As vendas de jogos first-party do PlayStation caíram por cinco anos consecutivos, e só voltaram a dar sinais de vida em 2025, com um leve crescimento impulsionado por Ghost of Yotei. Os dados foram levantados pelo portal Game File e estão alinhados com os próprios resultados financeiros anuais da Sony, que rastreia as vendas de títulos publicados ou desenvolvidos internamente desde 2020.
O contraste entre os dois extremos do período é gritante, pois em 2024, ano em que a Sony lançou Astro Bot e Concord, o número de jogos first-party vendidos foi menos da metade do registrado em 2020. Aquele ano foi um dos mais prolíficos da história recente do PlayStation, com o lançamento de The Last of Us Part II, Ghost of Tsushima, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales, Demon’s Souls e ainda a estreia do próprio PS5 no mercado.
Um dos pontos mais sintomáticos do levantamento é o silêncio dos grandes estúdios internos da Sony nessa geração. A Naughty Dog, responsável pela franquia The Last of Us e por Uncharted, ainda não lançou nenhum jogo desde o início da era PS5. O mesmo vale para a Haven Studios, estúdio aberto pela Sony em 2022 e que até hoje não tem nenhum título nas prateleiras. Os dois projetos anunciados pelos estúdios, Intergalactic: The Heretic Prophet e Fairgames, seguem sem data de lançamento divulgada.
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A Media Molecule, casa de Dreams e da franquia LittleBigPlanet, também não lança um jogo desde 2020. Somado a isso, as apostas da Sony no mercado de jogos como serviço não deram os resultados esperados e múltiplos projetos foram cancelados e estúdios foram fechados, incluindo a Bluepoint, conhecida por remakes como o de Demon’s Souls.
Apesar do desempenho fraco nas vendas de jogos próprios, o PlayStation atravessou uma geração de recordes em termos de receita total. O PS5 acumulou números de vendas de hardware próximos aos do seu antecessor, mesmo com um preço consideravelmente mais alto. O detalhe é que a maior parte da receita do PlayStation hoje vem de assinaturas e da comissão sobre compras de jogos de terceiros, e não diretamente de títulos desenvolvidos internamente.
O cenário também reflete um problema que vai além da Sony, pois blockbusters levam cada vez mais tempo e dinheiro para serem produzidos, e os hábitos dos consumidores mudaram bastante desde o pico de vendas do início da pandemia, quando as restrições de isolamento social impulsionaram artificialmente os números da indústria.
Com esse pano de fundo, o setor aguarda com atenção um State of Play da Sony marcado para esta terça-feira.
Fonte: Video Games Chronicle
