Novo Resident Evil deve superar com folga a estreia de todos os filmes anteriores da franquia
O filme de Resident Evil de Zach Cregger pode estrear com entre US$ 40 e US$ 50 milhões apenas nos Estados Unidos, segundo projeções iniciais de bilheteria. Se os números se confirmarem, o longa não apenas baterá o recorde histórico da franquia nas telas, como pode praticamente dobrar a maior abertura já registrada por qualquer filme de Resident Evil, e olha que a franquia tem sete longas-metragens live-action e uma série da Netflix nas costas.
O recorde anterior pertence a Resident Evil: Afterlife, que abriu com US$ 26,6 milhões em 2010, na época estrelado por Milla Jovovich. Na ponta oposta da escala está o mais recente capítulo da saga nas telas, Resident Evil: Welcome to Raccoon City, que estreou com pouco mais de US$ 5 milhões em novembro de 2021, ainda que o contexto pandêmico tenha pesado sobre aquele resultado.
A adaptação de Cregger aposta em uma história original, acessível para quem nunca encostou em um jogo da franquia, sem depender de personagens consagrados como Leon S. Kennedy e Claire Redfield. Essa decisão gerou divisão entre os fãs mais fiéis, mas parece estar funcionando com o grande público.
O diretor, que se declara superfã da franquia, afirma ter aprendido as lições certas sobre adaptações de games: em vez de recontar a história de um dos jogos frame a frame, ele manteve o espírito e o tom dos games (incluindo até a progressão de poder característica da franquia) enquanto constrói uma narrativa própria.
O próprio nome de Cregger já carrega peso considerável. Seu thriller de horror original Weapons abriu a US$ 43 milhões no verão americano passado, consolidando o diretor como um realizador de eventos no gênero. A tração que ele construiu com aquele projeto certamente contribui para o interesse no novo filme.
O longa estrelado por Austin Abrams acompanha um motoboy médico encarregado de transportar materiais biológicos por uma Raccoon City tomada por zumbis. As gravações aconteceram em Praga, onde a equipe foi visitada ainda durante a produção.
Apesar do potencial bilheteiro expressivo, uma sequência com Cregger no comando parece improvável no curto prazo. O diretor já tem compromissos firmados para os próximos anos: ele vai assinar a ficção científica original The Flood, está roteirizando o prelúdio de Weapons, intitulado Gladys, centrado na bruxa esquelética do filme original, e também escreve um longa baseado na lenda urbana da internet Siren Head, a ser dirigido por Brian Duffield. A agenda está fechada.
Resident Evil chega aos cinemas em 18 de setembro.
Fonte: GamesRadar
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