A CD Projekt Red quer que o The Witcher 3 Remastered se comporte como qualquer outro jogo lançado hoje. A declaração é do produtor executivo Jakub Kutrzuba, que explicou à PC Gamer a motivação por trás de um projeto que surpreendeu a todos na Gamescom: afinal, uma versão aprimorada do RPG, a Complete Edition, já havia chegado em 2022.
Segundo Kutrzuba, a proposta do remaster vai além de uma simples polida gráfica. O objetivo é elevar toda a experiência a padrões mais contemporâneos, funcionando como uma preparação estratégica tanto para a expansão Songs of the Past quanto para The Witcher 4.
“Estamos tocando em aspectos do jogo que não foram tocados desde quando o lançamos”, afirmou o produtor executivo. “Estou falando da animação. Estou falando da jogabilidade. Estou falando da qualidade de vida, de como você realmente joga. Queríamos torná-lo [comparável] a qualquer outro jogo que esteja sendo lançado atualmente.”
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Por que reeditar um jogo que já foi relançado?
A pergunta é legítima. A Complete Edition de 2022 ainda entrega uma experiência sólida, mesmo que apresente algumas arestas características de um título da geração anterior. Mas a CD Projekt Red enxerga a janela de tempo como um fator decisivo: quando Songs of the Past chegar, prevista para 2027, o base game de The Witcher 3 estará completando aproximadamente 12 anos desde o seu lançamento original. A distância técnica entre o jogo original e os títulos atuais se torna, portanto, um obstáculo real para novos jogadores.
Outro ponto que pesou na decisão da CDPR é o fato de que o remaster será disponibilizado como atualização gratuita para quem já possui o jogo, o que reduz a resistência da base de jogadores existente e permite que a empresa entregue uma versão mais consistente do título sem forçar uma nova compra.
A leitura mais ampla do movimento é clara: a CD Projekt Red quer que tanto veteranos quanto novos jogadores cheguem a Songs of the Past (e eventualmente a The Witcher 4) sem o atrito de controles datados ou sistemas que envelheceram mal.
Tratar o remaster como uma ponte narrativa e técnica entre o legado de Geralt de Rívia e a próxima geração da franquia é uma jogada que faz sentido dentro da estratégia de longo prazo do estúdio polonês. “É tão fácil se acostumar com essas novas melhorias que é difícil voltar atrás”, afirma ele.
Fonte: Push Square