Novos jogos das franquias Assassin’s Creed, Far Cry e Ghost Recon podem estar passando por problemas sérios de desenvolvimento

Com a falta de um gerenciamento coeso e mudança para GaaS, os títulos passando por desenvolvimentos lentos e problemáticos

Apesar do vasto portfólio de IPs em sua posse, a Ubisoft vem enfrentando uma queda total no seu valor de mercado (quase 50%), que somados aos inúmeros procesos judiciais que a editora vem enfrentando e vários problemas internos e financeiros, resultaram em uma grande avalanche de problemas. De acordo com um relatório do Bloomberg e Kotaku, a empresa está em busca de se vender para resolver essas questões.

Entre os interessados, estariam empresas de private equity como Blackstone Inc. e KKR & Co., que podem ser contadas entre os maiores grupos financeiros do mundo. As discussões com essas empresas ainda estão iniciais, mas a opinião comum é que mais cedo ou mais tarde a Ubisoft vai desistir e se vender para alguma gigante, algo esperado para o final de 2022-início de 2023.

A reportagem do Kotaku também fala sobre as dificuldades produtivas que a Ubisoft estaria enfrentando. De acordo com três fontes próximas a editora que preferiram permanecer anônimas, o desenvolvimento dos novos grandes jogos de Assassin’s Creed (Infinity), Far Cry (FC7) e Ghost Recon estariam avançando de forma extremamente lenta e sofrendo de falta de direção e gerenciamento, uma vez que os três pretendem adotar uma forte fórmula Games-as-a-service (GaaS), fugindo da essência dessas IP’s.

Todos os três jogos estariam com prazos atrasados ​​nos cronogramas internos, um problema que levaria a Ubisoft a mudar alguns de seus planos.

Como já vazou em fevereiro passado, a administração da empresa teria decidido transformar a próxima expansão de Assassin’s Creed Valhalla em um jogo por direito próprio, com o único objetivo de preencher a lacuna no calendário de lançamentos que será criado no futuro devido a atrasos em outros jogos.

Assassin’s Creed Rift, esse é o codinome deste título, teria Basim como protagonista e se passaria em um mundo de jogo menor do que os que habitam Origins (2017), Odyssey (2018) e Valhalla (2020).

Quando questionada sobre esses assuntos, a Ubisoft preferiu não comentar, apenas ressaltando que possui “uma força criativa e produtiva de alto nível, com mais de 20 mil talentos espalhados pelo mundo, e um portfólio dos mais diversificados do mercado”. Em outras palavras, não confirmou nem negou nada.

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