10 momentos memoráveis de Steve Jobs

10 momentos memoráveis de Steve Jobs

10 momentos que mostram a importância do lendário cofundador da Apple
#Artigos Publicado por wrplaza, em

“Acho que as coisas que você mais se arrepende na vida são as coisas que você não fez. O que você realmente se arrepende foi de nunca ter convidado aquela garota para dançar. Nos negócios, se eu soubesse antes o que sei agora, provavelmente teria feito algumas coisas muito melhor do que fiz, mas também provavelmente teria feito outras coisas muito piores. Mas e daí? É mais importante estar engajado no presente”

Essa é uma das reflexões daquele que é provavelmente a maior figura, em termos de projeção, da história da computação pessoal e da revolução dos dispositivos móveis. Steve Jobs

Como ele mesmo defendia, é importante estar engajado no presente. Jobs foi engajado no presente e conseguiu, por muitas vezes, desenhar o futuro do mundo. Nesta terça-feira (05), a morte do lendário cofundador da Apple completa 10 anos. Separei 10 momentos memoráveis de sua trajetória.

Apresentação do iPhone

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O mundo é um pré-iPhone e outro pós-iPhone. Goste ou não da Apple, o iPhone é realmente um marco, não apenas da tecnologia, mas cultural. E a apresentação do primeiro iPhone, em 2007, é um dos momentos mais icônicos da história, e também uma aula de Jobs na condução de mostrar o que ele queria fixar nas pessoas como o mais novo objeto de adoração e desejo.

O neurocientista e escritor americano Gregory Berns diz que uma pessoa pode ser capaz de ter a melhor ideia do mundo, mas, se ela não for capaz de convencer as outras pessoas, a ideia não terá nenhuma importância.

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Jobs tinha o iPhone e tinha a capacidade de convencer as outras pessoas. O poder de convencimento era tão grande que Jobs conduziu a apresentação com unidades do iPhone que poderiam ter transformado aquele dia emblemático num fiasco.

De acordo com as palavras de Andy Grignon, um dos engenheiros envolvidos no projeto do iPhone, aquele modelo que Jobs usou no dia 9 de janeiro de 2007, para a apresentação na MacWorld, tinha pequenas seções do software funcionando, e muitas delas acabam fazendo o aparelho desligar.

Com muito ensaio, muita habilidade de Jobs e demais envolvidos, e várias unidades do iPhone que iam sendo trocadas - cada uma para demonstrar tarefas específicas -, a apresentação incólume, e entrou para a história.

Discurso para os formandos de Stanford

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“Hoje quero contar três histórias da minha vida”. Assim Jobs iniciou seu antológico discurso para os formandos de Stanford em 2005. Assim como suas apresentações de produtos, o discurso é um encadeamento perfeito que contagia as pessoas.

Em seus pouco mais de 14 minutos, Jobs lança reflexões estupendas. Reflexões que percorrem a sua vida pessoal com as reviravoltas do seu trabalho.

Reviravoltas que tiveram espaço até para o afastamento da empresa que ajudou a fundar. Mas, como o próprio Jobs disse no discurso, ser expulso da Apple foi a melhor coisa que poderia ter lhe acontecido, já que o peso de ser bem-sucedido foi substituído pelo brilho de ser um iniciante mais uma vez.

Essa ausência de certeza, de estabilidade, reafirmaram a intensidade que Jobs levara sua vida. Na sua busca por continuar criando seu próximo grande momento. Dessa fase surgiram a NexT, empresa que acabou sendo fundamental para que Jobs retornasse para a Apple, e a Pixar, responsável pelo primeiro longa-metragem computadorizado (Toy Story).

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Jobs encerra o discurso resgatando as palavras que estavam presentes na contracapa da última edição do "Whole Earth Catalog", revista muito importante na década de 60, como Jobs mesmo afirmara:“era certamente como o Google feito de papel, trinta e cinco anos antes do Google ser inventado”.

A publicação final tinha os dizeres “Stay Hungy, Stay Foolish (sejam tolos, sejam famintos”.) Essa é uma dica infalível para a vida. Siga percorrendo a perfeição e o conhecimento, assumindo uma ignorância que é uma mola propulsora, e continue faminto, motivado a seguir em frente.

Bate papo com Bill Gates

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Steve Jobs e Bill Gates são contemporâneos em tudo. Compartilham inclusive o mesmo ano de nascimento (1955). Ambos são os nomes mais lembrados quando falamos de computação pessoal e tecnologia no geral.

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Ao longo dessa parceria, permeada por aliança e atritos, Jobs e Gates protagonizaram momentos emblemáticos, como o que aconteceu em 2007, durante a conferência D5. As duas lendas, lado a lado, num papo descontraído e provocativo. Caso você não tenha assistido ainda, corra atrás do prejuízo. A conversa é sensacional!

