Análise | Xbox Series S

Análise | Xbox Series S

O mínimo para aproveitar da 9º geração
#Análises Publicado por Sr Ori, em

O Xbox Series S, como muitos sabem (e inclusive discutem até hoje), foi um lançamento bem polêmico por causa de algumas de suas limitações, desempenho específico em alguns jogos e por uma proposta não 4K. Por outro lado, deu a oportunidade para diversas outras pessoas entrarem na nova geração, isso podendo ser notado através da quantidade de canais menores no youtube realizando uma demonstração deste videogame e postando gameplay de jogos novos nele. Nem tudo sobre o Series S obviamente são as mil maravilhas, mas nem tudo também é péssimo. Já fazem 6 meses que estou experimentando o ambiente que a Microsoft quis entregar com este console e vocês poderão ver o que eu achei sobre ele durante todo esse tempo.

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CAIXA

Primeiramente mencionando sobre a "caixinha", ele comporta entradas de HDMI 2.1, energia, cartão de expansão proprietário e conexão ethernet, além é claro de algumas entradas usb. Como não consegui testar funções que utilizam a tecnologia específica desse console como VRR, resoluções acima de full hd, expansão externa e 120 fps, não terei como mencionar como funcionam esses recursos no Series S. Por outro lado, uma vantagem que consegui usufruir e que qualquer outra pessoa provavelmente irá notar é seu tamanho e peso. Esse video game é extremamente leve e relativamente pequeno, sendo que consegui carregá-lo para casa de amigos e enfiá-lo literalmente em qualquer lugar (sim, porque ele cabe em qualquer canto), bastando apenas realizar conexão de energia e hdmi e depois curtir os jogos com o pessoal.

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Outra coisa interessante e que as vezes vejo pessoas preocupadas é com a questão do barulho que o video game faz quando se joga algo. Ele, ao menos por enquanto, em todos os jogos que joguei sequer parece que está ligado de tão silencioso. O que realmente faz algum barulho são os botões do controle, mas em questão do videogame em si e também da temperatura dele, não houve nenhum problema nos jogos testados.

Um ponto crítico do Series S é o espaço de armazenamento dele que é bem limitado. Ele possui no total 364gb de armazenamento interno e seus cartões de expansão são bem caros, ao menos por enquanto. Por isso, o jogador ficará limitado quanto liberdade de instalar jogos caso use apenas o ssd que já veio no console, principalmente se jogar jogos online e também se gostar de ter muitos jogos instalados ao mesmo tempo. Comigo não chegou a ser um problema porque não me enquadro nessas categorias de jogador, mas é interessante ficar atento a esse problema porque ele realmente existe.

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A ausência de um leitor de disco pode ser um problema para alguns, principalmente para quem gosta de colecionar mídia física. Quem já possui jogos mais antigos nesse formato também terá problema em usá-los. A vantagem da mídia física também são os preços dos jogos que saem mais baratos se comparados a compra digital, e como o Series S não possui o leitor, o jogador fica meio refém da loja do Xbox.

SISTEMA

Sobre o sistema do Xbox, houveram algumas melhorias, mas até mesmo o Xbox One recebeu essa reformulação. A diferença mesmo entre os dois fica por conta do ssd do Series S que traz uma experiência incrível de navegação. A nova reformulação da interface trouxe uma nova loja (bem mais organizada, prática para encontrar jogos e responsiva), aba específica para conteudos do Game Pass e alguns planos de fundo animados (continua recebendo de vez em quando).

