O 5G nem chegou direito no mundo, mas a corrida para o 6G já começou. Microsoft, Nokia, Samsung, e outras empresas do ramo de tecnologia e comunicação criaram a Next G Alliance, uma aliança com predominância de indústrias da América do Norte para liderar o desenvolvimento da futura geração de telefonia móvel.
O pacto foi firmado também com as grandes operadoras dos Estados Unidos (AT&T, Verizon, T-Mobile e US Cellular) e Canadá (Bell e Telus), além de empresas como Qualcomm, Ericsson, Facebook, Ciena, Telnyx, InterDigital e JMA Wireless. O objetivo principal não é desenvolver a nova tecnologia por inteiro, mas sim estabelecer predominância norte-americana no novo padrão.
A Next G Alliance deverá desenvolver um cronograma que identifique mudanças no cenário que possam posicionar a América do Norte como líder global em pesquisa, desenvolvimento, padronização, produção e adoção das próximas gerações de telefonia móvel.
Além disso, o grupo quer estabelecer as prioridades e alinhar a indústria de tecnologia para influenciar políticas governamentais e de financiamento.
A busca pela dominância norte-americana chega num momento que o 5G é implantado em diversos lugares do mundo. O conflito entre os Estados Unidos e China gerou uma série de embargos para Huawei em vários países; isso acabou evidenciando uma alta dependência da empresa entre diversos operadores. No Brasil, a Anatel informa que 70 mil das 86 mil torres de 2G, 3G e 4G instaladas no país são fabricados pela fornecedora chinesa.
A Coreia do Sul já está adiantada com a tecnologia 6G e planeja os testes para 2026. Pesquisadores esperam que a nova geração atinja velocidades em redes móveis de até 1 terabit por segundo, que serão úteis para cidades inteligentes, fábricas automatizadas, cirurgias remotas e hologramas.
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