Documento da Microsoft revela análise interna que empresa fez de The Last of Us Part II

Documento da Microsoft revela análise interna que empresa fez de The Last of Us Part II

MS diz que jogo está graficamente à frente de tudo feito nos consoles e PC, mas não possui um tiroteio decente.
#Games Publicado por Vinicius, em

Durante a já conhecida disputa legal entre a Apple e a Epic pelos lucros de Fortnite no iOS, vários documentos internos surgiram na rede levados a tribunal. Entre eles, estavam uma análise interna de The Last of Us 2 realizada pela Microsoft.

Mike e Jon, dois membros da equipe do Xbox, foram os responsáveis de analisar o trabalho feito pela Naughty Dog. A análise supostamente seria utilizada internamente para desenvolver seu próprio ecossistema de produtos e serviços.

Em sua análise interna, a empresa elogia bastante a parte técnica gráfica do jogo, sendo algo à frente de qualquer coisa já produzido para console ou PC, um nível que esperam poder alcançar na nova geração. A narrativa também foi elogiada, citada como algo capaz de avançar esse meio interativo de entretenimento como arte.

No entanto, ela critica o tiroteio do jogo, o qual ela diz que "Naughty Dog ainda não consegue fazer um tiroteio decente em nenhum de seus jogos", com TLOU2 não sendo uma exceção. O fato de os jogadores não terem influência sobre a narrativa também é citado como podendo ser algo negativo para alguns jogadores. Outro ponto negativo mencionado é o fato de não existir uma troca rápida entre a arma atual e a usada anteriormente, obrigado o jogador a largar o analógico pra trocar as armas no direcional.

Você pode conferir a análise completa abaixo:

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The Last of Us Part II, assim como seu antecessor, é em primeiro lugar um jogo de aventura narrativo. Este é diferente de outra franquia importante da Naughty Dog, Uncharted, onde a narrativa, embora bem contada, está lá mais para servir ao gameplay de ação e aventura.

Embora tenha muitas partes de stealth em The Last of Us Part II, o principal objetivo do jogo é imergir o jogador o jogador na narrativa interativa. O jogo empurra esta ideia ainda mais longe do que sua antecessor, incorporando uma série de capítulos narrativos no estilo "simulador de caminhada". Estes funcionam como o capítulo stand-alone Left Behind. Embora estes possam não ser o que muitos jogadores esperam, eles são excepcionalmente bem feitos e realmente mostram o que outros jogos, especialmente jogos de aventura narrativos puros, devem aspirar a realizar com o diálogo, apresentação e atuação de seus personagens.

A fim de obter o detalhe e a credibilidade da interação e do diálogo dos personagens no jogo, a Naughty Dog fez uma escolha clara de sacrificar muito do impacto do jogador na história em favor de resultados fixos, a fim de alcançar o maior valor de produção. O fato do jogador não ter a capacidade de influenciar muito ou determinar o resultado da narrativa pode ser um problema para muitos jogadores e como eles veem seu papel na experiência dos videogame. No entanto, diríamos que nem todo videogame deve ser sobre o jogador moldando a história de seu personagem. O meio de entretenimento interativo também precisa de jogos que criem histórias onde você participa mais no papel de um "observador" ativo, assim como outros meios de entretenimento, caso contrário, ficaremos presos a um número limitado de histórias para contar.

A narrativa do jogo tenta contar uma história de vingança emocionalmente relevante e seu impacto moral e emocional na vida das pessoas envolvidas, ao mesmo tempo tentando criar uma experiência interativa envolvente e consistente. O jogador prossegue por meio de duas campanhas separadas e completas: uma como Ellie, e outra campanha completamente diferente como Abby - a mulher que Ellie jurou matar. Outros jogos que tentaram isso no passado tiveram problemas por não deixaram os jogadores jogarem como os "personagens heróis" com o qual eles se importam. Mas a franquia The Last of Us não tem realmente "heróis", apenas sobreviventes. Ellie e Abby são personagens bem realizadas e identificáveis, ​​e jogar ambas as histórias faz um ótimo trabalho de mostrar como pessoas decentes podem ficar presas em um ciclo vicioso de violência.

O gameplay em The Last of Us Parte II é uma expansão e uma melhoria notável sobre o jogo anterior, o qual dava aos jogadores pouca liberdade de escolha. A maioria dos níveis no primeiro jogo se desenrolava como um pequeno “quebra-cabeça de combate” onde havia um “caminho certo” estreito e predeterminado para terminar a missão, o que fazia com que a estratégia eficaz parecesse forçada a você. Neste novo jogo o as áreas de combate são significativamente maiores, a Al dos inimigos melhorou muito e o número de formas você pode limpar um local (ou apenas evitá-lo completamente) foram bem aprimorados. Dito isto, a Naughty Dog ainda não consegue fazer um tiroteio decente em nenhum de seus jogos, e este não é exceção. Felizmente para eles, isso se encaixa no tema geral do jogo e empurra o jogador a usar o stealth em vez de enfrentar os inimigos de frente.

Uma grande reclamação sobre a gameplay era o sistema de inventário. Os comando para trocar de armas estão todos localizados no direcional, e não havia uma "troca rápida" entre as armas atuais e as anteriores. Então, a menos que você tenha um polegar adicional na sua mão esquerda, você vai ter que tirar o seu polegar do analógico esquerdo para trocar de armas, o que foi notavelmente frustrante durante as sequências de combate mais frenéticas.

A qualidade visual e atenção aos detalhes em The Last of Us Parte II é absolutamente melhor em basicamente todas as áreas, e a apresentação geral está significativamente à frente de qualquer coisa que outras equipes tenham produzido no console e no PC. Ficamos frequentemente espantado com a qualidade visual do jogo, algo que infelizmente raramente acontece nos dias de hoje. É ainda mais impressionante considerando que o jogo apresenta dois personagens jogáveis com diferentes grupos de aliados, em diferentes locais, junto com sequências de flashback ocorrendo anos antes. Ele apresenta uma variedade chocante de ambientes, clima e ciclos diurnos em locais que vão de Wyoming à Califórnia.

Os jogadores certamente têm todo o direito a terem seus próprios sentimentos e opiniões sobre a narrativa do jogo, sobre a escolha da Naughty Dog de fazer os jogadores jogarem com protagonista opostos, ou com o final do jogo. Mas como alguém que se importa profundamente mais com a evolução e expansão do que uma narrativa pode ser no entretenimento interativo, essas coisas importam menos do que quão incrivelmente bem a Naughty Dog criou e entregou a história que ELES queriam contar. Nem todos os criadores de jogos podem entregar o nível de detalhe visual que eles produzem, e nem toda equipe tem o dinheiro ou talento necessário para recriá-los, mas este jogo define um novo padrão que esperamos alcançar em uma nova geração de consoles.

The Last of Us Part II é um jogo extremamente raro onde o que ele alcança em avançar a arte da narrativa nos jogos como um meio acaba superando a questão de que nem todos "gostaram" dele e até mesmo se todos se "divertiram" o jogando. Dito isso, nós amamos o jogo, tivemos um ótimo tempo jogando ele, e continuamos pensando em seus personagens e histórias mesmo após terminá-lo.

Vinicius
Vinicius #VSDias55

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