Nada bom: 8 maiores decepções dos animes da temporada de janeiro de 2026

Entre estreias promissoras e continuações esperadas, nem todos os animes conseguiram corresponder ao hype

A temporada de janeiro costuma ser uma das mais aguardadas do ano para quem acompanha animes. É quando muitos estúdios apostam alto em novas adaptações, continuações esperadas e projetos originais com potencial para marcar época.

Em 2026, não foi diferente, pelo menos no papel. Na prática, porém, uma boa parte dessas produções acabou ficando aquém das expectativas. Agora que a temporada de janeiro de 2026 chegou ao fim, vamos ver quais foram os animes mais decepcionantes.

Kunon the Sorcerer Can See

A premissa de um protagonista cego que usa a magia para “enxergar” o mundo através das cores e sensações prometia uma experiência sensorial única. No entanto, o que recebemos foi uma direção de arte preguiçosa que não soube traduzir essa percepção diferenciada para a tela. Em vez de uma estética inovadora que nos fizesse sentir a magia de Kunon, o anime se apoiou em filtros visuais básicos que mais pareciam erros de renderização do que uma escolha artística consciente.

O ritmo da narrativa também não ajudou em nada a manter o interesse do espectador. O roteiro se arrasta em diálogos cansativos, explicando conceitos que deveriam ser demonstrados visualmente. Quando finalmente chegamos aos momentos de ação, a tensão já se dissipou, transformando o que deveria ser uma jornada de superação em um exercício de paciência para quem esperava algo no nível de Mushoku Tensei ou Frieren.

Yoroi-Shinden Samurai Troopers

Tentar reviver um clássico como Samurai Troopers em 2026 exigia um cuidado que esta produção claramente não teve. A tentativa de atualizar o visual das armaduras para um estilo mais mecha moderno acabou tirando a mística e a elegância dos designs originais. O que antes parecia uma fusão épica entre história e fantasia agora se assemelha a brinquedos de plástico baratos que brilham demais e passam pouca credibilidade.

A trama sofre de uma crise de identidade severa, tentando ser sombria e violenta para agradar os fãs antigos enquanto mantém um tom infantilizado para atrair novos públicos. Esse meio-termo resultou em diálogos bregas que tentam forçar uma profundidade filosófica inexistente. As lutas, que deveriam ser o ponto alto, são curtas e dependem excessivamente de luzes piscantes para esconder a animação limitada dos frames, frustrando quem buscava coreografias de combate de alto nível.

Noble Reincarnation

Se existisse um gerador automático de roteiros de isekai, ele provavelmente produziria exatamente esta obra. A história do nobre que já nasce com todos os privilégios e poderes possíveis remove qualquer senso de perigo ou crescimento. É difícil torcer por um protagonista que não enfrenta dificuldades reais, tornando a progressão da história uma linha reta e tediosa onde cada obstáculo é removido com um estalar de dedos.

Visualmente, o anime é a definição de medocridade. Os cenários de castelos e vilas medievais parecem ativos comprados em bibliotecas prontas, sem qualquer traço de originalidade ou identidade visual própria. O estúdio parece ter investido o mínimo necessário, entregando uma animação funcional, mas totalmente sem brilho, que desaparece da memória assim que o episódio termina.

Scum of the Brave

Aqui temos um caso de tentativa de subverter o gênero que acabou caindo no puro mau gosto. A ideia de mostrar o lado obscuro de um grupo de heróis poderia ser fascinante, mas o anime opta pelo caminho do choque gratuito e do cinismo vazio. Os personagens não são apenas falhos ou moralmente cansativos, eles são simplesmente detestáveis, sem camadas que justifiquem acompanharmos suas jornadas pelos episódios.

A escrita tenta ser adulta e”edgy, mas acaba soando como um adolescente tentando parecer profundo. O roteiro confunde crueldade com maturidade, entregando situações desconfortáveis que parecem existir apenas para gerar burburinho nas redes sociais, sem nenhum propósito narrativo real. É uma experiência exaustiva onde não há ninguém para quem torcer e nenhum ponto de vista que valha a pena ser explorado.

An Adventurer’s Daily Grind at Age 29

A proposta de focar na vida cotidiana de um aventureiro mais velho, Hajime, lidando com crises existenciais e a solidão da idade adulta, tinha tudo para ser o slice-of-life reconfortante da temporada. O problema é que o anime levou o conceito de cotidiano a um extremo letárgico. Absolutamente nada de relevante acontece, e as reflexões do protagonista, que deveriam ser o motor da obra, são repetitivas.

Um dia, o protagonista ele encontra Lirui, uma garota abandonada, sendo atacada por um monstro. Comovido com o desespero dela e lembrando-se de seu próprio passado, ele a leva de volta para a vila. Hajime e Lirui iniciam um novo capítulo repleto de desafios inesperados e uma certa revelação sobre a garota.

There Was a Cute Girl in the Hero’s Party, So I Tried Confessing to Her

O título longo já denunciava a natureza genérica da obra, mas a execução conseguiu ser ainda mais previsível do que o esperado. O que poderia ser uma comédia romântica leve e divertida dentro de um cenário de fantasia se tornou uma sucessão de clichês de harém que já vimos centenas de vezes. O protagonista é Youki, um homem que foi reencarnado em um mundo de fantasia como um dos soldados do exercito do rei demônio e se apaixona pela sacerdotisa do grupo do grupo de heróis.

O humor da obra é datado e depende de situações embaraçosas batidas e mal-entendidos que poderiam ser resolvidos com dois minutos de conversa. Em vez de desenvolver a química entre o casal, o anime prefere gastar tempo com cenas bobas desnecessárias que interrompem o fluxo da história.

Dark Moon: The Blood Altar

O que deveria ser uma trama envolvente de mistério e laços sobrenaturais acabou se revelando um labirinto sem saída. Dark Moon começou com uma premissa sólida, mas rapidamente se perdeu em um roteiro que não sabia decidir qual direção tomar. Os episódios passavam sem que as motivações dos personagens fossem devidamente estabelecidas, criando uma desconexão entre o espectador e os dilemas apresentados em cena, resultando em uma experiência vazia.

Visualmente, o anime até consegue manter um padrão aceitável, mas a beleza estética não compensa a falta de substância. O desenvolvimento do elenco parece estagnado, como se a obra estivesse apenas cumprindo tabela para promover outros produtos da franquia.

Dead Account

Dead Account é o exemplo perfeito de como uma excelente animação pode ser desperdiçada por um texto mal escrito. O estúdio entregou lutas vibrantes e um design de personagens afiado, mas tudo isso serviu de moldura para uma trama de exorcismo digital que recicla todos os clichês possíveis sem adicionar nada de novo. O protagonista Souji carece de carisma, agindo mais como uma ferramenta de roteiro do que como uma pessoa real enfrentando perigos sobrenaturais.

A estrutura dos episódios tornou-se repetitiva em pouco tempo, seguindo uma fórmula de monstro da semana que já não sustenta o interesse do espectador moderno. Mesmo com momentos de ação visualmente impressionantes, a falta de consequências reais e de um mundo bem construído fez com que as vitórias dos heróis parecessem irrelevantes. É um anime que exige que você desligue o cérebro, mas até para isso ele falha ao tentar se levar mais a sério do que sua escrita permite.

 


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