Hasbro aposta em Exodus e explica por que evita jogos como serviço

A Hasbro investiu quase US$ 1 bilhão em seu braço de games ao longo da última década, mas evita modelo de jogos como serviço

A Hasbro investiu quase US$ 1 bilhão em seu braço de games ao longo da última década, e o CEO da empresa, Chris Cocks, não tem dúvidas sobre a direção que esse dinheiro deve tomar: jogos tradicionais, longe do modelo de jogos como serviço. Em entrevista, Chris Cocks foi direto ao ponto sobre os motivos que levam a companhia a manter distância de uma das apostas mais comuns do mercado atual.

Para o executivo, o problema do modelo de jogos como serviço é simples: o retorno sobre o investimento raramente compensa. Segundo Chris Cocks, o número de empresas que de fato recuperam o capital investido e obtêm retornos expressivos nesse tipo de projeto fica em “percentagens muito baixas, na ordem dos um dígito, se é que chegam a ser isso”, ou seja, pouquíssimas companhias saem no lucro.

Na visão dele, um estúdio pode desembolsar US$ 100 milhões em um game do gênero e sair no prejuízo, enquanto títulos com estrutura mais tradicional oferecem uma demanda mais previsível e um caminho mais seguro para o negócio. Essa filosofia não significa, porém, que a Hasbro está alheia aos riscos.

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A própria empresa reconhece estar apostando em terreno novo com Exodus, um título AAA de IP original ambientado no universo de Dungeons & Dragons. É uma aposta diferente do portfólio habitual da companhia, e Cocks admite que o mercado cobrou seu preço nos últimos anos.

O CEO também abordou o aumento nos custos de desenvolvimento, um problema que afeta toda a indústria. “O custo de produção desses jogos aumentou bastante desde 2018 e 2019”, admitiu Cocks, apontando que essa realidade vai exigir uma adaptação da estratégia da Hasbro nas próximas rodadas de desenvolvimento. A empresa planeja diversificar a localização de seus estúdios, hoje concentrados majoritariamente nos Estados Unidos, para aproveitar talentos em mercados como Montreal e o Leste Europeu.

“É algo que vamos considerar na próxima leva de jogos. Como diversificar a localização dos nossos estúdios? Atualmente, eles estão concentrados na América do Norte, principalmente nos EUA. Como podemos aproveitar mercados promissores como Montreal?”

“Produzimos muitos RPGs e jogos de ação e aventura, e certamente há talentos incríveis no Leste Europeu, então como podemos explorar esse mercado? E como podemos usar parcerias? Anunciamos uma joint venture com a Saber Interactive para um jogo que ainda será divulgado. Vamos explorar todas essas opções à medida que o modelo evolui.”

Uma das respostas para essa última pergunta já tem nome: a Hasbro anunciou uma joint venture com a Saber Interactive para um jogo ainda não revelado, reforçando a estratégia de buscar parceiros externos para escalar a produção. Nem tudo são boas notícias no universo de Dungeons & Dragons.

Em paralelo ao avanço de Exodus, a Hasbro recentemente cancelou um jogo da franquia que estava sendo desenvolvido pelo estúdio Giant Skull, de Stig Asmussen.

Fonte: Insider Gaming

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