Co-criador do Xbox zomba de Bobby Kotick

CEO da Activision não acreditava no sucesso do Xbox e nem do recentemente citado Guitar Hero.

Recentemente a Microsoft finalizou sua fusão com a Activision-Blizzard, com Kotick permanecendo como CEO da Activision até o final deste ano.

Muito se tem falado sobre este meganegócio fortemente debatido, com a Microsoft possuindo muitas franquias adicionais, incluindo Call of Duty, Spyro, Diablo, World of Warcraft e a franquia Guitar Hero (que pode estar de volta). Pouco antes de a Microsoft fechar o negócio ontem, o regulador do Reino Unido, CMA, anunciou a aprovação da fusão.

Após esta decisão, o co-criador do Xbox original, Seamus Blackley, acessou o Twitter para zombar de Bobby Kotick por agora ter sido comprado pelo Xbox, mencionando “carma”.

Depois de sua função na Microsoft, Blackley assumiu um cargo na Creative Artists Agency para representar criadores de videogames. Nesse papel, ele apresentou Guitar Hero para a Activision.

https://twitter.com/statuses/1712860960371953811

“Quando apresentamos Guitar Hero para Bobby, ele nos disse que ninguém jamais iria estocá-lo e recusou, (apenas para comprá-lo mais tarde!)”, Blackley escreveu no Twitter. “Eu o lembrei de que ele literalmente disse a mesma coisa sobre o Xbox apenas alguns anos antes. Ele riu.”

O ‘pai’ do Xbox acrescentou: “Agora ele está sendo comprado pelo Xbox. Carma é uma merda.”

Bobby Kotick inicialmente também não acreditava no Xbox. Blackley continua:

“A propósito, naquele dia lembrei ao Bobby que ele também me disse – na minha cara – que o Xbox iria fracassar. Isso não ocorreu. Mais tarde, para obter GuitarHero, ele literalmente comprou a editora Red Octane sem perceber que na verdade a Harmonix era dona da tecnologia presente no jogo.

Daí nasceu o Rock Band.” Brincou ele.

No início deste ano, durante um podcast da Era Xbox, Blackley falou novamente sobre seu papel ao apresentar o jogo para Kotick, revelando que ele e Kotick não gostam muito um do outro :

“Com Guitar Hero, eles tentaram destruir franquias de jogos musicais, e em grande parte o fizeram – eles lançaram cerca de 30 SKUs (versões diferentes) em um ano baseadas em Guitar Hero e enterraram a franquia.

Minaram até a morte, e muito disso foi apenas puro despeito porque a forma como eu escrevi os contratos da Harmonics com aquela divisão, era que a Harmonics possuía a IP, e a Activision queria aquele jogo.”, disse Blackley durante o podcast.

É claro que Kotick e Blackley têm uma história um com o outro e que Blackley não está muito feliz com as ‘escolhas’ que o CEO da Activision fez no passado.

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