13 jogos que viraram os patinhos feios de grandes franquias

De Devil May Cry 2 a Resident Evil 6, algumas franquias consagradas também possuem aquele capítulo que os fãs preferem esquecer — embora alguns deles talvez mereçam uma segunda chance

Nenhuma franquia permanece décadas no mercado acertando todas as vezes. Quanto mais jogos uma saga recebe, maiores são as chances de aparecer aquela sequência que não corresponde às expectativas, um spin-off que muda demais a fórmula ou simplesmente um título competente cercado por outros muito melhores.

É daí que surgem os chamados “patinhos feios”. E isso não significa necessariamente que todos os jogos abaixo sejam ruins. Alguns receberam boas avaliações quando chegaram às lojas e continuam tendo fãs até hoje.

O problema é que, quando colocados ao lado dos capítulos mais queridos de suas respectivas franquias, normalmente são eles que acabam sobrando na discussão. Dos experimentos controversos aos lançamentos realmente problemáticos, aqui estão 13 jogos que viraram os patinhos feios de grandes franquias.

1. Devil May Cry 2

  • Lançamento: 2003

O primeiro Devil May Cry ajudou a estabelecer um novo padrão para jogos de ação, mas sua sequência seguiu uma direção bastante diferente. Devil May Cry 2 tornou os combates mais fáceis, colocou Dante em ambientes maiores e transformou o protagonista em um personagem bem mais sério e silencioso.

O resultado foi um sistema de combate considerado menos refinado e encontros que frequentemente podiam ser resolvidos abusando das armas de fogo. Para muitos fãs, é sem dúvidas o jogo mais decepcionante da franquia, com alguns até mesmo ignorando sua existência.

2. Resident Evil 6

  • Lançamento: 2012

Resident Evil 6 não sofria por falta de conteúdo. Muito pelo contrário. Capcom reuniu Leon, Chris, Jake, Ada e diversos personagens em uma campanha enorme dividida em diferentes perspectivas.

O problema estava na identidade. Cada campanha experimentava estilos diferentes, enquanto o conjunto apostava muito mais em ação cinematográfica, tiroteios, explosões e sequências grandiosas do que no survival horror associado à saga. A recepção crítica foi bastante dividida justamente por essa mistura de estilos.

Curiosamente, o jogo acabou encontrando defensores com o passar dos anos, principalmente entre quem aprecia seu combate cooperativo.

3. Dark Souls II

  • Lançamento: 2014

Dark Souls II é um caso curioso porque está longe de ser considerado um jogo ruim. Na verdade, foi muito bem recebido pela crítica no lançamento. Ainda assim, dentro da trilogia da FromSoftware, acabou assumindo para muitos fãs o papel de “patinho feio”.

Parte dessa fama vem das diferenças em relação ao primeiro Dark Souls. O mundo perdeu aquela sensação de regiões cuidadosamente interligadas, alguns mapas apresentavam conexões geograficamente estranhas e o jogo apostava com frequência em confrontos envolvendo vários inimigos ao mesmo tempo.

A ausência de Hidetaka Miyazaki como diretor principal durante boa parte do projeto ajudou ainda mais a criar a percepção de que Dark Souls II era o capítulo diferente da família. Mesmo assim, o jogo também trouxe ideias bastante elogiadas, incluindo grande variedade de builds, um New Game Plus com mudanças mais significativas e três expansões que estão entre os conteúdos mais lembrados da aventura.

4. Mass Effect: Andromeda

  • Lançamento: 2017

Começar novamente depois da trilogia de Shepard nunca seria uma tarefa simples. Mass Effect: Andromeda decidiu abandonar a Via Láctea e apresentou Ryder, uma nova tripulação e uma história ambientada na galáxia de Andrômeda. O lançamento, porém, ficou marcado por bugs, animações faciais estranhas e comparações inevitáveis com personagens muito queridos dos três primeiros jogos.

