Ghost of Tsushima foi o grande lançamento da Sucker Punch na geração passada. Além de ter sido bem-recebido pela sua qualidade, o título também foi elogiado pela autenticidade que representou o Japão e sua cultura, chegando até mesmo a fazer com que os desenvolvedores ganhassem título de embaixadores da Ilha de Tsushima.
Além de trazer uma representação de outra cultura, o jogo também tratava de um assunto delicado, se passando durante a invasão dos Mongóis na Ilha de Tsushima, evento histórico que ocorreu em 1274, para isso eles precisavam se certificar de fazer o projeto o jeito certo.
Brian Fleming, co-fundador da Sucker Punch, realizou uma entrevista essa semana com o site americano GDC Showcase, onde comentou sobre o assunto:
Desde o início, da proposta original, estávamos cientes do nível de responsabilidade que tínhamos que ter nesta área. Uma das alegrias do projeto foi ter o compromisso de aprendermos, sem fingir que entendíamos, reconhecer que precisávamos aprender e encontrar uma seleção de instrutores e mentores para realmente nos ajudar nessa jornada.
Uma das pessoas a quem o estúdio procurou a ajuda foi Shuhei Yoshida, o qual na época atuava como presidente da SIE Worldwide Studios.
Queríamos não apenas sua orientação e avaliação, mas também sua bênção de que pudéssemos fazer isso, de que uma equipe do Ocidente pudesse realmente fazer isso. E com o apoio dele, começamos a nos envolver com um público mais amplo e isso incluiu a equipe da Sony, a equipe do Japão e a participação deles no jogo, desde as ideias originais até cada um dos vídeos que mostrássemos.
Eles nos aconselhavam com as partes visuais, da história e dos personagens, os temas dos personagens, todos os detalhes que eles acharam que funcionaram bem e as coisas que não estavam funcionando para eles. Ficamos muito gratos por esse feedback e, como resultado, respondemos muito bem. Esse processo foi realmente uma parte saudável do desenvolvimento e certamente sem a orientação deles, nunca teríamos alcançado o que alcançamos.
No entanto, para o produtor, a parte mais importante foi aprender sobre a história desse local. Para isso, eles foram atrás de pessoas que entendiam dessa cultura para guiá-los através da história.
Mas eu acho que, no final, o mais importante foi encontrar pessoas que conhecessem a cultura, conhecessem a história e fossem capazes de nos guiar com sua experiência.
Um dos detalhes que eu realmente amo é que a equipe do Japão estava tão comprometida com o projeto que se certificou de que cada kanji no jogo realmente existisse no século 13.
Muitas vezes existem várias formas diferentes de descrever algo e eles foram e encontraram o kanji exato que teria sido usado naquela época para garantir que estávamos sendo autênticos até mesmo nesse nível, então foi um tremendo esforço e parceria com essa equipe.
Ghost of Tsushima já se encontra disponível para PlayStation 4.