Outra diferença que o sistema traz consigo e a versão do One não possui é o quick resume, e foi a melhor recurso que experimentei com um videogame de nova geração. Diferente de gerações anteriores e até mesmo da concorrete atual, não será mais necessário carregar todo o jogo do zero cada vez que iniciá-lo. Isso não só trás rapidez para abrir o jogo (o máximo de tempo que já vi demorar foram 5s), mas também gera uma comodidade muito grande para pessoas que querem jogar um jogo duradouro mas só tem alguns minutos para curtir seu videogame antes de fazer qualquer outra coisa. O quick resume carrega o jogo exatamente no ponto em que o jogador deixou pelo última vez, seja no pause em um lugar tranquilo ou até mesmo no meio de uma luta contra um boss. O recurso funciona com transições entre uma quantidade limitada de jogos (acredito que sejam 5 jogos), ou seja, se a pessoa quiser mudar de jogo, o jogo anterior ficará no quick resume até que a pessoa tire deste estado ou inicie o jogo novamente. Uma experiência muito doida que tive foi uma queda de energia aleatória durante um jogo e o videogame obviamente desligou, mas ao religá-lo o jogo estava no estado de pause onde eu tinha parado. Depois desses 6 meses é bem complicado jogar alguns jogos que não tem suporte ao quick resume ou até mesmo gastar tempo jogando em outra plataforma, pois é um recurso que me adaptei muito bem ao uso.

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A retrocompatibilidade foi um recurso carregado do Xbox One e funciona perfeitamente bem e de forma muito natural, parecendo até que não existe mais limitação de gerações. Os jogos estão lá disponíveis para serem comprados e baixados, além de alguns que receberam melhorias. Isso é bastante interessante e útil, principalmente para, por exemplo, pessoas que não jogaram Psychonauts no PlayStation 2 ou Xbox e agora podem jogá-lo e em seguida jogar a sua sequência que será lançada em agosto desse ano, conhecendo assim o jogo de uma forma completa.

O Xbox também possui o recurso de Smart Delivery, o qual entrega atualização gratuita para nova geração de alguns jogos (nesse caso depende da Microsoft fazer o acordo com o estúdio) e sincroniza o jogo salvo da antiga versão. Isso resulta em uma facilidade para o jogador, não necessitando que ele se preocupe com o jogo salvo e simplesmente atualize para obter as melhorias da nova versão.

Apesar de ter mencionado a desvantagem de o Series S não possuir o leitor de disco, uma grande vantagem é que a partir do momento que o jogador tem o console, basta assinar o serviço Xbox Game Pass que ele já terá muitos jogos para jogar logo ao ligar o console, sem precisar procurar por promoções, juntar dinheiro ou assinar Live Gold sortida para começar a ter seu catálogo de jogos. E aparentemente a Microsoft está vendendo esse console com esse propósito. A cada 15 dias jogos novos entram no serviço e alguns deles no dia de seu lançamento, variando também o gênero entre eles.

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DESEMPENHO

Esse é um ponto bastante discutido e até criticado sobre o console, mas que eu gostaria mencionar o que achei desse assunto jogando nele nesses 6 meses. Primeiramente mencionando sobre resolução, a qualidade dele é realmente focada em monitores/tv's de uma resolução 2k para baixo e, ao menos na minha experiência de jogador, senti que foi satisfatória para jogos que receberam atualização ou jogos novos lançados. Testei jogos como Dirt 5, Yakuza Like a Dragon, Judgment, Scarlet Nexus, The Medium, Watch Dogs Legion, Call of the Sea e todos pareceram bem nítidos com no máximo algum serrilhado bem de fundo se o jogador for parar para observar.

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Mencionando um pouco sobre a retrocompatibilidade, ela funciona de forma bem interessante no Series S, mas poderia ser melhor. O console utiliza das mesmas configurações do Xbox One S mesmo sendo mais potente, limitando os jogos à resolução e frames da geração anterior. Por outro lado, ele consegue atráves do poder bruto próprio manter a taxa de quadros bem mais estável e carregar recursos de forma extremamente rápida. Além disso o recurso de "FPS Boost" criado pela Microsoft consegue aumentar de forma bem interessante e satisfatória o desempenho para 60fps e até 120fps em alguns jogos. Os jogos que receberam atualização gratuita através da retro, melhorando resolução e desempenho, também funcionam excepcionamente bem.

No geral ele entrega uma experiência bem bacana com os jogos até hoje entregues e é praticamente imperceptível notar problemas de desempenho neste videogame enquanto joga, principalmente se o jogador só quiser curtir o jogo que ele comprou e ter um desempenho decente.

