Splinter Cell - Um marco no gênero stealth | Parte 1

Splinter Cell - Um marco no gênero stealth | Parte 1

O sucesso que transformou Sam Fisher em um dos personagens mais amados pela comunidade gamer
#Artigos Publicado por Gabr1elKK, em
Spoiler
Como vou citar partes da historia dos jogos, alguns spoilers podem aparecer, mesmo que pequenos. Então, se você odeia spoilers, leia por sua conta e risco

Muitos devem conhecer a franquia Tom Clancy's Splinter Cell, uma famosa e amada franquia de games stealth da Ubisoft. Muitos podem ter conhecido por sua "rivalidade" com Metal Gear Solid, mas pessoalmente, acho que essa rivalidade nunca existiu, ambas tem seus pontos fortes e ambas são incríveis. Mas hoje é dia de falar de Sam Fisher, o espião responsável pela fama do óculos de 3 lentes verdes, afinal, é quase impossível ver essa imagem e não se lembrar dele não é?

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Com seu último game, Splinter Cell: Blacklist, tendo sido lançado em 2013, muitos ainda pedem uma volta da franquia. Na verdade, Sam Fisher teve seu retorno no mundo dos games, mas não da forma que muitos esperavam, já que ele voltou apenas como um agente de missões secundárias na franquia Ghost Recon, e como um operador em Rainbow Six: Siege. Pois é, atualmente a Ubisoft coloca o espião em todo jogo, menos em um novo Splinter Cell, haha. Mas antes de falar de cada jogo em si, vou fazer uma breve introdução a franquia em um geral.

Tom Clancy's Splinter Cell é uma franquia de games stealth, que teve seu primeiro título lançado em 2002 exclusivamente para o Xbox, e que recebeu versões para PlayStation 2, GameCube e PC em 2003 e 2004. Diferente de outras franquias que levam Tom Clancy no título, Splinter Cell não se baseou em um livro do autor e foi adaptado para os videogames, dessa vez foi ao contrário, o game foi lançado e escrito por Tom Clancy, que após seu sucesso, escreveu mais novelas neste universo. Para sanar a dúvida que alguns devem ter nesse momento, vou falar um pouco do autor. Tom Clancy foi um escritor e historiador americano que ficou mundialmente famoso por seus enredos bem detalhados de espionagem e ciência militar, que se passam durante e depois da Guerra Fria. Ele é também considerado o inventor do "techno-thriller", um gênero literário que funde ação e aventura militar, ficção de espionagem e ficção científica com realismo social, além de ter muitos detalhes técnicos. Infelizmente, o autor se foi no dia 1 de Outubro de 2013, 2 meses depois do lançamento de Splinter Cell: Blacklist, mas é inegável o legado que ele deixou no mundo dos games e da literatura, e sempre será lembrado.

Bom, acho que essa foi uma boa introdução pra aqueles novos no universo de Splinter Cell, então agora é hora de começar a falar dos jogos em si. Eu não gosto de dividir os artigos em 2 partes, mas conforme fui escrevendo e adicionando mais informações, o texto começou a ficar muito extenso, e ninguém tem paciência (ou tempo) pra ler tanta coisa assim de uma vez né? Então, hoje falarei dos 3 primeiros jogos da franquia. Vou destacar também que o foco será nos principais games, apenas citando brevemente as versões mobile, além de que a informações sobre as vendas foram baseadas nas informações do site VGChartz. Então, sem mais delongas, bora conhecer a historia de Sam Fisher.

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TOM CLANCY'S SPLINTER CELL

O protagonista de Splinter Cell é Samuel Leo "Sam" Fisher, ou apenas Sam Fisher, um Navy SEAL (soldado de uma das principais forças de operações especiais dos Estados Unidos) altamente condecorado, e ex-oficial paramilitar/clandestino da CIA. Fisher foi um membro do "Third Echelon" (ou "Terceiro Escalão", em português), uma iniciativa ultra secreta da NSA (Agência de Segurança Nacional), onde ele concluiu com sucesso várias operações de mala preta (operações secretas ou clandestinas executadas por agências para obter informações para operações de inteligência humana) sendo o primeiro operador do programa 'Splinter Cell'.

O primeiro game da franquia, chamado apenas de "Tom Clancy's Splinter Cell", foi desenvolvido pela Ubisoft Montréal e lançado em 2002. Ambientado em 2004, Sam foi escolhido para liderar o recém formado Third Echelon, um grupo de operações secretas da NSA, como um agente 'Splinter Cell'. O jogo é dividido em missões, sendo 10 no total, e cada uma com seu próprio enredo.