Apresentação do Macintosh

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Em vendas absolutas, o Macintosh ficou abaixo do que a Apple esperava, e a tensão para o desenvolvimento deste produto acabou contribuindo para que Steve Jobs deixasse a empresa, mas uma coisa é fato: a apresentação do Macintosh em 1984 é um momento inesquecível de Steve Jobs. O jovem empreendedor foi ovacionado no Flit Center, em Cupertino, na Califórnia.

Sem dúvidas, o momento que ficou no imaginário popular, aconteceu quando Jobs tirou um disquete do paletó e o inseriu no Macintosh. Pelo vídeo dá pra sentir, pelo silêncio sepulcral, a curiosidade dos presentes em acabar com a agonia de ter que esperar pelo que aconteceria em seguida.

Enaltecendo a interface gráfica, elemento revolucionário para a época, o computador começa a exibir o nome Macintosh em letras garrafais e em seguida começa a passear por recursos do software e a bela tipografia usada, tudo ao som de Titles, do músico Vangelis.

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Teve tempo até para a própria máquina interagir e brincar com a plateia: "Olá, eu sou o Macintosh. Com certeza foi ótimo sair dessa sacola. Não estou acostumado a falar em público, gostaria de compartilhar com você uma máxima que descobri da primeira vez em que entrei em um mainframe da IBM: nunca confie em um computador que você não pode erguer.

Obviamente, eu posso falar, mas agora eu gostaria de sentar e ouvir. Então, é com orgulho considerável que eu apresento um homem que tem sido como um pai para mim... Steve Jobs".

Venda da Pixar para a Disney

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Jobs sabia como atuar muito bem nos bastidores. Era um verdadeiro homem de negócios. Suas habilidades foram colocadas à prova na negociação que culminou na venda da Pixar para a Disney.

A Pixar foi um dos grandes negócios em que Jobs esteve à frente durante o período em que sua vida não tinha mais ligação com a Apple. Além de um investidor financeiro, Jobs foi um propulsor para a cultura que se desenvolveu na Pixar e que resultava em animações que chancelaram o estúdio como uma referência.

A Disney, que já era parceira da Pixar, queria assumir o controle da empresa como uma forma de tentar salvar sua própria divisão de animação, a Disney Animations, que vinha de mal a pior.

Além de uma cultura interna sólida e que funcionava, a Pixar tinha mentes brilhantes e tecnologia de ponta. Todos esses elementos encantaram Robert Iger, que era CEO da Disney e negociou com Steve Jobs a compra da Pixar, negócio firmado por US$ 7,4 bilhões em 2006.

Contratação de John Sculley

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Talvez o maior algoz da carreira de Steve Jobs tenha sido John Sculley, o nome escolhido por Jobs para ser o CEO da Apple também foi uma figura determinante que culminou na ruptura de Steve com a Apple e sua saída da empresa.

No entanto, a contratação do executivo é mais um momento em que Jobs provou saber alterar a realidade ao seu bel-prazer. Como gostavam de brincar aqueles que conviviam com Steve, seu magnetismo criava um campo de distorção da realidade que o privilegiava.

Jobs usou deste magnetismo para convencer Sculley a se juntar à Apple. O renomado executivo não tinha uma carreira ligada a empresas de computação. Sculley deixou seu legado conduzindo a Pepsico, empresa tradicional de lanches e bebidas. Ele foi o presidente mais jovem da história da Pepsi, e ficou na empresa durante 15 anos.

Jobs o convenceu a mudar de rumo. Num primeiro momento, Sculley recusou a oferta. Porém, Steve apareceu em sua casa e tentou novamente, ousando inclusive a lançar uma frase de efeito:Você quer vender água doce para o resto da sua vida ou quer vir comigo mudar o mundo?”. Sculley aceitou.

Retorno para a Apple

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Durante os anos em que esteve fora da Apple (1985 - 1997) muita coisa aconteceu na vida de Steve. O destino contribuiu para que o caminho do criador e criatura se cruzassem novamente.

Em 1996, a Apple comprou a NexT, empresa de computadores criada por Steve no mesmo ano em que deixou a Apple, por US$ 400 milhões. Com a aquisição, Jobs retornou para a empresa que fez sua vida mudar completamente.

O retorno marcava mudanças significativas da trajetória da Apple e de Steve Jobs. A Apple não era mais a empresa de outrora, passava por momentos difíceis, flertando com a falência. Steve já não era apenas o cara imaturo focado em criar produtos belos e funcionais.

A maturidade, principalmente em sua visão como homem de negócios, foi fundamental para que ele contribuísse na reviravolta completa que a Apple passou com a segunda passagem de Jobs pela empresa.

Steve Jobs retornou apenas como um consultor, em janeiro de 1997. Não demorou muito para que estivesse na posição mais alta da empresa. Em setembro de 1997 Jobs foi anunciado como CEO interino.

