Um novo relatório do The Wall Street Journal afirma que Elon Musk teria solicitado dados biométricos de seus próprios funcionários para treinar um chatbot de inteligência artificial com características sexualizadas. A prática teria ocorrido dentro da xAI, empresa fundada pelo bilionário, durante o desenvolvimento do Grok, assistente de IA integrado à rede social X (antigo Twitter).
Segundo as informações, Elon Musk chegou a trabalhar e até dormir no escritório da xAI, em Palo Alto, na Califórnia, determinado a acelerar o avanço de sua tecnologia e competir diretamente com empresas como a OpenAI, de Sam Altman. O projeto envolveria a criação de diferentes avatares, entre eles uma personagem chamada Ani, descrita pela imprensa internacional como uma “AI de anime sexy” voltada para interações mais pessoais com os usuários.
Para aprimorar o comportamento e a fala dos chatbots, os funcionários, especialmente os que atuavam como “tutores de IA”, teriam sido instruídos a ceder seus rostos e vozes. A autorização concedia à xAI o direito de uso perpétuo e mundial dessas informações, sem pagamento de royalties. Alguns colaboradores teriam manifestado preocupação com o uso indevido de seus dados e questionado se poderiam se recusar a participar, mas a empresa teria informado que o envio das gravações era um “requisito de trabalho”.
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Após o lançamento de Ani, o Grok teria registrado um aumento expressivo no número de usuários pagantes. A personagem, apresentada como uma “companheira doce e divertida”, permite conversas com tom de flerte e até simulações de namoro, algo que levantou críticas de especialistas por conta da aparência jovem e estilo inspirado em animes. O chatbot pode ser acessado por usuários a partir de 12 anos, o que acendeu alertas sobre riscos de manipulação e assédio virtual.
Matthew Sowemimo, porta-voz da organização britânica NSPCC, afirmou estar “seriamente preocupado” com o potencial de tecnologias como Ani para “manipular e induzir crianças”. Ele defendeu que governos adotem normas de segurança mais rígidas para produtos de IA, garantindo que o bem-estar infantil seja levado em consideração desde o desenvolvimento.
O Grok já havia enfrentado polêmicas no passado, quando o sistema chegou a publicar mensagens elogiando Ad0lf H1tler e conteúdos antissemitas. Após as críticas, a xAI declarou ter removido as postagens “inadequadas” e ajustado os filtros da inteligência artificial.
Fonte: Dailymail
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