Apesar do review bomb, Slay the Spire 2 mantém vendas estáveis, afirma analista

A queda nas avaliações do título da Mega Crit foi puxada principalmente pela base de jogadores na China

Slay the Spire 2 foi um dos lançamentos mais expressivos do ano no Steam, com um pico de mais de 573 mil jogadores simultâneos na plataforma da Valve. Mas o sucesso veio acompanhado de uma enxurrada de avaliações negativas que colocaria qualquer outro jogo em situação terminal. Para Tom Kaczmarczyk, fundador e CEO da firma de análise de mercado IndieBI, porém, o estrago nas vendas foi bem menor do que os números de review poderiam sugerir.

Kaczmarczyk apresentou sua análise durante uma palestra no evento Digital Dragons, acompanhada pela equipe do GamesRadar+. Na ocasião, ele falou sobre o peso real das avaliações de usuários dentro do Steam e como o volume de reviews pode, em muitos casos, importar mais do que a nota em si.

“A prova social de ter um jogo que é majoritariamente positivo, em vez de extremamente positivo, mas que possui 1.000 avaliações em vez de 600, eu acho que as 1.000 terão um desempenho melhor”, começou ele.

A queda nas avaliações do título da Mega Crit foi puxada principalmente pela base de jogadores na China. Como o game está em acesso antecipado e passa por alterações constantes, algumas atualizações não foram bem recebidas. A comunidade chinesa, onde a prática de deixar avaliações reativas é culturalmente mais comum e, dado o ambiente de restrições online do país, também funciona como uma das poucas formas de pressão disponíveis aos consumidores, reagiu com força ao que considerou mudanças indesejadas.

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Kaczmarczyk não minimizou a gravidade do tombo nas notas: “O review score despencou a um ponto onde, em qualquer outro caso, você diria que o jogo está morto, que é injogável. Claramente, ninguém gosta dele”. Mesmo assim, sua conclusão foi diretamente contrária ao que os números de avaliação pareciam indicar: até as vendas na China não caíram tanto assim, segundo ele.

A explicação mais direta é a força da franquia. O primeiro Slay the Spire, também da Mega Crit, consolidou ao longo de anos uma reputação sólida como referência absoluta entre os deckbuilders roguelike. Esse capital de confiança acumulado funciona como um amortecedor em momentos de crise. Um jogo sem esse histórico dificilmente sobreviveria ao tipo de queda que o segundo título enfrentou no Steam.

Além disso, o contexto do acesso antecipado é inerentemente volátil: reações negativas a uma atualização podem se reverter completamente com o próximo patch. No universo dos deckbuilders, um nerf mal-recebido hoje pode dar lugar a um buff celebrado amanhã, ou ao lançamento de uma nova classe que reconquiste a base de fãs.

Fonte: GamesRadar+

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