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Anime de Kagurabachi gerou uma “guerra por direitos” no Japão

O anime de Kagurabachi foi alvo de uma disputa acirrada entre algumas das maiores empresas do entretenimento japonês antes de ter seu destino definido. Quem ficou com os direitos foram as produtoras CyberAgent e Shochiku, que por sua vez entregaram o trabalho de animação ao estúdio Cypic. Mas o caminho até essa escolha foi muito menos tranquilo do que parece.

De acordo com o Toyo Keizai, veículo japonês que já havia dado a exclusiva da existência do projeto anteriormente, o anime despertou o interesse de um número expressivo de empresas no país. Segundo o meio, companhias especializadas em planejamento e produção de anime, além de emissoras de televisão, entraram em uma guerra de lances para se garantir no projeto. A disputa, portanto, não ficou restrita ao círculo habitual de estúdios de animação.

Um detalhe relevante revelado pelo Toyo Keizai é que a Shueisha impôs uma condição a todas as interessadas. Cada empresa que quisesse disputar os direitos precisava apresentar um vídeo promocional para que a editora avaliasse e desse o aval. Isso significa que a vitória de Cypic não se deve apenas à proposta financeira da CyberAgent, mas também à qualidade do material de animação entregue pelo próprio estúdio durante o processo seletivo.

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A ausência de estúdios mais conhecidos internacionalmente, como MAPPA e Wit Studio, não tem uma explicação oficial tornada pública, mas a lógica da indústria aponta para uma questão de disponibilidade. Com Jujutsu Kaisen e One Piece (remake) sob suas responsabilidades, a margem de manobra desses estúdios para assumir um projeto dessa escala seria extremamente limitada.

O interesse tão amplo das empresas japonesas não é coincidência. A percepção no mercado é de que Kagurabachi, criação do jovem mangaká Takeru Hokazono, carrega aquela essência do Shonen de Jump que há décadas transforma obras em fenômenos de alcance global. É exatamente esse tipo de franquia que a Shueisha está buscando: uma IP capaz de gerar vendas de mangá na casa dos 100 milhões de exemplares.

O cenário para que isso aconteça está se montando de forma natural. Com Jujutsu Kaisen e Kimetsu no Yaiba encaminhando suas retas finais, a conclusão de ambos os animes é esperada para os próximos 4 a 5 anos, um espaço considerável no mercado do Shonen de ação puro ficará aberto.

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O anime de Kagurabachi está previsto para estrear em abril de 2027. O nível de interesse que a propriedade já despertou, inclusive fora do fandom convicto, é um sinal claro de que a aposta da indústria vai muito além do hype de curto prazo.

Fonte: Areajugones

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coca

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