CONTROLE

O novo controle do Xbox não foi reformulado como o DualSense, mas teve pequenas melhorias que foram muito bem vidas e melhoraram a experiência ao utilizá-lo. A pegada dele está mais confortável e possui pequenas elevaçõs ásperas na parte de trás e nos gatilhos. Os botões LB e RB estão funcionando de forma mais natural (antes eram muito duros).

Uma das maiores mudanças foi a inclusão de um botão share no controle, o que facilita o compartilhamento de capturas de tela e vídeos, e o mais interessante de tudo é como isso é configurado pelo jogador. O jogador pode configurar a resolução e a duração (caso seja um vídeo), além de subir o arquivo para a nuvem e ser poder ser compartilhado com boa qualidade (.png para imagens e .mp4 para vídeos). Os vídeos podem ser configurados com várias opções de tempo para gravar um acontecimento durante o jogo, assim o jogador pode garantir que terá tempo de capturar todo aquele momento que quer compartilhar com outras pessoas. Esse recurso deixou bem mais fácil a forma de compartilhamento e até acaba incentivando já que é bem simples de usar.

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Outro nova mudança foi o d-pad que mudou para algo mais semelhante ao controle elite do Xbox. Ele deixou o uso muito mais confortável e senti isso principalmente em rpg's que possuem muitos menus de seleção, permitindo que eu jogue por mais horas sem me cansar. O único problema é que ele faz um pouco de barulho e pode incomodar dependendo do silêncio do ambiente ou caso o jogador se importe muito com isso.

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O controle já deveria vir com pilhas já que essa foi a opção que a Microsoft decidiu entregar. Caso a pessoa ainda não possua pilhas recarregáveis e seu carregador, terá que desembolsar um pouco mais para poder usufruir do videogame sem muitos problemas.

CONCLUSÃO

Senti que o Xbox Series S valeu a compra, principalmente por ser mais acessível se comparado aos mais potentes e conseguir entregar os mesmos novos jogos com uma qualidade bacana de jogar nas configurações que possuo. O foco dele aparenta ser o jogador mais casual que não quer o topo de performance e qualidade gráfica (ou que sequer irá notar a diferença), mas sim o que acha suficiente jogar seus novos e velhos jogos com desempenho satisfatório.

Não recomendo a pessoa comprá-lo caso possua uma tv/monitor 4k, porque ele praticamente nunca irá entregar esse nível de qualidade. Também não é o ideal se a pessoa gosta de saber de números técnicos e gosta do melhor resultado possível, seja alta resolução, fps ou assets gráficos que podem ser tirados ou minimizados no jogo por causa da limitação do hardware.

Apesar de ter suas limitações ele trouxe uma proposta muito interessante e que aparentemente funciona muito bem para alguns países, incluindo o Brasil. Consegue entregar uma grande quantidade de jogos e até uma assinatura que ajuda as pessoas a jogarem mais sem gastar tanto. No geral o Xbox Series S é um console que entrega aquilo que promete, sendo um videogame de baixo custo que entrega o mínimo que vc precisaria pra estar na nova geração.

8.0
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Nota
Um console acessível, que entrega o que promete.
Prós
  1. Acesso ao Game Pass
  2. Melhorias no controle
  3. Desempenho dos jogos
  4. Carregamento rápido
  5. Nova interface e loja
  6. Preço atrativo
  7. Quick Resume
  8. Portátil
  9. Silencioso
  10. Retrocompatibilidade funcional
  11. Melhorias de alguns jogos de forma gratuita
  12. Smart Delivery
Contras
  1. Bem prejudicado por jogos mal portados/otimizados
  2. Sem pilhas carregáveis na caixa
  3. Baixo armazenamento
  4. Cartão de expansão caro
  5. Ausência do leitor de disco
  6. Ausência de jogos first-party para mostrar potencial do console
  7. Retrocompatibilidade usa versão do Xbox One S
Sr Ori
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