Não é de hoje que a Ubisoft se mete em muita polêmica e assuntos mais sérios e pesados que vem de dentro da sua estrutura. A editora é uma empresa da França, sendo concentrado lá o seu campus e principais estúdios como a Ubisoft Montpellier, Ubisoft Paris, Ubisoft Ivory Tower e Ubisoft Bordeaux.
Porém a empresa hoje é bem multinacional, e vemos estúdios dela espalhados em todo mundo. Os principais estúdios de suas franquias mais chamativas estão todos nos Canadá, sendo a Ubisoft Montréal, Ubisoft Quebec, Ubisoft Toronto e Ubisoft Saguenay partes da mesma região. Depois vem os estúdios dos EUA como a Ubisoft San Francisco e Ubisoft New York, e temos aqueles casos de estúdios com seus próprios nomes, como a Red Storm Entertainment, Blue Byte Software, Nadeo Productions e Massive Entertainment.
Acontece que por esse alto número de subsidiárias e gerenciamento de múltiplas fontes e regiões acaba sendo algo muito difícil de comandar, e em 2020 vimos um grande exemplo disso, após descobrirmos inúmeros casos envolvendo assédio e abusos dentro da maioria dos estúdios da Ubisoft, tanto na França quanto no Canadá, Singapura, Estados Unidos e Reino Unido.
Os mais graves foram na Ubisoft Toronto e Ubisoft Montréal, mais conhecidos por Assassin’s Creed, Splinter Cell, Far Cry e Watch Dogs, com demissões acontecendo quase a todo mundo dessas subsidiárias, que agora perderam mais de 12 diretores, além de um corte de 160 funcionários em sua totalidade. Isso pode piorar ainda mais, com a grave perda de talvez todos os talentos principais da Ubisoft.
Isso porque, como reportado pela Games Industry, em seu Documento de Registro Universal anual, a Ubisoft identificou riscos moderados de “comportamento inadequado por funcionários” na empresa, bem como um alto risco de perder ou deixar de conter talentos, após a onda de alegações de abuso do ano passado.
O documento foi descoberto no início desta semana pela Axios, mas inicialmente publicado no início de junho. O URD é um documento obrigatório para as empresas com seu capital aberto, identificando riscos para a empresa, bem como seus resultados, entre outras coisas.
O URD 2021 da Ubisoft abordou as acusações de cultura tóxica e assédio do ano passado na seção “Fatores de risco”, dizendo que as acusações resultaram na perda de “talentos-chave” e prejudicaram a “reputação e imagem” da empresa, o que “também pode impactar seu apelo e retenção de talentos.”
“Em 2020, o movimento para denunciar o comportamento tóxico e sexista dentro das equipes da Ubisoft levou à saída inesperada de vários talentos importantes”, dizia o documento, acrescentando que “alguns cargos não puderam ser preenchidos imediatamente” e, portanto, resultou em “atrasos na tomada de decisão, postergação de despesas ou perda do rumo das equipes em questão.”
Posteriormente no documento, a empresa acrescentou que tem uma “política de tolerância zero” no que diz respeito a comportamentos inadequados, antes de acrescentar:
“Embora a Ubisoft tenha levado esta situação muito a sério, envidando todos os esforços para remediá-la e demonstrando a sua resiliência, a O Grupo não pode fornecer uma garantia absoluta de que este tipo de risco será controlado.”
A empresa observou que mais comportamentos tóxicos na empresa podem levar a “perda de talentos, um obstáculo à sua atratividade e retenção de talentos, perda de eficiência, danos a reputação e imagem do grupo que podem levar a uma diminuição da atividade em nossos jogos e na receita”, e consequentemente, uma possível falência global da Ubisoft.
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