Aliens: Fireteam Elite sumiu do Nintendo Switch e quem havia comprado o jogo não pode mais reinstalá-lo. A versão em nuvem do shooter cooperativo, incluindo a Ultimate Edition vendida a US$ 60, foi desativada no último 5 de agosto, apenas três anos após o lançamento na plataforma, tornando-se mais uma vítima da aposta frustrada da Nintendo no modelo de streaming de jogos.
Os jogadores que haviam adquirido o título foram avisados ainda no início do ano sobre o encerramento dos servidores cloud. O problema central é que, por ser uma versão exclusivamente em nuvem, o jogo dependia inteiramente de servidores ativos para funcionar. Ainda que Aliens: Fireteam Elite suporte partidas offline com aliados controlados pela IA, a natureza cloud da versão para Switch significa que, com os servidores desligados, o acesso foi cortado de forma permanente, independentemente de quanto cada jogador pagou pelo título.
A iniciativa tinha uma lógica compreensível do ponto de vista técnico: o hardware original do Switch era limitado demais para rodar certos jogos de forma nativa, então a Nintendo abriu espaço para que desenvolvedores optassem por versões em nuvem como alternativa. Com isso, chegaram ao console títulos como The Medium, Hitman, além de vários jogos das franquias Resident Evil e Kingdom Hearts.
A situação acendeu um debate legítimo: quem comprou a versão cloud vai receber um eventual port nativo de graça? A pergunta não tem resposta por enquanto. O caso do Google Stadia é frequentemente citado como precedente positivo, quando a plataforma foi encerrada, o Google reembolsou os usuários pelas compras realizadas. Mas nada indica, até o momento, que caminho semelhante será seguido aqui.
No subreddit do Nintendo Switch, a revolta foi imediata. “É por isso que odeio essa pressão em direção ao digital e ao cloud gaming“, escreveu um usuário. “Vamos ver muito disso mais cedo ou mais tarde.” Outro completou: “Que experimento horrível esse cloud para Switch foi.” Um terceiro aproveitou para alfinetar o CEO da Take-Two, Strauss Zelnick, que recentemente defendeu que o cloud gaming cresceria bastante nos próximos três anos: “É quase como se não estivéssemos apenas sendo pessimistas e isso fosse algo real“.
O episódio é um lembrete concreto dos riscos do modelo de jogos por streaming para o consumidor final: quando o serviço acaba, o produto vai junto, não importa quanto você pagou por ele.
Fonte: Kotaku
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