O novo jogo sob o nome de “OD: Knock”, liderado por Hideo Kojima, recebeu uma nova imagem oficial e voltou a chamar atenção pelo nível de mistério em torno de sua produção. O jogo, desenvolvido pela Kojima Productions em parceria com o cineasta Jordan Peele, reúne um elenco que inclui Sophia Lillis, Hunter Schafer e o ator falecido Udo Kier.
Segundo informações já divulgadas, Udo Kier chegou a participar de uma sessão de captura antes de sua morte, ocorrida em novembro de 2025, mas parte do material não teria sido totalmente aproveitada dentro do cronograma da produção. A equipe, no entanto, mantém sigilo sobre como sua participação será integrada ao jogo.
O conceito de OD ainda não foi totalmente revelado, mas Kojima tem descrito o projeto como uma tentativa de levar o jogador a um novo tipo de experiência de medo, com foco em algo mais intenso e experimental do que o padrão do gênero. Em declarações anteriores, ele já indicou que o projeto nasceu durante o desenvolvimento de Death Stranding e que foi rejeitado ou mal compreendido por diversas empresas antes de avançar com apoio do Xbox.
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“Eu queria fazer algo novo. Queria fazer algo diferente”, diz ele. “Eu tinha esse conceito de OD desde que estava trabalhando em DS1 [Death Stranding] e estava trabalhando nele sozinho. Não posso revelar muitos detalhes, mas é algo que ninguém nunca viu antes. Um novo sistema de jogo.”
A virada ocorreu quando nomes como Phil Spencer, ligado à Xbox, demonstraram interesse no conceito, ajudando a viabilizar o desenvolvimento dentro de uma proposta mais aberta a experimentações. Mesmo sem revelar detalhes concretos, Kojima reforça que OD busca ultrapassar limites tradicionais do terror em jogos single-player, com sistemas inéditos ainda mantidos sob sigilo.
“Apresentei a ideia para muitas pessoas, para as grandes empresas e também para as empresas emergentes. Todas disseram a mesma coisa”, lembra Kojima. “Disseram que eu era louco e que realmente não entendiam o conceito, que não seriam capazes de realizá-lo.”
A proposta, segundo ele, é criar algo que o jogador possa sentir como uma experiência de medo contínua e escalável, a ponto de poder ser interrompida caso se torne intensa demais, sem perder a progressão.
“Eu queria ir além do limite do ‘medo’ que outros jogos haviam alcançado. É um jogo para um jogador, e eu queria torná-lo o mais assustador possível. Mas para aqueles que podem parar de jogar quando ficar muito assustador, pensei em um sistema que permitirá que continuem. Não posso dizer muito mais, porque daria muitas dicas sobre o sistema, e eu poderia me meter em problemas por falar demais!”
Por enquanto, OD segue sem data de lançamento e permanece como um dos projetos mais enigmáticos da indústria, sustentando o histórico de produções experimentais associadas ao nome de Kojima. Um jogo como OD mostra a Sharma que o Xbox “ainda não atingiu o limite dos jogos”, diz ela, “e, portanto, precisamos garantir que nossa plataforma seja suficientemente aberta para que mais criadores e desenvolvedores possam participar e ter sucesso, porque o próximo Kojima ainda está por vir.”
Fonte: EW