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No início de seu desenvolvimento, o game não seria focado em espionagem e nem seria chamado de Splinter Cell. A Ubisoft inicialmente começou seu desenvolvimento dando o nome de "The Drift", um shooter em terceira pessoa de estilo retro-futurista onde a Terra tinha sido destruída, e poucas cidades que ainda tinham alguma população estavam tentando se reconstruir. The Drift era um protótipo inicial para o game, e foi logo descartado por ser considerado por eles um game "sem alma", apesar de suas mecânicas e ideias inovadoras para a época. Enquanto o escopo geral foi descartado, algumas mecânicas de jogo foram mantidas, e seriam agora usada em Splinter Cell, um game que seria um "Metal Gear Solid 2 killer" de acordo com a Ubisoft. O estúdio tinha sido encarregado de um game stealth revolucionário que combinaria elementos de Thief e Metal Gear Solid. Tom Clancy então endossou o projeto, enquanto atuava também como um escritor para os cenários do game. Tom inicialmente não aprovava a ideia do "trifocal googles", o icônico óculos de 3 lentes de Sam Fisher, por conter a visão noturna e visão térmica em um único dispositivo, que ele dizia ser algo que passava longe da realidade (como eu disse, ele é um autor muito detalhista), mas depois ele acabou aprovando a ideia. Então a Ubisoft usou o óculos como uma "assinatura" de Sam Fisher, e explicou que ter dois dispositivos separados acabaria afetando a gameplay e poderia ser algo chato e cansativo de se trocar o tempo todo.

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Durante o desenvolvimento, a Ubisoft escolheu que seria melhor deixar o game com uma pegada mais realista, e isso seria uma tarefa difícil quando se estava trabalhando com um autor tão detalhista na produção, então, o estúdio fez várias pesquisas em tecnologias militares, como o traje usado por Sam, o tipo de tecnologia de segurança e os equipamentos usados. Quanto ao motor gráfico, enquanto o game rodava na Unreal Engine 2, a Ubisoft utilizou um motor especial para efeitos de iluminação dinâmicos, assim como para criar físicas mais realistas. Também como uma jogada inteligente, a Ubisoft contratou o ator Michael Ironside para dar voz a Sam Fisher.

Tom Clancy's Splinter Cell foi muito bem recebido pela crítica em seu lançamento. Greg Kasavin, da GameSpot, disse na época que Splinter Cell tem "sem dúvidas os melhores efeitos de iluminação vistos em qualquer game até agora". O game também foi muito bem avaliado pela qualidade de seus efeitos sonoros, além de que a voz de Michael Ironside era perfeita para o papel de Sam Fisher. Mas além dos elogios também haviam algumas críticas ao game, muitas se referindo as suas cutscenes que aparentemente tinham um visual "pior" em relação ao game durante a gameplay.

Splinter Cell foi lançado para o Xbox, PlayStation 2, PC, GameCube e Gameboy Advance, e teve cerca de 6 milhões de cópias vendidas no total, sendo um grande sucesso.

TOM CLANCY'S SPLINTER CELL: PANDORA TOMORROW

O segundo game da franquia é Splinter Cell: Pandora Tomorrow. Pandora Tomorrow tem um foco na Indonésia, no ano de 2006, onde os Estados Unidos tem presença militar no recém independente "Timor Leste" para treinar as forças militares daquele país na luta contra as milícias guerrilheiras indonésias. O Darah Dan Doa (Sangue e Oração, em português), liderado por Suhadi Sadono, se provou ser o oponente mais forte pra o atual governo provisório no país. Sadono é considerado por muitos como um líder de milícia muito carismático. Ele foi treinado pela CIA para combater as influências comunistas na região, mas ficou ressentido com os Estados Unidos quando o apoio do país mudou para o Timor Leste. Ele, assim como muitos outros, percebeu que a superpotência estava interferindo na soberania do país, então, Sadono faz seus homens bombardearem e depois fazerem uma incursão à Embaixada dos Estados Unidos em Dili, capturando vários militares e diplomáticos dos EUA. Um desses reféns é Douglas Shetland, um velho amigo e companheiro de guerrilha de Fisher. Após tomar conhecimento da situação, o Third Echelon é comunicado, e Sam Fisher é enviado em sua missão para resgatar os reféns e capturar Suhadi Sadono.

