A Epic Games superestimou as receitas que poderia ter feito com Fortnite em 2019 em até US$ 154 milhões, de acordo com novos documentos apresentados no processo da Epic Games contra a Apple.
O julgamento foi aberto no Tribunal Distrital do Norte da Califórnia, em Oakland. Entre os documentos apresentados pela Epic, um delineou as receitas que a incorporadora de Fortnite faturou de 2018 a 2019.
Esse documento descreveu como a Epic falhou em cumprir sua meta de receita para seu ano fiscal, planejado em US$ 4,59 bilhões. Em vez disso, ganhou US$ 4,2 bilhões. Sim, é bastante, pelo amor de deus, mas ainda assim falhou com as expectativas.
A discrepância, sublinha o documento, resulta da super estimativa de quanto dinheiro poderia ter ganho com o Fortnite em 2019. Ano em que o cenário competitivo se consolidou substancialmente. E por conta de ter fracasso com a meta, a empresa teve demitir um número não informado de funcionários.
Não foi esclarecido como a Epic Games poderia ter feito essa soma, seja com patrocinadores ou parcerias. Nos e-mails enviados como prova, os funcionários da Epic sugeriram que a empresa na época teria discutido uma possível parceria com a atual grande inimiga Apple como a “patrocinadora principal” da ‘Copa do Mundo’ de Fortnite.
A empresa do iOS, segundo insiders da Epic, poderia ter “dado um pouco mais de influência”. No final, nenhuma parceria foi fechada e a Copa do Mundo não teve grandes patrocinadores e talvez seja daí que parte da receita perdida possa ser encontrada.