O steampunk sempre encontrou um espaço interessante dentro dos animes. A combinação de máquinas a vapor, estética vitoriana e ciência fora do tempo cria mundos únicos, muitas vezes cheios de tensão social, política e invenções improváveis. Para quem gosta de universos ricos e criativos, esse é um gênero que sempre vale a visita.
Nos animes, o steampunk rende histórias cheias de trens blindados, autômatos gigantes e mundos alternativos onde a tecnologia antiga ganha vida de forma exagerada. Para quem ficou curioso, aqui vai uma seleção de animes nessa proposta que você precisa conhecer.
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Samurai 7
Essa releitura do clássico Os Sete Samurais coloca a história em um Japão futurista onde bandidos usam armas a vapor e robôs gigantes. Agricultores contratam sete guerreiros para defender a vila, mas agora com espadas misturadas a implantes mecânicos e cidades flutuantes movidas a carvão. As batalhas ganham peso com esses elementos mecânicos: samurais pilotando máquinas enormes ou enfrentando exércitos cibernéticos.
A obra mantém o drama humano do original, falando sobre honra e sacrifício, só que com um visual mais industrial e sujo. São 26 episódios que misturam ação intensa com momentos mais calmos no campo. É uma boa pedida para quem gosta de ver tradições japonesas colidindo com tecnologia pesada. Os robôs não roubam a cena o tempo todo, mas quando aparecem, as lutas viram espetáculos de metal.
Appare-Ranman!
O anime acompanha um inventor excêntrico chamado Appare que sonha em cruzar oceanos e até o céu com suas criações. Ele acaba caindo nos Estados Unidos do final do século XIX e, junto com um samurai perdido, constrói um carro a vapor para participar de uma corrida louca através do continente. O visual mistura elementos japoneses tradicionais com máquinas ocidentais da era industrial, o que dá um ar fresco ao steampunk.
As corridas são animadas e cheias de truques mecânicos que lembram corridas antigas de carros, mas com explosões de vapor e rivalidades engraçadas. É leve, mas mostra como a criatividade pode superar limitações tecnológicas. No fundo, Appare-Ranman! funciona bem para quem quer algo rápido e divertido, sem se prender em tramas muito complexas. Os personagens crescem durante a jornada, e as soluções para problemas sempre envolvem mexer em engrenagens ou improvisar peças.
Deca-Dence
Em um mundo destruído por monstros gigantes, os humanos vivem dentro de uma fortaleza móvel gigantesca chamada Deca-Dence, que roda inteira a vapor e engrenagens. A história divide as pessoas entre os que lutam na frente e os que consertam tudo nos bastidores, com um monte de ciborgues no meio. A trama começa como uma aventura de ação, mas vai revelando camadas sobre o que é real naquele universo.
O contraste entre orgânico e mecânico é constante, com máquinas enferrujadas contrastando com paisagens devastadas. São só 12 episódios, o que torna fácil de acompanhar. Deca-Dence surpreende pela forma como usa o steampunk para questionar sociedade e entretenimento. As lutas são brutais, com armas a pressão e explosões de vapor, mas o que fica é o desenvolvimento dos personagens principais em meio ao caos.
Violet Evergarden
Aqui o steampunk aparece mais no visual do que na trama central: próteses mecânicas avançadas, arquitetura vitoriana e máquinas de escrever automáticas em um mundo pós-guerra. Violet é uma ex-soldada que perde os braços e ganha membros artificiais, agora trabalhando para ajudar pessoas a expressarem sentimentos por cartas. A obra foca no crescimento emocional dela, aprendendo o que significa “eu te amo” enquanto viaja por cidades cheias de detalhes retrô.
As animações da Kyoto Animation são lindas, com engrenagens visíveis nas próteses e trens a vapor cruzando paisagens. Mesmo não sendo ação pesada, o toque steampunk dá um ar melancólico e elegante à história. É daqueles animes que marcam pela sensibilidade, usando a tecnologia antiga como metáfora para cura e conexão humana.
