A indústria de animes tem visto avanços impressionantes na qualidade da animação ao longo dos anos, com estúdios investindo em técnicas que misturam 2D e 3D para criar visuais mais fluidos e detalhados. No entanto, nem todas as produções conseguem acompanhar esse ritmo.
Algumas séries de anime, apesar de terem histórias cativantes ou baseadas em mangás populares, acabam sendo criticadas pela animação fraca, que compromete a imersão e o impacto das cenas. Aqui, vamos falar sobre uma seleção de exemplos de animes onde a animação deixou a desejar, afetando a recepção geral.
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The Beginning After the End (Saikyou no Ousama)
Essa adaptação de uma web novel popular chegou em 2025 pelo Crunchyroll e gerou muita polêmica logo nos primeiros episódios. A animação foi acusada de ser estática, como uma apresentação de slides, com cores planas e direção de cenas sem graça.
Os personagens pareciam PNGs, e as sequências de ação perdiam impacto por falta de fluidez. O criador até se pronunciou sobre as reações negativas, dizendo que queria o melhor para a história, mas o resultado final deixou muita gente frustrada, especialmente quem já conhecia o material original.
Berserk (2016)
Essa adaptação continuou a história do mangá clássico de Kentaro Miura, focando no Arco da Condenação. O problema principal foi o uso excessivo de CGI em 3D com taxas de quadros baixas e ângulos de câmera estranhos, o que deixou os movimentos dos personagens estranhos e pouco naturais.
Comparado à versão de 1997, que já era datada mas fiel ao material original, essa versão não capturou os detalhes minuciosos do mundo e das figuras do mangá. O resultado foi uma decepção para os fãs que esperavam algo à altura da reputação da obra.
Kingdom – Temporadas 1 e 2
Baseado em um mangá premiado sobre guerras antigas na China, Kingdom teve problemas nas primeiras temporadas com a integração ruim entre animação 2D e CGI. Os close-ups em 2D não combinavam bem com os fundos em CGI, criando uma falta de coesão visual que prejudicava as batalhas épicas.
Apesar do mangá ser aclamado, essas falhas tiraram o brilho das cenas principais. Felizmente, o feedback dos fãs levou a melhorias na terceira temporada, mas as iniciais ainda são vistas como uma oportunidade perdida de ver momentos icônicos em movimento.
One-Punch Man – Temporada 2
A primeira temporada, animada pelo Madhouse, estabeleceu um padrão alto com visuais detalhados e fluidos. Já a segunda, feita por outro estúdio, adotou um estilo mais simples que não manteve o mesmo nível de qualidade.
Isso foi notado especialmente nas lutas, que pareciam menos impactantes. Quem assistiu as temporadas em sequência sentiu a diferença, e a mudança de estúdio é apontada como o principal culpado pela queda.
The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai) – Temporada 3
As duas primeiras temporadas, animadas pela A-1 Pictures, tinham uma qualidade decente, mas a terceira, passada para o Studio DEEN, sofreu com movimentos travados e falta de detalhes nas batalhas.
Um exemplo notório é a luta entre Escanor e Meliodas, que virou meme pela execução pobre, com imagens fixas e pouca fluidez. A mudança de estúdio trouxe variações visuais constantes que não ajudaram a manter o ritmo da série.
Blue Lock– Temporada 2
Blue Lock é um anime de futebol com foco em competição intensa, e a primeira temporada até que segurou bem, mas a segunda, de 2024, virou alvo de reclamações pesadas. A animação foi chamada de PowerPoint por causa das cenas travadas e falta de detalhes nas jogadas, que deviam ser dinâmicas.
Um animador envolvido no projeto culpou o comitê de produção por não dar tempo suficiente para polir o trabalho, resultando em sequências 3D ruins e voz atuando estranha em momentos chave.
Record of Ragnarok (Shuumatsu no Walküre)
Esse anime sobre lutas épicas entre deuses e humanos, lançada pela Netflix, é um exemplo clássico de potencial desperdiçado pela animação. Desde a primeira temporada, as críticas focaram na rigidez dos movimentos, cenas sem vida e falta de força nas batalhas, que no mangá são bem mais impactantes.
A qualidade é inconsistente: alguns momentos até fluem, mas no geral, parece datado e sem o cerne necessário para um anime de ação. Muita gente considera uma desastre, e mesmo com temporadas seguintes, o problema persiste, tornando difícil recomendar sem avisar sobre isso.
Qualidea Code
Qualidea Code é um anime de ação com elementos de ficção científica, envolvendo adolescentes com poderes lutando contra invasores. O problema é que a animação começa razoável, mas piora a cada episódio, e no fim parece que cada episódio foi criado por crianças.
Alega-se que a produção não aguentou o ritmo, resultando em tropeços visuais que distraem da trama, já cheia de clichês e furos. Foi odiado por muitos justamente por isso, e quem assistiu até o fim costuma dizer que o visual arruinou o que poderia ser uma série mediana.
Kemono Friends – Temporada 2
A primeira temporada de Kemono Friends conquistou fãs com seu charme único, mas a segunda, produzida pelo estúdio Tomason após mudanças na equipe e no elenco, perdeu esse apelo.
A animação não mostrou avanços significativos apesar do tempo de produção, e o resultado foi uma recepção negativa da comunidade.
Helck
Helck é um anime de fantasia com elementos de ação e comédia, mas sofreu com inconsistências no design dos personagens, que mudavam de aparência entre cenas, especialmente em momentos emocionais ou engraçados.
O uso excessivo de CGI também reduziu o impacto das sequências de luta. Embora alguns vejam isso como um estilo artístico intencional, a maioria considera que foi uma economia malfeita, não atendendo aos padrões atuais de animação que os fãs esperam para manter o interesse.
Tokyo Ghoul √A
A segunda temporada de Tokyo Ghoul, conhecida como √A, marcou uma queda na qualidade em relação à primeira. As cenas de luta, que deveriam ser intensas, usavam muitos quadros estáticos e até menos violência, diminuindo o impacto visceral das batalhas.
Além disso, houve inconsistências com o material da temporada anterior. Diferente da primeira parte, que seguia o mangá de perto, essa optou por um caminho original, o que só piorou a percepção da animação.
Gibiate
Gibiate tentou misturar samurais e zumbis em um pós-apocalipse, mas a animação foi prejudicada por designs inconsistentes e movimentos desajeitados. O uso de CGI mal integrado e quadros de baixa qualidade fizeram as cenas parecerem apressadas.
Apesar de nomes conhecidos na equipe, como designers de personagens de jogos famosos, o produto final não atendeu às expectativas, sendo visto como uma produção afetada por restrições de tempo.
Ex-Arm
Ex-Arm é um caso infame de animação em CGI que falhou em quase todos os aspectos, com modelos de personagens de baixa qualidade e animações que pareciam inacabadas. As cenas de ação eram confusas e sem peso, tornando difícil acompanhar a história de ficção científica.
Produzido por um estúdio inexperiente em anime (Visual Flight), o resultado foi criticado como um dos piores exemplos recentes, onde a ambição técnica não combinou com a execução.
Qual desses animes você achou que tinha potencial, mas foi decepcionado pela animação?