Com atualizações, vários dos problemas técnicos foram corrigidos e sua reputação melhorou entre parte dos jogadores. Até integrantes do elenco já defenderam que Andromeda acabou sendo julgado de maneira excessivamente dura.

Mesmo assim, continua sendo o Mass Effect que normalmente ocupa a última posição quando a saga é colocada lado a lado.

5. Dragon Age II

  • Lançamento: 2011

Dragon Age: Origins apresentou um RPG gigantesco, diversas origens para o protagonista e uma aventura que passava por diferentes regiões de Ferelden. Dragon Age II fez quase o oposto. A história de Hawke era mais concentrada, grande parte do jogo acontecia em Kirkwall e cenários eram reutilizados constantemente.

Anos depois, o ex-produtor da BioWare Mark Darrah explicou que o desenvolvimento ocorreu sob enormes limitações de tempo e que o estúdio também não preparou adequadamente os jogadores para o quanto a sequência seria diferente de Origins.

Hoje Dragon Age II é consideravelmente mais defendido do que na época, especialmente por seus personagens e pela escala mais pessoal da história.

6. Batman: Arkham Origins

  • Lançamento: 2013

Depois de Arkham Asylum e Arkham City, as expectativas para qualquer novo Batman eram enormes. Arkham Origins ainda tinha combate Freeflow, exploração de Gotham, investigação e praticamente tudo que funcionava anteriormente. A diferença é que o desenvolvimento passou da Rocksteady para a WB Games Montreal.

A sensação de familiaridade acabou pesando. O jogo também recebeu críticas por sua história e por um mundo aberto considerado menos interessante, embora suas batalhas contra chefes sejam frequentemente destacadas como um de seus maiores acertos.

Com o passar dos anos, Origins conquistou muitos defensores e talvez seja um dos “patinhos feios” mais injustiçados desta lista.

7. Dead Space 3

  • Lançamento: 2013

Dead Space e Dead Space 2 equilibravam ação e terror, mas o terceiro jogo empurrou a franquia ainda mais para o lado dos tiros. Dead Space 3 introduziu campanha cooperativa, crafting de armas e confrontos maiores.

O jogo continuava competente mecanicamente, mas parte importante da tensão dos antecessores se perdeu no processo. A mudança do survival horror para uma experiência mais orientada à ação foi uma das críticas recorrentes tanto entre análises quanto entre fãs.

Durante muitos anos, também foi a última aventura principal de Isaac Clarke.

8. Metal Gear Survive

  • Lançamento: 2018

Metal Gear Survive já começou em uma situação complicada. Era o primeiro jogo da franquia lançado depois da conturbada saída de Hideo Kojima da Konami e, em vez de tentar reproduzir Metal Gear Solid, apostava em sobrevivência, crafting e criaturas semelhantes a zumbis.

A estrutura reaproveitava elementos de Metal Gear Solid V, mas adicionava sistemas de fome, sede e coleta de recursos que podiam tornar a exploração repetitiva. Talvez o jogo tivesse encontrado uma recepção diferente sem o nome Metal Gear na capa.

Com ele, as comparações eram inevitáveis.

9. Call of Duty: Ghosts

  • Lançamento: 2013

Ghosts chegou depois de uma sequência impressionante formada por jogos como Modern Warfare, World at War, Modern Warfare 2 e os primeiros Black Ops. A Infinity Ward tentou começar uma nova história, apresentou novos personagens e até transformou o cachorro Riley em uma das estrelas do marketing.

O problema era que o jogo parecia familiar demais. A campanha recebeu críticas por personagens pouco memoráveis e uma história fraca, enquanto o multiplayer dividiu opiniões principalmente por seus mapas.

Não era exatamente um Call of Duty ruim. Apenas não conseguiu competir com o legado dos títulos que vieram imediatamente antes.

10. Duke Nukem Forever

  • Lançamento: 2011

Duke Nukem Forever passou tanto tempo em desenvolvimento que virou piada antes mesmo de chegar às lojas. O projeto começou ainda nos anos 1990, mudou de tecnologia diversas vezes e acabou sendo concluído pela Gearbox depois dos problemas enfrentados pela 3D Realms.