Dessa nomeação em diante, Jobs implantou o que pode ser chamado de uma das maiores reviravoltas corporativas do último século. Jobs e sua equipe não apenas salvaram a Apple da falência, eles tornaram a Apple um ícone global sem precedentes.

Apresentação do iPod

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O impacto social e cultural que a Sony causou com o Walkman, no fim dos anos 70, foi recriado pela Apple com o iPod. O emblemático tocador de músicas, criado e lançado pela Apple em apenas 10 meses, foi apresentado em outubro de 2001.

Mais uma vez tivemos Steve Jobs no auge da condução da demonstração de um produto.

Após remontar sobre o passado dos dispositivos portáteis para a reprodução de músicas, comparar o preço do armazenamento de faixas em diferentes formatos de mídia, surge na tela o nome iPod, aquele que entraria para o hall dos grandes produtos da Apple com nome precedido pela letra i. O produto que, como Steve Jobs afirmara, permitia armazenar mil músicas no seu bolso.

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O grand finale foi Steve segurando aquele que seria o mais novo objeto de desejo de milhões de pessoas pelo mundo. A adoração à música alcançou um novo patamar naquele dia.

Apresentação do iMac G3

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Jobs não se furtava de desafiar o senso comum. O iMac G3é prova disso.

O primeiro grande produto anunciado por Jobs em seu retorno para a Apple, e o primeiro projeto de uma parceria espetacular com Jony Ive (designer responsável também pelo iPod, iPad, Macbook e, é claro, iPhone) foi o iMac G3, apresentado em 1998.

Este tudo-em-um antológico é um produto com o DNA Apple de criar designs industriais que marcaram época. Deixando de lado o bege, ou qualquer outra cor que não ouse se destacar, o iMac foi pelo caminho da quebra de paradigma.

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É impossível esquecer sua carcaça translúcida, numa cor batizada de azul-bondi, em homenagem à cor da água de uma praia da Austrália. “Tentávamos transmitir a ideia de que o computador era mutável, dependendo das necessidades do usuário, de que era como um camaleão. É por isso que eu gosto da translucidez. Pode-se ter cor, mas parece não estático. E é visto como impertinente”, assim definiu Jony Ive, designer do iMac.

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Assim como outros projetos, Jobs foi implacável e duro durante o desenvolvimento do iMac. Durante o ensaio da apresentação do produto, Jobs viu um botão na frente do computador. Ao apertar viu a bandeja de CD sair. O caos foi instaurado:

Jobs foi bem direto: que p*rra é essa? Esbravejou com Phil Schiller, que era o chefe de marketing da Apple na época. Jobs queria que a entrada para o CD não fosse uma bandeja, e sim um slot em que o CD é puxado.

"Steve, este é exatamente o drive que lhe mostrei quando conversamos sobre os componentes”,explicou. “Não, não havia bandeja alguma, só abertura”, insistiu Jobs. Jon Rubinstein, responsável pelo hardware do projeto, não recuou. A fúria de Steve não diminuiu. “Por pouco não comecei a chorar, porque não havia mais tempo para fazer nada”, lembrou, mais tarde Rubinstein, de acordo com a Biografia oficial de Steve Jobs.

Jobs aceitou prosseguir com o lançamento depois que a equipe garantiu que iriam passar para o método de slot o mais rápido possível na próxima versão do iMac.

Despedida da Apple

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Steve Jobs faleceu no dia 05 de outubro de 2011, aos 56 anos, após uma dura luta contra um câncer no pâncreas. Jobs renunciou ao cargo de CEO no dia 24 de agosto daquele ano. A despedida marcou o último grande momento da vida profissional de Jobs. A sua carta aberta de renúncia.

"Para o quadro de diretores da Apple e para a comunidade Apple:

Eu tenho sempre dito que se houver um dia em que eu não puder cumprir meus deveres e expectativas como CEO da Apple eu seria o primeiro a deixar vocês saberem. Infelizmente, esse dia chegou.

Eu, então, renuncio ao cargo de CEO da Apple. Gostaria de continuar a servir, se o quadro de diretores assim quiser, como Presidente do Conselho Diretor, Diretor e funcionário da Apple.

Em termos de sucessor, eu fortemente recomendo que nós executemos o nosso plano de sucessão e nomeemos Tim Cook como CEO da Apple.

Eu acredito que os dias mais brilhantes e inovadores da Apple estão por vir. E eu espero poder assistir e contribuir para o sucesso dela em um novo papel.

Eu fiz alguns dos meus melhores amigos da minha vida na Apple e eu agradeço por todos os anos em que pude trabalhar ao lado de vocês."

Steve

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William R. Plaza #WrP

Editor-chefe do Hardware.com.br, integrante do staff do GameVicio, e aficionado por tecnologias que realmente funcionam. Instagram: @plazawilliam

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