O Castelo Animado
O filme do Studio Ghibli traz um castelo ambulante enorme, cheio de portas mágicas e movido a… bem, uma mistura de magia e mecânica barulhenta. Sophie, uma moça comum, acaba amaldiçoada e se junta ao mago Howl para desfazer feitiços enquanto uma guerra rola ao fundo com máquinas voadoras e cidades industriais.
O design do castelo é icônico, com chaminés soltando fumaça e pernas rangendo pelo campo. A história mistura fantasia com críticas à guerra, mostrando como a tecnologia pode ser usada para destruir ou proteger. É um clássico que envelhece bem, com aquele charme Ghibli de detalhes minuciosos em cada engrenagem e explosão de vapor.
The Case Study of Vanitas
Paris alternativa do século XIX, cheia de vampiros, balões dirigíveis e autômatos nas ruas. Vanitas carrega um livro que mexe com os nomes verdadeiros dos vampiros, curando ou amaldiçoando eles, enquanto viaja com Noé, um vampiro curioso.
A mistura de dark fantasy com steampunk é fluida: roupas vitorianas, máscaras em bailes e lutas com armas mecânicas. A animação destaca os detalhes das máquinas e das torres da cidade.
O anime é cheios de mistério e relações complicadas entre personagens. O visual gótico com toques industriais torna tudo mais imersivo, especialmente nas cenas noturnas.
Steam Detectives
Um anime mais antigo e direto no tema: toda a cidade roda a vapor, com robôs gigantes chamados Megamatons usados por criminosos. Um detetive mirim, Narutaki, resolve casos com ajuda de uma enfermeira e seu robô Goriki.
As investigações misturam mistério clássico com batalhas de máquinas a vapor. É daqueles que abraçam o steampunk sem vergonha, com vapor saindo de tudo quanto é lado. É leve e divertido, ideal para quem quer algo mais infantil mas ainda com ação mecânica pesada.
Kabaneri of the Iron Fortress
Kabaneri of the Iron Fortress apresenta um mundo infestado por zumbis com coração de ferro, onde as pessoas se escondem em estações fortificadas ligadas por trens blindados a vapor. Ikoma vira um híbrido depois de mordido e luta para proteger os trens.
As sequências dentro dos trens são tensas, com vapor, sangue e monstros batendo nas janelas. A animação do Wit Studio deixa tudo visceral. É um steampunk pós-apocalíptico puro, com foco em sobrevivência e traições.
Clockwork Planet
O planeta inteiro foi reconstruído com engrenagens gigantes depois de morrer. Naoto, um garoto que ama máquinas, encontra uma autômata quebrada e acaba envolvido em conspirações para salvar o mundo.
Tudo é relógio: cidades que tic-taqueiam, armas de corda e exércitos mecânicos. A obra explora como viver em um mundo 100% artificial. Tem reviravoltas e ação constante, com visual cheio de dentes de engrenagem rodando.
Nadia: The Secret of Blue Water
Inspirado em Júlio Verne, com submarinos a vapor, ilhas flutuantes e uma garota com um pingente misterioso. Nadia e Jean fogem de vilões enquanto descobrem segredos de Atlântida. Aventura clássica dos anos 90, com 39 episódios cheios de exploração submarina e máquinas antigas.
Em 1889, um vilão chamado Gargoyle tenta restaurar o antigo império atlante e dominar o mundo. Nadia, ao lado do jovem inventor Jean Roque Lartigue e do Capitão Nemo a bordo do Nautilus, precisa impedir seus planos.
Fullmetal Alchemist
Essa é provavelmente a obra que mais gente associa ao steampunk imediatamente. O mundo de Amestris parece uma Europa do início do século XX, com trens a vapor, cidades industriais e, principalmente, as próteses automail que substituem braços e pernas perdidos.