Quando finalmente apareceu, boa parte de suas ideias já parecia ultrapassada. Mecânicas pouco inspiradas, problemas técnicos e um estilo de humor que não funcionava da mesma maneira em 2011 pesaram nas avaliações.

Esperar mais de uma década certamente também não ajudou.

11. Final Fantasy XIII

  • Lançamento: 2009 no Japão e 2010 no Ocidente

Final Fantasy XIII foi visualmente impressionante para sua geração e apresentou um sistema de combate que ganhava bastante profundidade conforme novas possibilidades eram desbloqueadas. Só havia um problema: isso demorava.

Grande parte da aventura conduzia o jogador através de áreas extremamente lineares, praticamente sem cidades tradicionais ou liberdade para explorar. A própria Square Enix reconheceu posteriormente que linearidade e ausência de interação com o mundo estavam entre as principais reclamações recebidas.

Foi bem avaliado pela crítica, mas continua sendo um dos Final Fantasy principais que mais dividem opiniões.

12. Gears of War: Judgment

  • Lançamento: 2013

Depois do encerramento da trilogia original, Judgment voltou no tempo para acompanhar Baird, Cole e o restante do Kilo Squad. A People Can Fly tentou mexer na estrutura tradicional de Gears, utilizando fases menores, pontuação e modificadores opcionais chamados Declassified Missions.

A crítica recebeu o jogo razoavelmente bem, mas a reação dos fãs foi mais dividida. Comercialmente, ele também ficou muito distante de Gears of War 3. Judgment não destruiu a fórmula de Gears; talvez seu maior problema tenha sido chegar exatamente quando o público ainda estava satisfeito com a trilogia anterior.

13. God of War: Ascension

  • Lançamento: 2013

God of War III tinha encerrado a saga grega de Kratos em uma escala gigantesca. Três anos depois, Ascension decidiu voltar ainda mais no passado do personagem. Visualmente, era um dos jogos mais impressionantes do PS3, e o combate mantinha boa parte da qualidade esperada da franquia.

Ainda assim, a história teve bem menos impacto e poucas novidades justificavam a existência de outra prequela. A tentativa de introduzir multiplayer competitivo também recebeu opiniões divididas.

Durante anos, Ascension acabou ocupando o posto informal de capítulo menos lembrado da franquia principal.

Ser o patinho feio não significa necessariamente ser ruim

O mais interessante dessa lista é perceber como Dark Souls II, Arkham Origins e God of War: Ascension ocupam praticamente o mesmo espaço que jogos como Gears of War: Judgment, Devil May Cry 2 e Duke Nukem Forever, mesmo que a qualidade deles seja difícil de comparar.

O contexto da franquia pesa muito. Um jogo nota 8 pode virar decepção quando aparece depois de dois clássicos. Uma sequência competente pode ser rejeitada simplesmente porque mudou aquilo que os fãs mais gostavam. E um lançamento realmente problemático pode melhorar tanto com atualizações que anos depois parece outro jogo.

No fim, talvez essa seja justamente a definição mais interessante de “patinho feio”: não necessariamente o pior jogo, mas aquele capítulo que nunca conseguiu ocupar o mesmo lugar que seus irmãos dentro da própria franquia.

Gostou? Nos ajude compartilhando!
Postado por
Sou do tipo que adora assistir algo antes de dormir e perder horas em jogos duvidosos no fim de semana. Me segue lá no Twitter/X.
Siga em:
VEJA TAMBÉM
Assine nosso Newsletter
Assine nossa newsletter e receba nossa seleção de conteúdo sobre games e entretenimento diretamente em seu email.
DEIXE SEU COMENTÁRIO
Gostou? Discordou? Comente! Sua opinião vale ouro e nos ajuda a melhorar cada vez mais!
SELEÇÕES ESPECIAIS
Das pérolas escondidas aos grandes sucessos, confira nossas listas e descubra novos games!
Img de rastreio
Localize algo no site!