Mike Ybarra, ex-presidente da Blizzard Entertainment e ex-vice-presidente da Microsoft, criticou publicamente a recente declaração de um executivo do Xbox que afirmou que a empresa compete mais com TikTok e filmes do que com outros consoles. Em uma série de posts no X (antigo Twitter), Ybarra defendeu que os jogos não competem com vídeos de formato curto, mas sim com o tempo disponível dos consumidores.
A manifestação de Mike Ybarra surge como resposta a uma entrevista recente de Matt Booty, chefe da Xbox Game Studios, ao The New York Times. Na conversa, Booty afirmou: “Nossa maior competição não é outro console. Estamos competindo cada vez mais com tudo, desde TikTok até filmes”, justificando assim a estratégia da empresa de levar seus exclusivos para outras plataformas.
No thread publicado, Ybarra explica sua posição: “Jogos são experiências premium de várias horas. São tão bons que você esquece a noção de tempo, você escapa da realidade e dos desafios e estresses de hoje. Vídeos curtos são o que você faz quando tem alguns minutos várias vezes ao longo do dia”, escreveu o executivo.
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Para fortalecer seu argumento, o ex-presidente da Blizzard apresentou dados concretos: “O jogador hardcore médio passa mais de 3 horas diárias nos jogos que ama. Alguns chegam a 5+ horas”. Ybarra também destacou que o comportamento de consumo é diferente, já que as pessoas usam redes sociais principalmente durante o trabalho ou na escola, enquanto reservam o tempo em casa para jogos.
“É bem conhecido que as pessoas usam mais redes sociais no trabalho e na escola. É o tempo quando você chega em casa depois do trabalho e da escola que os videogames ocupam”, argumentou. “Competir com filmes e séries de TV, sim, mas não com redes sociais. Eu simplesmente não acredito nisso.”
Em outro comentário, Ybarra fez o que parece ser uma referência direta a Booty e à Microsoft: “Se ele tivesse dito que compete com filmes e programas de TV, teria feito muito mais sentido. Ele queria comprar o TikTok, agora ele só tem inveja de redes sociais. Games não são uma resposta para isso de forma alguma.”
A discussão levantada por Mike Ybarra traz à tona um debate interessante sobre como as empresas de jogos estão interpretando a competição pelo tempo e atenção dos consumidores em um mercado cada vez mais diversificado de entretenimento digital.
Fonte: GamesRadar
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