A desenvolvedora japonesa sob o nome de Nihon Falcom é conhecida por diversos títulos que normalmente demoram um bom tempo para chegar no ocidente, como no caso de Ys X: Nordics, que precisou de 13 meses, enquanto para Trails Through Daybreak foram anos.
Recentemente a empresa japonesa foi entrevistada e admitiu estar considerando usar inteligência artificial para localizar os seus jogos de uma forma mais “rápida”, agilizando todo o processo.
Leia Também:
- Remedy admite que exagerou um pouco com os jump scares em Alan Wake II
- The Lake House, expansão para Alan Wake II, já está disponível
Segundo os detalhes, o raciocínio é que, se a inteligência artificial fizer uma primeira versão, com correções depois, as localizações poderiam levar menos tempo. A Falcom espera que ao usar IA, consigam reduzir o tempo de tradução para 6 meses ou até mesmo para o mesmo dia.

“A franquia Trails não pode ser lançada mundialmente ao mesmo tempo porque, em comparação com RPGs comuns, a quantidade de texto é várias vezes maior.”
“Nós criamos o jogo em japonês até o limite e, depois, a tradução começa, então, mesmo que o lançamento da versão internacional seja o mais rápido possível, acaba levando pelo menos um ano.”
“Nesse contexto, se pudermos usar a tradução por IA para lançar a versão internacional em seis meses, ou até mesmo ao mesmo tempo, isso seria ótimo para nós como gestores e não seria algo ruim para os fãs”, disse o presidente da Nihon Falcom, Kihiro Kondo.
Kihiro Kondo observa que dentro da Nihon Falcom, há funcionários, especialmente entre os designers, que mantêm uma postura cautelosa em relação à inteligência artificial.
“Eles estão em uma posição onde suas ilustrações e designs podem ser usados de maneira inadequada por IA, então é compreensível que sintam insegurança. Essa situação é diferente da tradução, mas não queremos negar a humanidade nem a IA; queremos explorar formas melhores de usá-las.”