde ‘Ei, Eu matei duas ou três pessoas, agora tenho um motivo para não simplesmente correr na direção da próxima pessoa.’ Há um pouco de risco nisso.
Já o designer Mohammad Alavi comentou a respeito de outra parte importante do jogo: a controversa missão “No Russian”. De acordo com ele, na época muitos desenvolvedores foram contra a inclusão da missão. Inclusive um militar veterano chamado para testar o jogo se recusou a jogar a missão.
Definitivamente havia algumas pessoas em nossa empresa que [se opuseram ao No Russian]. Achei que eles estavam exagerando, mas estavam 100% certos. Lembro que uma pessoa disse: ‘Isso é ofensivo. Não quero jogar neste nível'”.
[Um militar veterano] chegou a esse nível e as portas se abrem, e ele instantaneamente reconhece que todos são civis. E ele simplesmente larga o controle e sai da sala. Ele disse: ‘Não vou jogar esse nível’. E eu fiquei chocado. Pensei, ‘Uau. Ok. Não. Isso tem uma forte reação em algumas pessoas.’