O jogo X-Men Origins: Wolverine acabou se tornando um caso raro em que a adaptação para os videogames conseguiu superar o material original. Apesar disso, o caminho até esse resultado esteve longe de ser tranquilo.
Segundo o produtor Keith Fuller, o estúdio enfrentou grandes dificuldades ao desenvolver o título enquanto o filme ainda estava em produção. Em entrevista recente, ele explicou que trabalhar sem uma base finalizada tornou tudo mais complicado, já que o roteiro ainda passava por mudanças constantes durante as filmagens.
Esse tipo de projeto era comum nos anos 2000, quando jogos baseados em filmes eram lançados junto com as estreias no cinema. No entanto, muitos desses títulos ficaram conhecidos pela baixa qualidade. Keith Fuller destaca que, embora esses projetos garantissem retorno financeiro, raramente ofereciam condições ideais para criar algo realmente marcante.
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“Foi angustiante passar por esse processo. Se eles tivessem feito o filme e depois dito: ‘Ei, façam o jogo’, seria outra história. O fato de eles ainda estarem escrevendo o roteiro enquanto gravavam partes do filme e nós estávamos tentando fazer o jogo, tornou tudo muito difícil.”
No caso de X-Men Origins: Wolverine, a situação foi ainda mais delicada. Mudanças frequentes no filme, como troca de figurinos e ajustes na história, exigiam retrabalho constante da equipe de desenvolvimento. Elementos que no cinema podiam ser alterados rapidamente levavam semanas para serem refeitos no jogo, envolvendo modelagem, texturas e captura de movimento.
“É fácil substituir alguém e colocar um figurino diferente nessa pessoa”, reflete Keith Fuller, “mas, para nós, isso significa semanas de trabalho criando o esqueleto, o modelo, as texturas, fazendo a captura de movimento e todas essas coisas.”
O produtor descreve o processo como “construir algo sobre uma base instável”. Ainda assim, o resultado final surpreendeu e conquistou os jogadores, sendo lembrado até hoje como um dos melhores exemplos de adaptação de cinema para games.
Fonte: GamesRadar
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