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Pandora Tomorrow possui 8 missões em sua campanha, um pouco menor que o game anterior, mas por outro lado possui mais caminhos e formas de se completar os objetivos, aumentando seu fator replay. Pandora Tomorrow também foi o primeiro game da franquia a trazer um modo multiplayer, o modo SHADOWNET vs. ARGUS. Os modos multiplayer foram baseados em cenários da campanha principal, que se resume em obter o ND133 e levá-lo a um local seguro. Foi lançada também uma versão de demonstração do multiplayer do game para Xbox e PC, mas devido ao baixo número de jogadores, a Ubisoft decidiu encerrar os servidores Ubi.net pouco tempo depois de seu lançamento.

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Dessa vez, a desenvolvedora de Splinter Cell foi a Ubisoft Shangai. O principal foco da sequência em relação ao primeiro era melhorar seus efeitos de iluminação. O estúdio também fez uma mudança no gameplay onde o jogador poderia escolher qual caminho seguir para o objetivo, ao invés de seguir sempre o mesmo corredor. Splinter Cell: Pandora Tomorrow foi lançado em 23 de Março de 2004, e foi muito bem recebido pela crítica, além de ter sido nomeado para vários prêmios, incluindo a categoria de 'Melhor jogo de ação do ano' pela Computer Gaming World.

Pandora Tomorrow foi lançado para Xbox, PC, PlayStation 2, GameCube e GameBoy Advance, e teve cerca de 3 milhões de vendas no total, um número bem menor que o do primeiro game mas ainda assim satisfatório.

TOM CLANCY'S SPLINTER CELL: CHAOS THEORY

Splinter Cell: Chaos Theory é o terceiro game da franquia, e também o primeiro a ter a classificação M (Mature 17+), ou seja, para maiores de 17 anos. O tema abordado em Chaos Theory recorre ao primeiro game, com foco numa guerra de informações, servindo mais ou menos como uma sequência direta.

Em 2007, a China e a Coreia do Norte estão insatisfeitas com a nova Força de Autodefesa de Informação do Japão, pois acreditam que ela viola o Artigo 9 da constituição pós-Segunda Guerra Mundial (há uma reportagem sobre o I-SDF em uma cena em Pandora Tomorrow), que restringe o Japão de possuir qualquer força militar armada capaz de atacar fora de suas fronteiras. Então, a China e Coreia do Norte estabelecem um bloqueio no Mar Amarelo e forçam os Estados Unidos a dar uma resposta, conforme seu acordo com o Japão após a Segunda Guerra. Os EUA então enviam seu navio mais avançado, o USS Clarence E. Walsh, para o Mar Amarelo na esperança de que a China e a Coreia do Norte recuem. Enquanto o mundo está com sua atenção voltada para a esse caos, Sam Fisher é enviado ao Peru para o resgate de Philip Masse, um programador responsável pelo desenvolvimento do Masse Kernels, um algoritmo de armas altamente avançado que ele criou durante a Crise de Informação da Geórgia, em 2004. Os algoritmos foram apelidados de 'super arma do século 21' e estavam pelo menos uma década a frente de seu tempo - deixando quase todas as redes de computadores conectadas a internet abertas a ataques contra os Estados Unidos.

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Chaos Theory possui 10 missões em sua campanha single-player, mais uma vez trazendo mais caminhos e formas de se chegar ao objetivo, além de uma campanha coop com 6 missões que se misturam com a trama single player. As mecânicas de stealth da franquia foram refinadas em Chaos Theory. Dessa vez além da barra de stealth comum dos games anteriores, foi adicionado um monitor aural que mede o barulho que Sam faz enquanto se movimenta, além de mostrar o barulho do próprio ambiente. Esse novo medidor faz que o jogador tenha mais cuidado ao se movimentar, senão inimigos podem acabar ouvindo e descobrindo sua posição, deixando o gameplay mais desafiador. A IA dos inimigos também apresentou uma grande melhoria. Nos games anteriores, após Sam deixar alguma área do mapa, o game automaticamente faria uma análise em busca de quaisquer corpos deixados em algum local iluminado, e se algum fosse encontrado, os guardas acionariam o alarme. Em Chaos Theory, os corpos precisam ser vistos por algum guarda em patrulha ou câmera de segurança para disparar o alarme, permitindo que Fisher deixe os corpos em algum local iluminado, desde que as câmeras estejam desativadas ou não haja guardas em patrulha naquele local.

