Depois de declarar que o estreito acordo entre Activision e Microsoft não prejudicará a concorrência no mercado de videogames, Bobby Kotick aprofundou seus pensamentos sobre a relação que será estabelecida entre as duas grandes editoras do setor de jogos quando a aquisição for finalizada.
O CEO da Activision Blizzard disse à equipe na quarta-feira que “a Microsoft nos quer por nosso talento”, mas que o antitruste é uma revisão bastante delicada ao mesmo tempo:
“Nosso próprio conselho reconheceu que era uma grande soma de dinheiro em um mercado muito, muito fraco. Você vê à nossa volta empresas que estão demitindo pessoas”, conta sobre Kotick, que não se surpreendeu com a decisão da Comissão Europeia de iniciar a Fase 2 de sua investigação.
A maior pergunta que os funcionários da Activision Blizzard fizeram a Kotick foi sobre os efeitos que o acordo com a Microsoft terá em seu trabalho.
O CEO respondeu:
“Não espero que seja muito diferente de quando estávamos com a Vivendi. Eles nos permitiram administrar o negócio de forma bastante independente. Acredito que muito disso será, e é provável que a Microsoft queira manter quase todos.”
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Caso não se lembre, a Vivendi Games (antiga Sierra) se fundiu a Activision Publishing em 2006, formando assim a Activision Blizzard que tanto conhecemos. Durante esse ano, até meados de 2012, a a empresa principal Vivendi foi dona de quase 72% das ações da editora, sendo sua controladora majoritária. De 2013 até então eles se tornaram independentes, e o quadro deve mudar em 2023, quando a Activision Blizzard se tornar parte do Microsoft Gaming (Xbox).