Edward Elric vive trocando peças no braço mecânico dele como se fosse um carro antigo precisando de manutenção. A alquimia funciona quase como uma ciência industrial: círculos de transmutação, explosões controladas e até tanques de guerra movidos a energia alquímica. A direção de arte da Bones capricha nos detalhes enferrujados, nas fábricas e nas ruas cheias de fumaça.
Last Exile
O planeta Prester é dividido entre duas nações em guerra eterna, e o céu é dominado por vanships, pequenas aeronaves movidas por um fluido chamado Claudia, que lembra muito motores a vapor estilizados. Os uniformes, os enormes navios de batalha e as cidades flutuantes gritam steampunk do começo ao fim.
A história segue Claus e Lavie, dois jovens pilotos de vanship que acabam transportando uma garota misteriosa chamada Alvis para o navio pirata Silvana. As batalhas aéreas são lindas, com nuvens de fumaça, hélices girando e manobras impossíveis.
Steamboy
Esse filme do Katsuhiro Otomo (o mesmo de Akira) é steampunk puro, sem firula. Ação se passa na Inglaterra vitoriana alternativa de 1866, onde uma bola de vapor superpoderosa pode mudar o rumo da Revolução Industrial – para o bem ou para a destruição total.
O protagonista Ray Steam é um garoto inventor que fica no meio da briga entre o avô, o pai e uma corporação que quer transformar a invenção em arma. As sequências dentro da Steam Tower, com tubos explodindo vapor por todo lado, são de cair o queixo.
Metropolis
Baseado no mangá antigo do Osamu Tezuka, mas com roteiro do Otomo e direção do Rintaro, o filme mistura art nouveau com distopia industrial. A cidade de Metropolis é dividida em camadas: os ricos no topo, robôs e operários nas profundezas cheias de engrenagens e tubos.
A robô Tima é criada para ser a “filha” perfeita de um ditador, mas acaba se envolvendo com o garoto Kenichi numa revolta operária. Tem jazz na trilha, designs que lembram os anos 20/30 e uma crítica pesada sobre desigualdade social. Embora tenha um pé no dieselpunk por causa dos robôs mais avançados, o visual de máquinas gigantes, escadas rolantes enferrujadas e fábricas subterrâneas é puro steampunk clássico.
D.Gray-man
Aqui o steampunk aparece mais na ambientação: final do século XIX alternativo, com Londres gótica, trens antigos e a Ordem Negra cheia de máquinas estranhas. Os exorcistas usam Innocence, uma substância que se transforma em armas, algumas bem mecânicas, como o braço-canhao do Allen ou as botas cristalinas da Lenalee.
Os akuma são almas presas em corpos de metal que vão evoluindo como robôs de guerra. A HQ da Ordem parece uma catedral cheia de tubos e engrenagens. Não é steampunk 100% como Last Exile, mas o clima vitoriano sombrio com tecnologia “mágica-mecânica” casa perfeitamente.
Princess Principal
Londres dividida por um muro depois de uma revolução fracassada, com o Reino usando Cavorite (uma substância antigravitacional) para criar máquinas voadoras e gadgets espiões. Cinco garotas fingem ser alunas de uma escola de elite enquanto fazem missões de espionagem.
Tem carros a vapor, pistolas escondidas em guarda-chuvas, drones miniatura e uma estética vitoriana impecável: corsets, chapéus, névoa constante. A narrativa é não-linear, pulando entre casos diferentes, o que dá um ar de série de espionagem inglesa.
O Castelo no Céu
Primeiro filme oficial do Studio Ghibli, dirigido pelo Miyazaki em 1986. Sheeta carrega um cristal que leva até Laputa, uma ilha flutuante cheia de tecnologia perdida, robôs antigos, jardins suspensos e armas devastadoras.
O mundo tem minas de carvão, trens a vapor, fortalezas voadoras e piratas do céu com aeronaves improvisadas. Pazu sonha em pilotar algo maior que os planadores do pai dele, e juntos eles fogem do exército e dos piratas.
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