A atenção dos guardas ao ambiente também apresenta grandes melhorias, agora com eles podendo notar portas que foram deixadas abertas, tecidos cortados pelo jogador para acessar algum lugar, computadores e interruptores que foram desligados, e até mesmo notar que um dos guardas da área desapareceu. Enquanto no modo de alerta, os inimigos podem também pegar lanternas ou flares para iluminar áreas enquanto procuram, deixando mais difícil de se esconder. Durante o combate, os inimigos não ficarão mais em campo aberto, dessa vez eles correm para a cobertura mais próxima e se inclinam para atirar, além de usar a ajuda de companheiros durante o combate. Se Sam fugir durante um tiroteio, os inimigos podem ficar assustados, e começarão a atirar em qualquer lugar suspeito, ou onde ouçam algum barulho, então é preciso tomar ainda mais cuidado após fugir do combate.

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Ser avistado por inimigos ainda acionará o alarme, fazendo com que os inimigos fiquem mais atenciosos e prontos para o combate, podendo atacar a qualquer som que ouvirem, além de equiparem coletes de proteção e capacetes. Porém, acionar vários alarmes não fará com que a missão falhe como acontecia nos games anteriores. Até mesmo matar civis ou soldados aliados não fará com que o jogador falhe na missão, embora isso custe na sua classificação final e cancele alguns objetivos secundários.

Chaos Theory também recebeu melhorias no combate corpo a corpo, como a adição da faca de combate. A faca pode ser usada por Sam de várias maneiras, como ameaçar um inimigo durante o interrogatório ou matar o inimigo diretamente em um combate. Agora também não é preciso ficar de frente ou as costas de um inimigo para usar os ataques corpo a corpo, nem importa se os inimigos estão em alerta, ao contrário dos games anteriores onde o ataque corpo a corpo só podia ser executado pelas costas do inimigos, e não eram possíveis se os inimigos soubessem que Sam estava no local. O jogador também tem a opção de usar um ataque letal ou não-letal no combate corpo a corpo ou ao segurar um inimigo, além de poder puxar pessoas ao ficar pendurado em canos presos ao teto ou ao se pendurar na beirada de algum muro ou sacada.

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Com Chaos Theory, a Ubisoft Montréal retornou ao seu cargo de desenvolvedora da franquia. Dessa vez eles usaram a Unreal Engine 2.5 para criar um jogo mais detalhado e realista, incluindo detalhes como Sam ficar molhado ao sair da água ou durante a chuva. Os gráfico apresentam várias melhorias, como mapeamento normal e iluminação HDR, mapeamento de paralaxe (um aprimoramento do mapeamento de relevo), refração, efeitos de distorção por causa de calor e alguns efeitos adicionais na água. Também adicionaram alguns detalhes aos óculos de Sam, como a distorção de lentes e uma espécie de interface com algumas informações, dando um toque mais realista.

Splinter Cell: Chaos Theory foi lançado em 21 de Março de 2005 para Xbox, PC, PlayStation 2 e GameCube, futuramente ganhando versões para PlayStation 3, Nintendo DS e 3DS. Chaos Theory foi um enorme sucesso, vendendo cerca de 2,5 milhões de cópias até o final de Março de 2005. As versões de Xbox e PC foram aclamadas pela crítica, enquanto as versões de PS2 e GameCube receberam reviews favoráveis, e as versões de 3DS e DS não foram muito bem recebidas. Infelizmente, devido ao tema abordado na campanha, o game foi banido na Coreia do Sul até o ano de 2006. Chaos Theory recebeu o prêmio de 'Jogo do ano para Xbox' da revista oficial do Xbox, além do prêmio de melhor jogo de ação/aventura e melhores gráficos na E3, e é considerado por muitos como o melhor game da franquia.

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Estes três primeiros jogos receberam em Setembro de 2011 uma versão remasterizada para o PlayStation 3, chamada Splinter Cell Trilogy, e é recomendada para aqueles que ainda não jogaram a franquia e só possuem um PlayStation 3 (ou apenas não gostam de jogar no PC) pois ela faz jus as versões de Xbox dos games, que eram as melhores se comparadas entre si.

E aqui finalizo a primeira parte do artigo. Como ainda tem mais 3 jogos pela frente, se eu colocasse todos de uma vez ficaria muito cansativo, então peço a paciência de todos. Creio que em poucos dias já posto a parte 2, então não vai demorar muito. Enfim, comentem aí suas melhores memórias dessa franquia, e se ainda não jogaram, comentem se pretendem dar uma chance. Até a próxima parte!

Gabr1elKK
Gabr1elKK #ZigEvil

Fã de games em geral, mas meu estilo favorito é sempre o bom RPG. Meus jogos favoritos são The Witcher 3, Metal Gear Solid 3 e Red Dead Redemption.

Crente de Tarantino e devoto de From Software.

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