Brendan Greene, o criador do fenômeno de battle royale PUBG, manifestou-se positivamente sobre a reação da comunidade gamer contra o uso de inteligência artificial generativa na criação de jogos. Em recente entrevista, Brendan Greene destacou sua satisfação com o posicionamento dos jogadores que rejeitam conteúdo não produzido por artistas humanos.
“Tenho ficado realmente encorajado ao ver a comunidade se revoltar contra coisas de IA”, declarou Greene. “É bom ver que os gamers dizem: ‘Não – se não for construído por artistas, não quero ver’. Isso tem sido realmente ótimo de observar”, acrescentou o desenvolvedor.
O criador do PlayerUnknown’s Battlegrounds esclareceu que sua empresa, PlayerUnknown Productions, não utiliza modelos de linguagem grandes (LLMs) em seus projetos atuais. Segundo ele, os sistemas que estão sendo desenvolvidos são feitos para capacitar artistas a esculpirem mundos da maneira que desejarem, comparando o processo a uma orquestra onde se pode atuar como violinista ou como condutor.
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Outro ponto importante abordado na entrevista foi a relação entre a PlayerUnknown Productions e a Krafton, empresa sul-coreana que recentemente anunciou uma controversa estratégia “IA primeiro” e abriu um período de demissões voluntárias para funcionários que não quisessem fazer parte dessa nova abordagem.
Greene fez questão de esclarecer a independência de seu estúdio: “Como um estúdio totalmente independente, nossos objetivos gerais na PlayerUnknown Productions não são influenciados pela estratégia escolhida pela Krafton”. Ele explicou que, embora a Krafton permaneça como acionista minoritária no estúdio, as operações internas das duas empresas são separadas desde 2021.
Atualmente, a PlayerUnknown Productions está trabalhando em um ambicioso plano de três jogos. O primeiro deles, Prologue: Go Wayback!, será lançado em acesso antecipado em 20 de novembro. Trata-se de um jogo de sobrevivência e orientação onde os jogadores precisam enfrentar os elementos naturais e encontrar seu caminho através de uma região selvagem arborizada.
O jogo funciona como uma demonstração da tecnologia de geração de mundos desenvolvida pela empresa. Em aproximadamente um minuto, o sistema constrói um mundo único e detalhado para cada nova partida.
O segundo título planejado será um shooter multiplayer, marcando o retorno de Greene ao gênero que o consagrou com PUBG. Já o terceiro jogo introduzirá mais camadas e ferramentas à tecnologia subjacente, com o objetivo de disponibilizá-la gratuitamente como tecnologia de código aberto para outros desenvolvedores.
Fonte: Eurogamer
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