Com a morte de Ghost Recon: Breakpoint, Ubisoft também descontinua os NFT’s do jogo

Empresa promete integrar o mesmos sistema de NFTs em seus outros jogos num futuro próximo

Ontem a Ubisoft Paris Studio anunciou a morte oficial do suporte, novos conteúdos e atualizações para Tom Clancy’s Ghost Recon: Breakpoint, jogo de tiro em terceira pessoa voltado ao cooperativo que foi recebido de forma mediana/negativa, muito devido seu péssimo estado de lançamento, falta de recursos e a transformação de Ghost Recon em um jogo muito similar a The Division, um MMORPG Looter-Shooter.

Uma das tentativas da Ubisoft reviver o jogo foi introduzindo NFT’s ao jogo, o controverso e polêmico sistema Ubisoft Quartz, que teve seu vídeo de estreia no YouTube com uma massiva onda de dislikes suficientes para fazer a Ubisoft privar o vídeo do público e fingir “que ele nunca existiu”, apesar da empresa estar defendendo os Blockchains e NFTs a todo custo.

Como parte da descontinuação de Breakpoint, seus NFTs controversos também irão ir embora, e a empresa diz que todo o conteúdo obtido pelos jogadores nesse sistema agora é “sua parte da história em Ghost Recon”. A Games Industry perguntou à Ubisoft se isso inclui os NFTs do jogo e recebeu uma captura de tela do site da Ubisoft Quartz (que não está disponível em todas as regiões) confirmando que esse é o caso.

A mensagem agradece a todos os jogadores de Ghost Recon: Breakpoint que reivindicaram seus primeiros dígitos – o termo da Ubisoft para seus NFTs – acrescentando “Você possui uma parte do jogo e deixou sua marca em sua história.”

A Ubisoft conclui:

“Fique atento a mais atualizações com recursos para a plataforma de NFTs e lançamento do Ubisoft Quartz futuramente com outros jogos.”

O último Digit para Breakpoint foi lançado em 17 de março, apenas três meses depois que a Ubisoft anunciou pela primeira vez que adicionaria NFTs ao jogo. De acordo com o que foi relatado, o sistema acabou se mostrando um extremo fracasso, especialmente devido ao número absurdo de grinding necessário para ganhar apenas uma das recompensas mais básicas do NFT.

Os NFTs Breakpoint eram itens do jogo, como calças para seu personagem com números de série exclusivos renderizados neles. Um dos argumentos de vendas mais comuns para NFTs é a capacidade de usar seus itens em outros jogos, embora não haja informações sobre se isso se aplicará aos Digits vendidos no Breakpoint.

No início deste ano, o Vice-Presidente (VP) do Laboratório de Inovações Estratégicas da Ubisoft, Nicolas Pouard, disse em uma entrevista que os jogadores “não entendem” como podem se beneficiar dos NFTs e como a indústria “só tem a ganhar” com eles, criticando jogadores por estarem “boicotando” o “futuro dos jogos”. Yves Guillemot, CEO da editora, disse em 2021 que os NFTs serão aceitos pelos jogadores “queiram eles ou não”, apesar de todos os indicativos atuais apontarem o contrário.

Lembramos que os servidores de Ghost Recon: Breakpoint e seu antecessor, Wildlands, permanecerão ativos, sem receber qualquer nova atualização ou correção. Quanto ao futuro da franquia, a empresa anunciou em 2021 Ghost Recon: Frontline, um FPS/TPS multiplayer de PvP com estrutura similar a um Battle-Royale.

Jogadores e a mídia fizeram críticas extremamente negativas quanto a qualidade técnica apresentada no anúncio do jogo, bem como o desvio da franquia para se tornar um puro multiplayer sem qualquer ligação com a marca Tom Clancy.

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