O filme Michael chega às plataformas digitais em 9 de junho. A decisão é da Lionsgate, distribuidora do longa, e levanta uma pergunta que está circulando no mercado: a antecipação da janela digital vai custar ao filme a marca histórica de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais?
Atualmente, Michael acumula US$ 870 milhões globalmente. O filme terminou o último final de semana na quarta posição nas bilheterias norte-americanas, faturando US$ 11 milhões, um número modesto, mas que ainda deve se sustentar nos próximos dias antes da migração para o digital.
O grande trunfo que mantém o bilhão como possibilidade real é o mercado japonês, pois a estreia no Japão está programada para este mês e, historicamente, o país representa um impulso considerável para produções de grande apelo popular.
Leia Mais
O que torna a decisão da Lionsgate intrigante é o precedente que existe no próprio segmento de musicais. Bohemian Rhapsody, por exemplo, ficou em cartaz exclusivamente nas salas de cinema por mais de 100 dias antes de chegar ao digital, e isso aconteceu dois anos antes de a pandemia reformatar completamente os hábitos da indústria. O resultado? US$ 910 milhões arrecadados ao longo de sua carreira teatral.
O contexto do ano reforça o peso simbólico da marca. Até agora, nenhum longa cruzou a linha do US$ 1 bilhão. O mais próximo é o Super Mario Galaxy Movie, que se encontra em US$ 992 milhões.
A questão que fica é se a Lionsgate de fato tem interesse em alimentar a corrida teatral até o final, ou se a receita do digital pesa mais na equação neste momento. Os próximos resultados de bilheteria, especialmente vindos do Japão, devem responder essa pergunta.
Fonte: World of Reel